Loja virtual Sebrae

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Criada a instância de Governança da região turística da Ilha do Bananal

 O estatuto foi aprovado terça-feira, 28, com a presença de representes do trade do turismo e gestores municipais


Estatuto para criação da IGR foi aprovado pelos representantes municipais e trade do truísmo. Divulgação: Ascom/Adetuc

O Governo do Tocantins, por meio da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), participou nessa terça-feira, 28, em Formoso do Araguaia,

A reunião para aprovar o Estatuto da Instância de Governança Regional (IGR) aconteceu no auditório da Câmara Municipal de Formoso do Araguaia, com representantes do trade do turismo e dos gestores municipais de sete cidades que integram a região turística da Ilha do Bananal, na região sul do Tocantins.  O encontro, que contou com apoio do Governo, através da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc).

A superintendente de Desenvolvimento do Turismo da Adetuc, Maria Antônia Valadares, e o assessor jurídico, Paulo Leniman, apresentaram e discutiram com os representantes municipais o estatuto para criação da Instância de Governança, que, na ocasião, foi aprovado por todos os representantes municipais e do trade do turismo das cidades de Santa Rita, Sandolândia, Formoso do Araguaia, São Salvador, Gurupi, Peixe e Lagoa da Confusão, os quais compõem região turística Ilha do Bananal.  

“Com a institucionalização da Instância de Governança Regional, os municípios são beneficiados com ações que fortalecem o trade do turismo da região junto com o poder público e iniciativa privada”, enfatizou o presidente da Adetuc, Jairo Mariano, ressaltando o papel do turismo como uma atividade econômica e sustentável.

A Instância de Governança é uma forma descentralizada de gestão, ou seja, tudo que for destinado para o desenvolvimento do turismo dessas regiões passará por esse colegiado, o que permitirá a captação de recursos via políticas públicas para investimentos e fomento da atividade turística regional.

Fonte: Adetuc

 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Tocantins terá forte presença na ABAV Expo & Collab 2021

Mais de 30 empresas de diversas regiões do Estado confirmaram presença na maior feira de turismo do país, que este ano acontece de forma híbrida em Fortaleza.

Marcelo Perim, presidente da ABAV-TO  

A expectativa do presidente da ABAV-TO, Marcelo Perim, é de que o evento será enriquecedor para os participantes e o trade em geral, onde a troca de conhecimento e experiências adquiridas frente a pandemia será o tema das discussões, assim como a apresentação de novas práticas e produtos que foram implantados para adaptação aos protocolo de segurança sanitária.

“O Tocantins tem uma grande oportunidade nesse momento, quando o turista está à procura do turismo de natureza, que é o forte do estado”, afirma Perim.

O presidente da ABAV-TO disse que esse ano a entidade firmou parcerias com o Governo do estado do Tocantins, que adquiriu Stand para apresentação do Tocantins e seus produtos, bem como com o Sebrae Tocantins e a Fecomércio Tocantins, que custearam passagens, hospedagem e transporte para os participantes das caravanas do Tocantins.

Segundo Marcelo Perim, essas parcerias são de fundamental importância para a integração dos operadores do turismo local com o trade nacional e internacional. “O estado do Tocantins, SEBRAE-TO e FECOMÉRCIO-TO, através dessa parceria, demonstram que são apoiadores e incentivadores do desenvolvimento do turismo no estado”, reconhece.

Aproximadamente 32 empresas de diversas regiões do estado (Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, regiões do Jalapão e Serras Gerais) participarão da ABAV Expo & Collab 2021.Além da própria ABAV-TO, estarão presentes o Centro Empresarial do Turismo (CETUR FECOMÉRCIO), a ABRASEL-TO e ABRAJET-TO.

O Governo do Tocantins adquiriu um Stand de 80m², onde divulgará as potencialidades turísticas do estado e onde os empresários tocantinenses que estiverem presentes apresentarão seus produtos turísticos.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Santarém receberá o Encontro Nacional de Jornalistas e Comunicadores de Turismo

A realização será de 14 a 20 de outubro, em Santarém, com extensão à Ilha de Marajó, entre os dias 21 e 23, envolvendo uma programação técnica, de vivência e alternativas que se apresentam para o setor.

Santarém está confirmada como sede do Encomtur- João Ramid

Com o tema “Roteiros sustentáveis, empreendedorismo e comunicação especializada: novos formatos ressignificando o turismo e promovendo experiências”, o Encomtur – Encontro Nacional de Jornalistas de Comunicadores de Turismo será levado a dois dos destinos turísticos mais procurados no Estado do Pará.

