Coluna Minas
Turismo Gerais jornalista Sérgio Moreira
O dia 28 de março é especial para o Aeroporto
Internacional de Belo Horizonte, data de sua inauguração em 1984.
2026
Nestes anos foi redesenhando o mapa econômico e
social da região de seu entorno. O BH Airport chega aos 42 anos celebrando
a maturidade operacional como vetor de desenvolvimento do estado e o
protagonismo na cena produtiva da cadeia turística mineira, com reflexos
na economia, geração de emprego e renda e conectividade.
O que mudou do início da década de 80 para meados
deste novo milênio? O intervalo entre o primeiro capítulo da histórica evolução
do BH Airport e o cenário atual dimensiona essa transformação, e os números
acompanham o salto em escala: de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação
Civil), 181,2 milhões de passageiros circularam pelo terminal mineiro entre os
anos 2000 e 2025, movimentação que se aproxima dos 213,4 milhões de habitantes
do Brasil estimados pelo IBGE no ano passado.
Foi neste ano que o BH Airport alcançou o maior
movimento da história, quando 13,3 milhões de passageiros circularam pelo
terminal mineiro, volume que representa novo patamar de recorde e um
crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior, quando 12,3 milhões de pessoas
passaram pelo BH Airport, e um avanço de 19,2% na comparação com 2019, último
ano antes da pandemia.
Até então, o recorde havia sido registrado em 2015,
com 11,1 milhões de passageiros movimentando o BH Airport. Hoje, cerca de 40
mil pessoas circulam diariamente pelo terminal.
Em 1984, partia do aeroporto recém-inaugurado em
Confins o primeiro voo internacional sem escalas, operado pela Varig, com
destino a Miami. Neste mês de aniversário, 42 anos depois, o BH Airport celebra
com os passageiros seis destinos para o exterior, incluindo o novo voo direto
para Montevidéu, no Uruguai. A rota reforça o papel do terminal como
hub de conexões na América do Sul e o compromisso com a expansão da malha aérea
internacional, que já contempla voos diretos para Lisboa (Portugal), Orlando (EUA),
Cidade do Panamá (Panamá), Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina). Mais do
que ampliar rotas, o movimento reposiciona Minas Gerais no mapa global da
aviação e dos negócios.
No mercado doméstico, a expansão segue em ritmo
consistente. O BH Airport figura como o terceiro aeroporto brasileiro em número
de destinos e o segundo em voos nacionais. Com a entrada da rota para Campo
Grande, prevista para o próximo 1º de abril, o terminal passa a conectar
praticamente todas as capitais do país. Em Minas Gerais, a malha regional
avança de forma estruturada, com 13 cidades atendidas, ampliando a integração
territorial e fortalecendo o turismo e a economia local.
Engenharia da expansão: investimentos elevam
patamar operacional - A
ampliação da conectividade foi acompanhada por um ciclo robusto de
investimentos. Ao longo dos 11 anos de concessão, mais de R$ 1,3 bilhão foram
destinados à modernização da infraestrutura, elevando o BH Airport a um novo
patamar operacional. A construção do Terminal de Passageiros 2 ampliou a capacidade
anual de 10 para 32 milhões de pessoas. Já a pista de 3.600 metros, a terceira
maior do Brasil, permite operar aeronaves de grande porte e promove a ampliação
sustentável da malha internacional, fortalecendo o papel estratégico do
terminal mineiro como hub logístico e de passageiros.
A modernização do Desembarque 1, com investimento
de aproximadamente R$ 15 milhões e área de 2 mil m², trouxe inovação,
comodidade, segurança e agilidade no fluxo de circulação. A nova infraestrutura
representa um avanço na experiência do passageiro, que passou a contar com mais
cinco esteiras de bagagem, novos conjuntos de banheiros, sistemas avançados de
monitoramento e melhorias em climatização, acessibilidade e sinalização.
A transformação também é tecnológica. O BH Airport
incorporou soluções como e-gates para controle migratório em segundos, sistemas
automatizados de embarque e operações como pushbacks coordenados, que reduzem
tempo de taxiamento, aumentam a pontualidade e diminuem emissões.
