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quarta-feira, 11 de março de 2020

Escola Sueli Reche, em Palmas, utiliza técnicas de bioconstrução em projeto de nova biblioteca


O novo mutirão que dará continuidade aos trabalhos acontece nos dias 20 e 21 de março Foto: Semed/Palmas

Os desafios ambientais que se apresentam à humanidade exigem que se repensem as formas de satisfação das nossas necessidades no que se refere à disponibilidade de água, alimento, saneamento, energia e moradia. Em busca de difundir a possível transição para um modelo de vida com menor impacto ambiental, a Escola de Tempo Integral (ETI) Sueli Reche tem estimulado as práticas em permacultura e bioconstrução como ferramentas para planejamento e implantação de ocupações humanas mais sustentáveis.

Neste contexto, foi realizado no final de semana passado o primeiro mutirão para a construção do novo espaço destinado à biblioteca da escola, utilizando técnicas de biocontrução. A atividade abordou aspectos teóricos e práticos do uso da terra crua como material de construção natural, desde a escolha do material às técnicas mais comuns utilizadas no Brasil. A proposta é construir conjuntamente com a comunidade escolar, além da biblioteca, o grêmio estudantil. A atividade também permite o resgate de conhecimentos tradicionais de construção que usam recursos naturais e o fortalecimento da identificação comunitária.

Durante o processo coletivo de construção, os participantes tiveram noções de escolha da terra, preparação da massa, produção e assentamento de tijolos de adobe (tijolos de terra crua), preparação da estrutura, preparação da massa e o enchimento do pau-a-pique (taipa de mão), uso da terra ensacada para fundações e paredes (hiper e super adobe) e revestimentos naturais à base de terra e aditivos naturais.

“O uso da terra crua na construção constitui um saber tradicional milenar desenvolvido simultaneamente em várias partes do mundo. É um material eficiente do ponto de vista cultural, energético e bioclimático. Tratando-se de uma realidade rural é ainda mais coerente o uso de recursos locais e a aplicação de técnicas que possibilitem a autoconstrução, garantindo autonomia e qualidade de vida à população rural”, considera o diretor da escola, Victor Fonseca.

A escola já possui a Agroecologia como paradigma para transição sustentável, por meio do Projeto Permacultura na Escola, que já rende frutos utilizados pela própria comunidade escolar. Ainda com o propósito de conscientização ambiental e redução da emissão de resíduos, também se encontra em desenvolvimento o Projeto Tijolo de Plástico, que consiste na utilização de resíduos plásticos compactados em garrafas PET para serem utilizados como material de construção.

Os novos mutirões que darão continuidade aos trabalhos acontecem nos dias 20 e 21 de março.


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