Extensão à Ilha de Marajó é uma opção do evento - João Ramid

A realização está confirmada para o período de 14 a 20 de outubro, em Santarém, com extensão à Ilha de Marajó, entre os dias 21 e 23, envolvendo uma programação técnica, de vivência e alternativas que se apresentam para o setor.

As inscrições já estão abertas, pelo link encomturpara.yetilab.net, nas modalidades presencial e híbrida, para jornalistas e demais comunicadores especializados em Turismo, bem como para profissionais da área dos setores público, privado e entidades. O primeiro lote segue aberto até 30 de setembro e o segundo de 1 a 14 de outubro.

A inscrição garante ainda a participação no Encontro Multicultural do Tapajós, a sete press trips – incluindo a famosa região de Alter do Chão -, city tour, lançamento de roteiros turísticos pela malha fluvial, circuito de comercialização de produtos regionais, exposição fotográfica transatlântica, entre outros.

Alter do Chão – Melhor destino turístico nacional


Alter do Chão. João Ramid

Santarém é famosa pelo cenário exuberante, marcado pelo encontro dos rios Tapajós e Amazonas. As denominações de “Pérola do Tapajós” e “caribe brasileiro” remetem à Vila de Alter do Chão, a grande vencedora do XXXI Prêmio UPIS de Turismo, na categoria Melhor Destino Turístico Nacional em 2021.

Mas Santarém também se destaca pelas referências religiosas e sua arquitetura que nos remete ao século XVIII. Uma viagem ao passado com farta história, que os congressistas poderão vivenciar.

Em Santarém, cultura e história se entrelaçam em uma das cidades mais antigas da Amazônia, fundada em 22 de junho de 1661, que hoje possui mais de 300 mil habitantes. Em 1758 foi elevada à categoria de Vila e quase um século depois, à categoria de cidade, em 28 de outubro de 1848. Santarém está incluída no plano das cidades históricas do Brasil, por ser uma das mais antigas e culturalmente significativas para o Estado do Pará.

Uma terra de gente hospitaleira por tradição, de farta cultura e culinária da melhor qualidade. Profissionais de destacam na música, terra de Sebastião Tapajós; terra do carimbó, do Sairé e de danças típicas com qs saias rodadas e multicoloridas.

Programação inclui lançamento de roteiros turísticos pela malha fluvial - João Ramid

A programação inclui a presenta de outros municípios paraenses com iniciativas turísticas exitosas.  Um dos destaques é Augusto Corrêa, que apresentará o ‘case’ da Fazenda Bacuri, inserida na rota Amazônia Atlântica, que reúne roteiros múltiplos e iniciativas ligando o turismo a diversas cadeias produtivas, como a de beneficiamento de frutas da Amazônia.

Na linha da projeção e importância do Turismo Rural, os municípios de Parauapebas e de Tracuateua também estarão integrados à programação do Congresso, assim como representantes do turismo nos municípios de Salinópolis, Ilha de Marajó e Belém.

Apoios

Segundo os organizadores, o evento conta com apoio do Governo do Pará, Prefeitura de Santarém, Fecomércio/PA, Cetur/PA, Secretaria Regional de  Desenvolvimento do Marajó, Associação Comercial de Santarém, Conselho Municipal de Turismo de Parauapebas (Comtup), Fórum de Turismo do Estado do Pará (Fomentur), Conselho de Turismo do Município de Belém (Comtur), Coordenação de Turismo de Belém (Belémtur), Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav/PA); Associação Brasileira de Organização de Eventos, Congressos e Feiras (Abeoc); Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/PA); Sindicato dos Diretores Lojistas do Pará (Sindilojas); Associação Búfalos do Pará (ABF), entre outros parceiros.

Em Fortaleza, ABAV Expo & Collab é evento teste para a reabertura das feiras e convenções

Participantes deverão comprovar imunização completa, ou apresentar  teste negativo para Covid-19 (antígeno ou  RTPCR), caso tenham tomado somente a primeira dose

Para reunir o trade em total conformidade com as restrições ainda impostas pela pandemia, a ABAV Nacional realiza seu evento anual este ano em formato híbrido.

A programação presencial se desenvolverá no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com público limitado a um fluxo simultâneo de três mil pessoas, que se alternarão entre 13h30 e 20h30 nos dias 6,7 e 8 de outubro. 

A expectativa da organização é reunir perto de oito mil pessoas, ao término dos três dias de atividades, e outras 20 mil na audiência da plataforma online que espelhará a programação física.

A todos os participantes será exigido comprovante de vacinação completa há pelo menos 15 dias do ingresso no evento, e os que tiverem se vacinado apenas com a primeira dose deverão apresentar adicionalmente teste negativo para Covid-19 (antígeno ou RTPCR), realizado 24 horas antes do evento.

