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quarta-feira, 25 de março de 2020

Coronavírus: Acordo entre Governo Federal e aéreas garante pelo menos um voo por dia para as capitais



O Governo Federal acompanha o planejamento da malha aérea feito pelas companhias Gol, Azul e Latam de forma a preservar os serviços aéreos essenciais para o Brasil durante a crise causada pela pandemia do COVID-19. Visando garantir uma malha que continue integrando o País, o Governo buscou viabilizar ajustes para que nenhum estado fique sem pelo menos uma ligação aérea.
Empresas, Ministério da Infraestrutura e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) participaram de reunião, na segunda-feira (23/03), que também contou com a participação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como parte das ações da União para o setor, há o esforço de manutenção dos aeroportos abertos ao tráfego, em alinhamento com os governos estaduais. 
O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, destacou a importância do apoio estadual à operação para que o transporte aéreo seja considerado um dos serviços essenciais a ser mantido em pleno funcionamento. 
"Por isso a importância de mantermos os aeroportos em funcionamento e linhas aéreas disponíveis para os estados, mesmo com a demanda reduzida. O Brasil já conta com um déficit na balança comercial do setor de saúde e boa parte da distribuição de remédios, vacinas, insumos e equipamentos hospitalares é feita nos porões da aviação comercial", reforçou Tarcísio.
O Diretor-Presidente da ANAC, Juliano Noman, também esclarece a importância desse trabalho para o setor de aviação civil: “As companhias aéreas em muitos países responderam ao COVID suspendendo completamente as suas operações, o que prejudica fortemente a economia e até a saúde da população. Trabalhamos intensamente junto às empresas para possibilitar a manutenção de uma rede doméstica capaz de garantir um serviço aéreo mínimo no Brasil".
Azul
A Azul anunciou hoje, 24, em comunicado à imprensa que manterá, em quantidade reduzida, voos domésticos entre amanhã até o dia 30 de abril. De acordo com a companhia áerea, serão operados 70 voos diários para 25 cidades, em operações essenciais para aqueles que necessitam viajar.
Além disso, a Azul manterá voos que também irão possibilitar o transporte de cargas, como medicamentos e órgãos, e de profissionais da saúde que trabalham diretamente no combate à pandemia da COVID-19. O planejamento contou com o apoio da Anac, que garantirá a infraestrutura necessária para a operação nestes aeroportos.
"As viagens aéreas são parte integrante da infraestrutura de qualquer país, especialmente em um de dimensões continentais como o Brasil", afirma John Rodgerson, presidente da companhia, complementando apoiar "irrestritamente as recomendações das autoridades de saúde brasileiras, que determinam que as pessoas permaneçam em casa".

Gol

Seguindo os protocolos de saúde a tendência do mercado de aviação, a Gol ajustou sua malha aérea entre os dias dia 28 de março e 03 de maio. Durante esse período, a companhia manterá as principais operações para as capitais, suspendendo os voos regionais e internacionais.
A nova malha aérea temporária contará com 50 voos diários. Entretanto, a empresa afirmou que fará voos extras para atender eventuais demandas específicas em destinos regionais e internacionais. Todos os voos terão como origem o aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (GRU).



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