Experiência do passageiro é diferencial
competitivo - Mais do que ampliar a capacidade e a eficiência
operacionais, o BH Airport vem aprimorando a experiência aeroportuária do
passageiro, pensando em praticidade e conveniência. O terminal reúne mais de
100 operações comerciais e seis salas VIP, incluindo estruturas reconhecidas
internacionalmente. A estratégia de hospitalidade, que vem transformando o
aeroporto em destino, avançou no primeiro trimestre deste ano com a inauguração
do primeiro hotel indoor no terminal, empreendimento com mais de 40 quartos. Já
para estadias curtas em conexões rápidas, no modelo short time, o BH
Airport conta com nove dormitórios para descanso de até 12 horas, com
funcionamento 24h. Outra opção de hospedagem é o Hotel Linx Confins, instalado no
sítio aeroportuário, que alcança uma taxa de ocupação superior a 90% e reforça
a demanda por soluções integradas.
“É nesse horizonte que buscamos transformar o tempo
de espera em tempo de qualidade, incorporando novos serviços à jornada do
passageiro”, ressalta o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.
“Os 42 anos do aeroporto traduzem uma evolução
consistente, marcada pela ampliação da capacidade, pelo fortalecimento da
conectividade e pela incorporação da inovação e da sustentabilidade à operação.
Ao longo desse período, o aeroporto se consolidou como um equipamento
estratégico, conectando Minas Gerais aos principais fluxos econômicos e
logísticos, no Brasil e no exterior, e gerando impacto direto na economia, no
turismo e na criação de emprego e renda”, acrescenta. “O que estamos
construindo projeta um novo ciclo de desenvolvimento, com geração de valor para
a sociedade e para o estado de Minas Gerais”, conclui.
Logística integrada e a conexão com fluxos
globais - No eixo logístico, o aeroporto consolidou um modelo de hub
multimodal com estrutura diferenciada no país. Em 2025, foram movimentadas mais
de 12 mil toneladas de cargas, com crescimento de quase 8% em relação ao ano
anterior.
O complexo conta com 12 mil m² de área alfandegada,
3.131 m² de câmaras frias com controle de temperatura entre -18°C e +22°C, 300
m² dedicados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras. É o
único recinto alfandegado de Minas Gerais com operação 24 horas.
O Hub Logístico Multimodal do BH Airport conecta o
estado a mercados estratégicos, com destaque para Estados Unidos, China e
Europa, e atende setores de alto valor agregado. Em 2025, o segmento de
Ciências da Vida respondeu por 32% dos processos, consolidando-se como o
principal em valor.
Da eficiência operacional à neutralidade de
carbono: a transição que redefine o modelo aeroportuário - A agenda ambiental acompanha a evolução do terminal
mineiro ao longo das mais de quatro décadas, com indicadores alcançados
especialmente após a concessão.
O BH Airport é o primeiro aeroporto carbono neutro
do Brasil, certificado no nível 3+ do programa Airport Carbon Accreditation. Desde
2017, já foram evitadas cerca de 8,6 mil toneladas de CO₂, com redução de 69%
das emissões diretas. Projetos como o sistema 400Hz + PCA eliminaram o uso de
geradores a diesel nas pontes de embarque, retirando 16 equipamentos de
operação e evitando o consumo anual de aproximadamente 202 mil litros de
combustível, o que representa a redução de ao menos 563 toneladas de
CO₂ por ano.
A estratégia inclui ainda a eletrificação da frota.
Com investimento de R$ 5 milhões, o aeroporto incorporou ônibus elétricos para
transporte de passageiros, além de veículos operacionais eletrificados e
híbridos.
A meta é alcançar 100% das operações remotas com
veículos elétricos até 2030 e neutralidade total até 2044. Na gestão hídrica,
os resultados seguem a mesma trajetória de eficiência. Desde 2022, mais de 56,4
milhões de litros de água foram reaproveitados.
Apenas entre 2025 e o início de 2026, foram mais de
20 milhões de litros, volume equivalente a cerca de oito piscinas olímpicas. O
crescimento do reúso supera sete vezes no período, impulsionado por sistemas de
tratamento que permitem o reaproveitamento de águas pluviais e efluentes.
Além da pista: impactos sociais remodelam futuro da
comunidade - O impacto do
BH Airport se estende para além da infraestrutura aeroportuária. Localizado
entre Confins e Lagoa Santa, o terminal mineiro exerce influência direta sobre
14 municípios e atua como vetor de desenvolvimento regional.
A operação movimenta cadeias produtivas, gera
empregos e impulsiona o turismo. Em 2025, mais de 3,7 mil pessoas foram
beneficiadas por iniciativas sociais voltadas à educação, inclusão e
empregabilidade.
“Para muito além dos números, somos agentes de
transformação das comunidades no entorno e contribuímos para a qualificação
profissional, a inclusão e a geração de oportunidades, orientados pelos
princípios ESG, que integram eficiência operacional, redução de impactos
ambientais e desenvolvimento social”, sublinha Daniel Miranda.