A comprovação poderá ser feita mediante apresentação do Cartão de Vacinação contra a Covid-19 ou registro das doses no APP do ConecteSUS, do Ministério da Saúde, e com apresentação de documento oficial de identificação com foto.

Para comprovação de testagem negativa, deve ser apresentado o laudo laboratorial e documento de identidade.

Dentro do pavilhão, o controle de acesso do público se dará por um sistema online que exibirá de forma contínua o volume de pessoas em circulação em cada área do pavilhão que totaliza 27 mil metros quadrados.

As credenciais, impressas ou em QR Code carregadas no celular, deverão ser apresentadas na entrada e na saída, que terão oito portas para evitar qualquer risco de aglomeração.

Somente será permitida a entrada de pessoas portando máscaras cirúrgicas, N-95 ou PFF2, e estas devem permanecer utilizando adequadamente o acessório durante todo o tempo de estada, sendo permitida sua retirada, exclusivamente, para ingestão de alimentos e bebidas.

Todos os convidados e colaboradores devem passar por higienização das mãos com água e sabonete ou com aplicação de álcool em gel a 70%, acessível em dispositivos disponibilizados pela organização em pontos estratégicos, desde a entrada, e demais locais de circulação de pessoas.

Na área de exposições, todos os estandes estarão dispostos em formato de ilha, com distanciamento de quatro metros entre um e outro.

No andar superior do pavilhão ficarão as áreas de capacitação, distribuídas em quatro salas com capacidade individual para 280 pessoas, porém limitadas a uma audiência reduzida a 80 pessoas.

Ao término de cada uma das 56 apresentações que ocorrerão ao longo dos três dias, as salas serão esvaziadas para higienização.

Para a alimentação, expositores e visitantes contarão com um espaço de convivência amplo e arejado localizado no terceiro andar do pavilhão e com sistema próprio de higienização do ar, além de uma unidade de suporte com serviço de água e café, instalada em área afastada dos pontos de circulação.

Fortaleza no centro da retomada

Suspensa no ano passado por conta da pandemia, a ABAV Expo volta este ano como o primeiro grande evento do setor nacional a ser realizado de forma presencial e há grande expectativa pela oferta que será apresentada pelos fornecedores e pela demanda do mercado nessa fase de retomada, além da atração do próprio destino.

Fortaleza é um importante hub aéreo e o Ceará um dos principais destinos turísticos nacionais. Em pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), a capital cearense liderou entre os destinos turísticos mais procurados no Brasil no mês de agosto.

Para esta edição confirmaram presença 140 marcas expositoras, representando toda a cadeia produtiva do turismo, nacional e internacional.

Na lista dos internacionais estão destinos como Argentina, Costa do Marfim, Israel, Peru e Quênia e empresas portuguesas nos cooperados do Portugal United e Visit Fatima, estreando participação na feira. A Jordânia estará representada pela DMC Hajjat Tours & Travel.

Também já estão confirmadas as participações de Gol, Azul, Air France e KLM, Itapemirim, Latam, as locadoras Localiza e Movida, além da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Sebrae Nacional como patrocinadores do evento.

O Ministério do Turismo estará presente como a grande âncora da promoção institucional dos mais de 40 destinos nacionais presentes.

Além da oportunidade que terão de estar frente a frente com a maior cadeia de distribuição e venda de produtos e serviços turísticos do Brasil, os expositores ainda contarão com a eficiência e o alcance da plataforma online do ABAV Collab, que espelhará toda a programação presencial para o ambiente virtual.

A presidente da ABAV Nacional, Magda Nassar, ressalta a satisfação de ter a ABAV Expo & Collab inserida entre os eventos que os estados têm abraçado, de norte a sul do País, como teste para a retomada segura das feiras e convenções. 

“Respeitamos muito essa pandemia ao optar pela não realização do evento presencial no ano passado, e hoje estamos certos de que o momento não poderia ser mais oportuno, o que vemos refletido também no otimismo do mercado. Mesmo com todas as restrições que a pandemia ainda nos impõe, e obedecendo absolutamente todos os protocolos de biossegurança, vamos utilizar um pavilhão inteiro do Centro de Eventos do Ceará”, afirma.

"Considerando os 27 mil metros quadrados que o evento ocupará, cada participante terá um distanciamento médio de 9 metros quadrados. Queremos garantir ao nosso público – expositores e visitantes – o espaçamento fundamental e necessário para que o evento voltasse a acontecer presencialmente”, explica Magda.

“Temos a responsabilidade de organizar o maior evento de turismo do Brasil e esta edição não será diferente, guardadas as proporcionalidades que o momento exige. E será uma edição marcante também por resgatar o caráter itinerante que consagrou o evento da ABAV como o grande encontro do turismo nacional”, conclui.

