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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Turismo amigável é tema de conferência internacional na capital paulista

Seleucia Fontes

Abertura da Conferência

O turismo representa 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e gera 100 milhões de empregos. Somente no Brasil, de acordo com o Ministério do Turismo, são 6,7 milhões de empregos e um PIB de 8,1%, mesmo em meio a uma economia recessiva.  A segmentação para atender os mais variados públicos é uma realidade, e neste contexto está inserido o conceito Gay Friendly, ou seja, receber sem preconceito este público cada vez mais desejado - em função do poder aquisitivo -, formado por uma boa parcela de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

"Turismo LGBT não é turismo sexual", enfatizou o presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, Ricardo Gomes, durante a abertura da Conferência Internacional da Diversidade e Turismo LGBT, realizada na Praça das Artes, em São Paulo, entre os dias 25 e 28 de agosto. O evento, que chegou a sua terceira edição, reuniu especialistas em turismo, cultura e mercado para discutir estas áreas a partir dos anseios e necessidades deste público.

A presença de representantes do poder público - governos dos estados da Bahia e São Paulo (Estado e Prefeitura) -, bem como Rio de Janeiro, Espanha, Peru, Normandia, Ilhas Seychelles, Noruega e Mônaco, sem contar o apoio de empresas aéreas e hotéis, revela o grande potencial econômico deste segmento. Países como Espanha, investem no Gay Friendly desde os anos de 1970 e comemoram os resultados, como ressaltou Juan Antonio Ruis Morales, do Escritório de Turismo espanhol em São Paulo. "Barcelona é um dos destinos preferidos da comunidade", citou, entre várias outras regiões que estão preparadas para receber públicos diversos.

O segmento de casamentos homoafetivos, um mercado que movimenta milhões e está em desenvolvimento no Brasil, também esteve em pauta, bem como o aumento de voos oferecidos Brasil-Chile ofertados pela empresa Sky e a experiência das redes de hotelaria Axel, Accor e Hard Rock.

O público presente também acompanhou o debate em torno do turismo para lésbicas, que trouxeram demandas diferenciadas. "Muitas lésbicas têm filhos e querem viajar com a família; também queremos turismo de experiência", revelou Merryn Johns, editora chefe da revista americana The Curve.

A American Airlines foi representada por Donna Rose, gerente de TI trans que deixou sua experiência de trabalho em uma empresa com política inclusiva. O tema inclusão voltou a ser discutido por representantes de empresas como a Siemens, AGCO, Chubb Brasil.

Apresentação de Donna Rose, da American Airlines

O último dia foi dedicado à cultura, especialmente sua importância para a formação de uma sociedade disposta a aceitar a diversidade. "A gente vive de cultura a vida inteira, e dentro deste universo existe a expressão artística. A arte é a expressão cultural mais completa", resumiu o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Miranda.

Mesa redonda sobre cultura

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