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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Dia do Feirante: Feiras livres são tradicionais em Palmas

Mas de 1500 feirantes atuam nas seis feiras livres da Capital fortalecendo a tradição do palmense de frequentar a feira como um ambiente de lazer e de compras

Foto: Lia Mara

Em Palmas, as feiras livres existem desde 1992, quando os primeiros feirantes começaram a comercializar seus produtos de forma improvisada na Arse 24. Mas foi em meados de 1993 que a feira passou a funcionar em definitivo na 304 Sul.

Desde então, as feiras livres se tornaram tradição na Capital, passando a fazer parte do cotidiano do palmense, seja para comprar alimentos fresquinhos ou artesanato, ou para saborear as comidas tradicionais da região. Atualmente, 1500 feirantes trabalham nas seis feiras existentes em Palmas e muitos deles já são personagens conhecidos pelos frequentadores, com o quais criaram laços de confiança.

Nesta quarta-feira, 25, quando se comemora o Dia do Feirante, a organização da Feira da 304 Sul homenageou esses profissionais na terça-feira, 24, distribuindo frutas aos presentes.

Para a feirante Regina Antônia Nepomucena, a data é para celebrar. “Sou agricultora há mais de 60 anos, e sou feirante há 15 anos aqui em Palmas e em Porto Nacional. Todos os produtos são da minha própria terrinha”, comemora.

Maria Delsana Vieira, 72 anos, vendedora de hortaliças juntamente com o esposo José Jair dos Santos, 67 anos, também tem orgulho de seu trabalho. “Tenho muito orgulho de ser feirante. Começamos há 30 anos, ainda na feira da Arno 33, onde vendíamos calçados, depois mel, e agora verduras e hortaliças”.

Segundo o funcionário público Antônio Teixeira, a Feira da 304 Sul é um local de parada obrigatória, uma tradição cumprida fielmente todas as terças e sextas-feiras. “Venho toda semana para comprar café, queijo, castanhas, bolo cacete, melancia. Já conheço pelo nome a Maria dos temperos, a Laila do queijo, o rei do café, e muitos outros que não sei o nome, mas reconheço de vista e sou fiel às suas barracas”, lembrou o funcionário.

Outro frequentador fiel é o comerciante Geraldo Gonçalves, que sempre que vai à feira compra rapadura, laranja, banana, pastel ou bolo frito de milho, mas o que não pode faltar é a tradicional paçoca sem pimenta. “Frequento a feira desde 1998, e só compro dessa paçoca, pois para mim é a melhor”.

Emprego e renda

Os espaços das feiras em Palmas são economicamente relevantes para o sustento de várias famílias, uma vez que, segundo o diretor de Feiras da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Emprego, Emmanoel Marlon, as feiras em Palmas geram mais de 1500 postos de trabalho diretos e cinco mil indiretamente.

Segundo o diretor de Feiras, Emmanoel Marlon, somente na Feira da 304 Sul – Espaço Popular Mário Bezerra Cavalcante, 400 feirantes atendem a um público visitante de mais de 20 mil pessoas por semana, com funcionamento às terças e sextas-feiras, das 8 às 21 horas. No entanto, com a pandemia esse público reduziu para uma média 9 mil pessoas por semana.

Funcionamento das feiras em Palmas

Feira da 304 Sul (Arse 31) - às terças e sextas-feiras, das 8 às 21 horas.

Feira da 503 Norte (Arno 61) - às quartas-feiras, das 15 às 21 horas.

Feira da 1106 Sul (Arse 112) - às quintas-feiras, das 8 às 21 horas.

Feira da 307 Norte (Arno 33) - aos sábados, das 8 às 21 horas; e aos domingos, das 7 às 12 horas.

Feira do Jardim Aureny I - aos sábados, das 8 às 21 horas; e aos domingos, das 7 às 12 horas.

Feira do Bosque – aos domingos, das 15 às 21 horas.

Fonte: Dicom / Palmas

 

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