Mais de 5 mil visitantes pré-inscritos

O credenciamento para visitantes, que já totaliza 5 mil pré-inscritos, segue aberto e deve ser feito antecipadamente pelo site www.abavexpo.com.br, onde também se encontra uma lista de benefícios exclusivos para os participantes, como descontos de 15% a 20% oferecidos por 30 hotéis em Fortaleza associados à ABIH-CE.

Além disso, contam ainda com preços especiais concedidos em restaurantes, bares, equipamentos e atrações turísticas durante o período do evento, em decorrência de acordos firmados pela ABAV com a Abrasel e outros parceiros locais.

Importante lembrar que o mesmo credenciamento vale para quem optar pela participação virtual.

No site www.abavexpo.com.br também é possível conferir a grade com a programação de palestras confirmadas e a relação completa dos expositores.

Fonte: Ascom ABAV Expo & Collab 2021

 

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Colheita do capim-dourado segue até o mês de novembro

A coleta do capim-dourado é feita pelas comunidades tradicionais do Jalapão, organizadas em associações e autorizadas pelo Naturatins, as quais tiram do artesanato produzido a partir das hastes o sustento de suas famílias

Somente extrativista e coletores autorizados podem participar da colheita do capim-dourado. Fotos: Naturatins/Divulgação

Cerca de 1,5 mil artesões e extrativistas autorizados pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) estão participando da colheita das hastes de capim-dourado (Syngonanthus nitens), na região do Jalapão. A colheita teve início no dia 20 deste mês e segue até novembro.

Capim-dourado se destaca no meio da vegetação graças do seu brilho dourado

A supervisora da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jalapão, Rejane Nunes, explica que os campos de capim-dourado são extensos e longe, por isso muitos coletores acampam no local durante o período de coleta e só retornam quando estão com a quantidade de hastes suficientes para trabalhar durante o ano.

“Apesar do tamanho e da distância, nós percorremos essas áreas todos os anos, com apoio da equipe de fiscalização do Naturatins e dos comunitários do povoado Mumbuca”, diz Rejane, informando que esse monitoramento é importante para garantir que não haja invasores (pessoas não autorizadas) colhendo as hastes, especialmente quando ainda não estão completamente maduras, antes da abertura da colheita oficial.

A supervisora esclarece que esse trabalho é necessário para garantir que a coleta do capim-dourado seja feita pelas comunidades tradicionais, organizadas em associações e autorizadas pelo órgão ambiental, e que tiram do artesanato produzido a partir das hastes o sustento de suas famílias.

São 15 dias de fiscalização intensa nos campos de capim-dourado, inclusive com remanejamento de agentes de fiscalização de Palmas.

“Essa operação começa com o monitoramento dos campos no final de agosto ou início de setembro, quando algumas hastes já começam a ficar maduras e exibir seu brilho dourado, e vai até o início da coleta, quando os próprios extrativistas autorizados já estarão no local e denunciam eles próprios a presença de estranhos”, explicou Rejane.

O monitoramento também é necessário para evitar que possíveis incêndios ou queimadas ilegais cheguem até os campos de capim-dourado. “Neste ano a colheita está sendo boa, pois não houve nenhum incêndio na região”, anunciou Rejane.

Ela explicou que todo esse controle é para evitar que o capim-dourado se esgote. “Os coletores credenciados pelo Naturatins são orientados sobre a forma correta de colher as hastes, deixando para traz as flores, que carregam as sementes e devem ser deixadas nos campos para germinarem e dar origem a novas hastes”, ressaltou.

Outra regra que precisa ser observada pelos coletores do capim-dourado é que as hastes não podem sair da região in natura, apenas em forma de artesanato.

A supervisora diz ainda que desde que o trabalho de monitoramento dos campos começou a ser feito de maneira mais ostensiva, não há registros de tentativa de contrabando do capim-dourado.

“Durante as fiscalizações deste ano, um grupo de moto foi interceptado colhendo capim-dourado à noite; o grupo fugiu do local e não conseguimos identificar ninguém, mas as hastes colhidas foram deixadas para traz e devolvemos para o território do Mumbuca”, informou Rejane.

Capim-dourado

Apesar do nome, o capim-dourado não é um capim, pois não pertence à família das gramíneas. A haste dourada com uma pequena flor branca no topo é, na verdade, da família das sempre-vivas.

Considerado uma das preciosidades do Tocantins, o capim-dourado brota em outros estados do Brasil, onde há incidência do bioma Cerrado: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia.

O capim-dourado é a principal matéria-prima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração feitos por artesãos, especialmente quilombolas que residem na APA do Jalapão.

A habilidade dos artesãos do povoado Mumbuca na produção de peças de capim-dourado fez o produto ganhar fama e encantar pessoas em todo o Brasil e também no exterior.