Com localização estratégica e um dos principais
hubs do país, o BH Airport atende cerca de 70 destinos nacionais e
internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão,
formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura
da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o
principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo,
além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de
aeroportos no Brasil.
“Luzes no
Patrimônio” ilumina 12 igrejas de cidades históricas de Minas no Caminho
Religioso da Estrada Real
O projeto
Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real leva iluminação cênica e cenografia a 12 igrejas
tombadas em cidades históricas de Minas Gerais — Ouro Preto, Tiradentes, São
João del-Rei, Congonhas, Catas Altas, Santa Bárbara, Caeté, Mariana, Barbacena,
Sabará, Diamantina e Itabirito — além do Santuário de Nossa Senhora da Piedade,
em Caeté, ponto final da iniciativa. Integrando o Minas Santa, o projeto propõe
uma nova forma de vivenciar o patrimônio religioso, unindo tecnologia, arte e
espiritualidade.
O Minas Santa realiza sua quarta edição em 2026, sendo um programa do Governo de Minas Gerais, coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), com o patrocínio da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
A iniciativa, promovida em parceria com o Instituto
Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG),
Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e Fundação Clóvis Salgado (FCS),
consolida o estado como um dos principais destinos do país durante o período da
Semana Santa. O projeto integra fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo,
promovendo experiências únicas em todas as regiões do território.
Ao longo do Caminho Religioso da Estrada Real, um
dos principais roteiros de peregrinação do país, a iniciativa busca
ressignificar a experiência de fiéis, turistas e comunidades locais,
especialmente no período noturno, quando a visibilidade desses espaços
históricos é reduzida. A iluminação cênica valoriza a arquitetura e amplia a
dimensão simbólica das igrejas, criando uma ambiência que potencializa a
conexão entre fé, memória e paisagem.
O projeto também incorpora intervenções artísticas
que dialogam com a tradição cristã mineira, com a criação de obras visuais
inspiradas nos 12 apóstolos, estabelecendo uma conexão simbólica entre os
templos e a religiosidade do estado. Além disso, performances cênicas
integradas aos espaços iluminados reforçam o caráter imersivo da proposta, proporcionando
ao público uma experiência sensorial e contemplativa.
“O projeto Luzes no Patrimônio revela que a
valorização do patrimônio também passa pela forma como percebemos e
experienciamos. Ao iluminar igrejas e paisagens históricas, o projeto não
apenas destaca a materialidade desses bens, mas também potencializa aquilo que
é invisível: a fé, a memória e os significados que habitam nesse espaço.
A luz, nesse contexto, atua como mediadora,
revelando camadas simbólicas e ampliando a conexão entre as pessoas e o
patrimônio. Assim, mais do que iluminar estruturas, a iniciativa ilumina
sentidos, permitindo que o patrimônio seja redescoberto, vivido e reconhecido
em sua dimensão mais profunda”, afirma Itallo Gabriel, diretor de Conservação e
Restauração do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de
Minas Gerais (Iepha-MG).
As 12 igrejas do projeto Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real são:
Ouro Preto - Igreja de São Francisco de Assis, Tiradentes -
Igreja
Matriz de Santo Antônio, São João del-Rei -
Igreja
Nossa Senhora do Carmo, Congonhas -
Igreja Nossa Senhora da
Conceição, Catas Altas -
Igreja
Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Santa Bárbara
Igreja
Matriz de Santo Antônio, Caeté
Igreja
Nossa Senhora do Bom Sucesso, Mariana - Igreja São Francisco de Assis,
Igreja
Nossa Senhora do Carmo, Barbacena - Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade,
Sabará - Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Diamantina -
Igreja de São Francisco de Assis,
Itabirito
- Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem
Santuário
de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté.
O apoio da iluminação é da Cemig, que segue investindo e apoiando as diferentes
produções artísticas existentes nas várias regiões do estado. Afinal,
fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da
Companhia, refletindo seu propósito de transformar vidas com energia. Ao
abraçar a cultura em toda a sua diversidade, a Cemig potencializa, ao mesmo
tempo que preserva, a memória e a identidade do povo mineiro. Assim, os
projetos incentivados pela empresa trazem na essência a importância da tradição
e do resgate da história, sem, contudo, deixar de lado a presença da inovação.
Apoiar iniciativas como essa reforça a atuação da Cemig em ampliar, no estado,
o acesso às práticas culturais e em buscar uma maior democratização dos seus
incentivos.
Jornalista
Sérgio Moreira @sergiomoreira63
Informações
para sergio51moreira@bol.com.br





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