Festa da colheita

Tradicionalmente, antes do início da coleta do capim-dourado é realizada a Festa da Colheita, quando os comunitários locais celebram a haste que deu a eles notoriedade e renda garantida durante todo o ano. A festa é realizada na Comunidade Mumbuca, a 22 km do município de Mateiros. 

A Festa é promovida pela Associação dos Artesãos do Povoado Mumbuca e é aberta ao público, atraindo visitantes que, no período, têm a oportunidade de conhecer a cultura, as tradições e, em especial, de verificar como se dá o processo de produção do artesanato de capim dourado. Foram três dias de festa, com a realização de eventos como maratonas, torneio de futebol, cavalgada e peças teatrais. 

A jovem quilombola Tayza Pereira, de apenas 15 anos, apresentou vestido confeccionado pelo estilista Luiz Fernando Carvalho

Mas, um dos momentos mais esperados foi o desfile, quando moradores da comunidade apresentaram peças produzidas em capim-dourado, com destaque para o vestido desenhado pelo estilista tocantinense Luiz Fernando Carvalho para o Miss Brasil 2021, usado por Tayza Pereira, jovem quilombola de apenas 15 anos.

O traje, que encheu os olhos dos visitantes, foi confeccionado com mais de 1.100 peças artesanais, produzidas com o apoio de 15 artesãs, pertence ao acervo da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa do Tocantins (Adetuc).

Fonte: Ascom/Naturatins 

 

Festival Gastronômico de Taquarçu: júri técnico inicia fase de degustação

Avaliação começou na manhã desta segunda-feira, 27, e vai até o dia 01 de outubro, no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues

Degustação FGT. Crédito: Luciana Pires.

Cor, sabor, aroma, originalidade e criatividade são alguns dos itens avaliados pelo corpo de jurado técnico na fase de degustação dos pratos inscritos no 15º Festival Gastronômico de Taquaruçu (FGT). A avaliação começou na manhã desta segunda-feira, 27, e vai até o dia 01 de outubro, na sede da Agência Municipal de Turismo (Agtur), na Arse 33, Avenida NS-10, Área Verde, Centro de Convenções Arnaud Rodrigues.

Nesta edição, todas as 80 receitas que foram inscritas dentro das normas do edital irão passar por esta etapa de degustação. O preparo dos pratos será avaliado por profissionais das áreas de alimentos e bebidas de Palmas. Serão selecionados os 42 melhores para o festival, que acontecerá de 28 a 31 de outubro.

Com a experiência de quem já participou por quatro vezes do evento, inclusive conquistando o primeiro lugar na categoria Prato Salgado, Débora Almeida investiu no queridinho do Tocantins, o chambari. Mas ela não se deu por satisfeita e acrescentou à receita o cajuí, servido com licor de baru. “Sempre procuro trabalhar com pratos que tenham memórias afetivas, e também sou uma apaixonada pelo cerrado, e acredito que o legado do FGT é não deixar morrer essas raízes que temos”.

A jurada Adriana Zago lembra que é importante a fase de degustação para avaliar a preparação do prato no geral. “Nesta fase podemos realmente analisar o sabor, a textura e a originalidade da receita, além de podermos dar sugestões para melhorar o prato, pois queremos que no festival tenhamos bons pratos”, explicou a jurada.

Para a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Tocantins (Abrasel-TO), Ana Paula Seti, é fundamental a presença do júri técnico na seleção dos pratos que vão para o FGT. “É essencial que o participante entenda que a apresentação e a constituição nutricional do prato são importantes. E nós, como técnicos, tentamos repassar dicas aos concorrentes para que possam chegar ao Festival com um prato bem bacana para atender ao público do evento.”

O presidente da Agtur, Márcio Néris, também ressalta a importância da fase de degustação. “Esse é um momento muito importante, pois na degustação os inscritos podem ter um retorno dos jurados técnicos para apresentar um prato melhor no Festival”, ressaltou o gestor.

Critérios

Para a avaliação da degustação, o participante deverá comparecer à sede da Agtur, em data e horário previamente marcado, e executar a preparação e a montagem dos pratos, conforme serão comercializados durante o 15º FGT.

Nesta etapa serão disponibilizados 15 minutos para cada participante, que deverá chegar com 15 minutos de antecedência, devendo este executar o pré-preparo necessário para apresentação do prato em tempo hábil. O participante deverá levar os utensílios necessários para preparação (panelas, frigideiras, talheres e etc). Cada concorrente deverá entregar a cada jurado a receita da degustação digitada e impressa. Os custos de ingredientes e utensílios adicionais para apresentação da preparação concorrente serão de responsabilidade do participante.

No dia da apresentação dos pratos, a Agtur disponibilizará estrutura com pia, fogão, forno e gás. Toda preparação montada será fotografada por profissional para divulgação e uso no material gráfico e digital do 15º FGT.

Fonte: Dicom/Palmas

Turismo: Comissão presidida por Kátia Abreu promove economia criativa e gastronomia na região Sudeste

Primeira edição destacou a Região Norte. Até o final do ano todos os estados serão contemplados

Em parceria com o Sebrae, a Comissão de Relações Exteriores do Senado, presidida pela senadora Kátia Abreu, dará sequência na próxima terça-feira (28) ao ciclo “A internacionalização da Gastronomia e do Turismo como indutores do desenvolvimento regional”. Desta vez, o Senado vai abrir as portas para o artesanato e a gastronomia do Sudeste.

Divulgação

A partir da terça-feira, às 15h30, peças de artesanato de todos os estados da região estarão expostas no espaço Ivandro Cunha Lima. Na quinta-feira acontecem debates sobre economia criativa e degustação de pratos típicos.

A região mais desenvolvida do Brasil reúne trabalho, beleza, arte, poder, sol, praias, grutas, montanhas, arquitetura do estilo barroco ao ultra moderno, culinária globalizada; a face urbana do país, que imigrantes portugueses, italianos, espanhóis, árabes, alemães, orientais, entre outros, ajudaram a construir e misturar.

Divulgação

Rio de Janeiro com sua famosa feijoada. Vitória do Espírito Santo com a beleza de suas praias e a famosa Moqueca Capixaba. Com a influência de europeus e caboclos, Minas Gerais e São Paulo são ricos em culinária e atraem turistas de todo mundo.

 

Centro de Eventos de Mateiros avança com recursos de emenda do senador Eduardo Gomes

Com recursos na ordem de R$ 955 mil de emenda parlamentar do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), através do Ministério do Turismo, as obras do Centro de Eventos de Mateiros, no Jalapão estão em fase bem adiantada. A prefeitura entra com uma contrapartida inicial de R$ 185 mil 791.


Previsto para ser inaugurado em fevereiro de 2022, o Centro de Convenções de Mateiros deve iniciar as obras de cobertura já na próxima semana, segundo prefeito do município, pastor João.


O prefeito prevê que o Centro de Convenções será um cartão postal de Mateiros e do Jalapão. “É um espaço para divulgar a cultura do Jalapão nos finais de semana, até porque os turistas não têm muita atividade noturna na cidade. Vai ser muito útil para os eventos culturais e outros eventos que acontecem na região. Acredito que o Centro de Convenções deve se tornar mais um atrativo para os turistas que visitam o Jalapão”, acrescentou pastor João.

O prefeito agradeceu ao senador Eduardo Gomes pelo recurso destinado no último ano da gestão passada (2020), que foi liberado pelo Ministério de Turismo em tempo recorde. “Nós estamos com a obra a todo vapor”, finalizou.

Viagens corporativas dão sinais de retomada em agosto

Faturamento cresceu 11% no período e injetou R$ 390 milhões na economia nacional

Crédito: Arquivo/MTur

O mês de agosto registrou alta de 11% no faturamento do setor de turismo de negócios do país. É o que aponta um levantamento divulgado nesta semana pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). O aumento no índice gerou uma receita de R$ 390 milhões para a economia brasileira e mostra a continuação da retomada do segmento, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destacou a importância da retomada do segmento corporativo e destacou a importância dela para toda a cadeia produtiva do turismo. “Sabemos a necessidade da retomada desse segmento, já que as viagens corporativas dão maior movimento aos hotéis, as empresas aéreas, agências de viagens e o setor de transportes. Além disso, o turismo de negócios reduz a sazonalidade do setor e atrai turistas especializados que podem gastar acima do esperado, resultando em emprego e renda”, pontuou.

Recentemente, algumas cidades e estados do país começaram a liberar a realização de eventos com maior número de pessoas. É o caso da Bahia, que publicou decreto este mês autorizando a realização de atividades com a presença de público de até mil pessoas em feiras, parques de exposições e etc. 

O Rio de Janeiro foi outro destino que liberou a realização de atividades deste porte, desde que seja limitado em 500 participantes. Em agosto, Belo Horizonte (MG) autorizou feiras exposições, congressos e seminários corporativos com até 800 pessoas.

Entre os destinos mais procurados estão São Paulo (49,2%), Rio de Janeiro (19,1%), Curitiba (4,8%), Porto Alegre (3,4%) e Brasília (3,2%). O gasto médio per capita, por dia, desses viajantes foi de US 77,39.

Entre os destinos mais procurados estão São Paulo (49,2%), Rio de Janeiro (19,1%), Curitiba (4,8%), Porto Alegre (3,4%) e Brasília (3,2%). O gasto médio per capita, por dia, desses viajantes foi de US 77,39.

SELO TURISMO RESPONSÁVEL - O Ministério do Turismo disponibiliza, desde o ano passado, protocolos com boas práticas de higienização para organizadoras de eventos, centros ou locais de Convenções, feiras, exposições e similares, casas de espetáculos, entre outros. A medida é um incentivo para que os consumidores se sintam seguros ao viajar e frequentar locais que cumpram protocolos específicos para a prevenção da Covid-19, posicionando o Brasil como um destino protegido e responsável. Para aderir ao programa e saber mais sobre estes protocolos, clique aqui.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto

Sérgio Moreira


O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), anunciou, na quarta-feira (22/9), o início da instrução do processo administrativo de tombamento do Lago de Furnas e do Lago do Peixoto.

O anúncio foi feito durante a 9ª reunião do Grupo de Trabalho de Furnas, promovida em Capitólio, que contou com a participação do governador Romeu Zema e do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. A medida vai proteger áreas, garantir as atividades turísticas e estimular geração de empregos e renda

Em dezembro de 2020, a Assembleia Legislativa de Minas, por meio de emenda constitucional, acrescentou ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado o tombamento dos dois Lagos para fins de conservação.  Agora, o Iepha-MG irá instaurar o processo administrativo com os estudos necessários para a definição técnica das áreas e diretrizes de preservação.

A proposta aprovada pela Assembleia no ano passado, e adicionada à Constituição mineira, fixa limites mínimos para os níveis dos lagos de Furnas e Peixoto, utilizados como fonte de energia hidrelétrica. O intuito da proposta é “assegurar o uso múltiplo das águas para o desenvolvimento do turismo, da agricultura e da piscicultura, a par da geração de energia”. O limite do reservatório de Furnas ficou estabelecido em 762 metros acima do nível do mar, enquanto que em Peixoto é de 663 metros. O Governo de Minas apoia integralmente o estabelecimento deste limite mínimo. No entanto, o governo federal entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a norma.

O governador enfatizou que já foi a Brasília várias vezes para tratar do tema. “Este tombamento é um marco para Minas Gerais. Desde o início do meu governo assumi o compromisso de que a cota 762 seria respeitada. Infelizmente, recebemos a notícia de que o nível do lago foi reduzido. O problema é complexo, dentro do contexto do Brasil, que tem pecado, infelizmente, pela falta de planejamento. Vivemos um momento de escassez de chuvas e de consequente crise hídrica, que está se desdobrando para se tornar uma crise energética, um problema que deveria ter sido resolvido há 10, 15 anos”, afirmou.

O lago de Furnas é a maior extensão de água do estado, com 1.440 km² - quatro vezes a Baía de Guanabara. Ele banha 39 municípios, formando lagos, cachoeiras, balneários e piscinas naturais. Para que atividades como navegação, turismo, piscicultura e produção agrícola possam ser desenvolvidas sem prejuízos pelos municípios, é necessário que se mantenha o nível do lago com o mínimo de 762 metros de profundidade.


Usina hidreletrica de Furnas

“A abertura do processo de tombamento já significa proteção preliminar e administrativa do lago. É o primeiro passo para o tombamento integral pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, órgão responsável pela memória cultural material e imaterial do Estado. Com essa medida, balizada pela Constituição Federal do Brasil, os lagos se juntam aos bens de relevância para o estado, como Ouro Preto, Pampulha, Sabará e os mais de 4 mil bens tutelados pelo Iepha. A proteção administrativa é a garantia legal de que o Mar de Minas, suas paisagens, modos de uso e história devem ser protegidos e cuidados. Essa medida, somada à PEC 106, acredito que dificilmente poderá ser contestada em instâncias legais, visto que é dever do Estado de Minas Gerais, pela Constituição Federal do Brasil, inventariar, proteger e tombar seus bens”, afirmou o secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

No evento, o presidente do Iepha assinou o termo de início da instrução do processo administrativo de tombamento dos Lagos de Furnas e Peixoto. “O tombamento administrativo de Furnas e Peixoto traz uma nova força para um tombamento constitucional que já havia sido estabelecido. Com isso, regularizamos o processo, iniciamos a construção de critérios, a delimitação de áreas, o entendimento maior de como essa paisagem cultural estruturada por volta da década de 1960 tem sido afetada pela redução dos níveis dos lagos. Com isso, o Iepha passa a ser um dos agentes prioritários na proteção dessa área, e na formulação de um entendimento de como aproveitar as águas de maneira mais sustentável, tanto para a produção de energia como para a vida, envolvendo processos econômicos e culturais”, ressaltou Felipe Pires.

Durante os estudos serão promovidos diálogos com outras instituições federais, municipais e estaduais e com a população no intuito de buscar informações que possam auxiliar na construção do documento. O dossiê de tombamento, que será coordenado pelo Iepha-MG, irá estabelecer perímetros e diretrizes de proteção, para permitir a preservação e o monitoramento da área dos lagos. Questões importantes devem ser levadas em consideração para elaboração das diretrizes de ocupação e fruição do local. São temas que estão relacionados às áreas mais demandadas pelo turismo no entorno dos lagos, a ocupação de bares, restaurantes e à paisagem natural na área.

Atualmente, Minas Gerais possui doze bens protegidos por tombamento por meio do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado. 

O dossiê, assim que definido, será encaminhado ao Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep), para deliberação e prosseguimento das demais etapas. 

Queijos mineiros seguem conquistando o mundo

Em concurso promovido na França, de 57 queijos brasileiros premiados, 40 são produzidos em Minas Gerais. De 5 medalhas Super Ouro entregues ao Brasil, 4 vieram para Minas

Produtores de queijo de Minas Gerais lideraram o ranking brasileiro no concurso internacional “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, promovido na França, entre 12 e 14 de setembro. Ao todo, o estado conquistou 40 medalhas, de 57 faturadas por produtores brasileiros. Inclusive, o Brasil ficou em segundo lugar na competição, perdendo apenas para a França, anfitriã do evento. Participaram 46 países e o total de medalhas concedidas foi 331.

Além do alto número de premiações no quadro geral, Minas Gerais conquistou quatro medalhas Super Ouro, que são as mais cobiçadas e mais raras. Apenas uma dessas medalhas faturadas por produtores brasileiros não veio pra Minas Gerais. Os vencedores de Minas foram Queijo Minas Artesanal Quilombo na Cachaça - Ivacy Pires Dos Santos (Sabinópolis, região do Serro, Serra da Canastra); Canastra Reserva do Ivair - Ivair José De Oliveira (São Roque de Minas, Serra da Canastra); Queijo Santo Casamenteiro - Laticínios Cruzília (Cruzília, Sul de MG); e Queijo Canastra Serjão Maturado 100 Dias - Sergio De Paula Alves (Piumhi).

“As 40 medalhas conquistadas por Minas Gerais no Mondial du Fromage deste ano revelam a força e o vigor da cozinha mineira, o cuidado e a excelência de nossos produtos artesanais e reafirmam a razão de Minas ser reconhecida, principalmente, por sua cozinha tradicional, citada por 30% das pessoas que visitam o estado”, comenta Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo. O titular da Secult ressalta a importância da cozinha mineira, do turismo de experiência e do turismo rural para a retomada das atividades do setor no estado. “Trabalhar a singularidade da cozinha mineira e estimular o turismo rural é promover a diversificação da oferta turística, um dos pilares do Programa Reviva Turismo, contribuindo para a inclusão de novos atores na cadeia produtiva do turismo, ampliando o fluxo de turistas para o estado e fortalecendo a atividade neste momento de recuperação do setor”, ressalta o secretário.

Queijo é a principal iguaria da Cozinha Mineira


A cozinha mineira compõe a imagem mais marcante de Minas Gerais para quase 30% dos turistas que visitam o estado, de acordo com pesquisa produzida pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais (OTMG), coordenado pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). A alta qualidade dos produtos, as variadas opções de festivais e roteiros gastronômicos, além dos muitos locais de visita à produção colocam o estado em destaque no cenário nacional para este tipo de turismo de experiência.


Dentre os produtos típicos mineiros, o queijo artesanal é, sem dúvida, o mais famoso. Com sabores diferenciados e receitas exclusivas de mais de 200 anos, a iguaria produzida na região da Canastra, por exemplo, é registrada como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2008. Em muitos municípios mineiros é possível conhecer, também, a forma de produção dos queijos artesanais e a história de cada família produtora.

Já o “Modo de fazer o queijo artesanal da região do Serro” foi o primeiro bem registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do estado de Minas Gerais, em agosto de 2002. O modo de fazer o queijo chegou à região pelas trilhas do ouro, na bagagem dos colonizadores portugueses, e se constituiu, com o passar dos anos, em um importante elemento econômico, cultural e simbólico. Esse modo de fazer artesanal e os instrumentos nele utilizados, as relações sociais e comerciais estabelecidas e todos os elementos a ele associados fazem parte da vivência e do cotidiano não só da população da região como ultrapassam as fronteiras estaduais. A região produtora do chamado queijo do Serro engloba os municípios de Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro.

Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63  informações para sergio51moreira@bol.com.br