sábado, 15 de junho de 2019

Novo roteiro turístico busca vivência com o Jalapão quilombola


Seleucia Fontes/Governo do Tocantins
Águas cristalinas: Cachoeira do Prata, localizada na área da comunidade - S.Fontes/Governo do Estado 

Turistas antenados com os principais roteiros do país sabem que, em matéria de ecoturismo, o Jalapão é o endereço perfeito. Mesmo quem não conhece esta região do Tocantins, sabe que seus principais atrativos são as dunas, as cachoeiras e os fervedouros. Isso sem contar o artesanato em capim dourado. Mas esta região possui outros atrativos por explorar, com oportunidades maiores de aventura, contato com a natureza e com os moradores locais.

Para quem busca mais que imagens perfeitas, um novo roteiro está à disposição. Trata-se do turismo de base comunitária na Comunidade Quilombola do Prata, localizada a 20 km de São Félix, um dos oito municípios que compõem a região turística conhecida como Encantos do Jalapão. Ali, é possível vivenciar o dia-a-dia da comunidade, pernoitar em residências preparadas para recepcionar os visitantes, degustar comida caseira, acompanhar a produção artesanal da rapadura, comprar paçoca e artesanato, e claro, desfrutar das belezas naturais.

A partir da Capital do Estado, Palmas, são 267 km até São Félix. Lars Diederichsen, do Instituto Meio, de São Paulo, cujo projeto financiado pelo Fundo Socioambiental Caixa levou capacitações em áreas diversas, como gerenciamento, receptivo, manejo de alimentos, lembra que durante seu primeiro trabalho na região, há cerca de 20 anos, deparou-se com uma população isolada, sem energia elétrica ou saneamento básico.

Restaurante serve comida caseira para até 40 pessoas - Divulgação

Agora, quem visita a comunidade encontra na sede da Associação de Moradores o Restaurante Sabor do Quilombo, com capacidade para 40 pessoas, e acomodações para receber simultaneamente até 30 visitantes em seis residências da comunidade. Há energia elétrica, água encanada, internet, galinha caipira e outras delícias produzidas com dedicação, fora a receptividade carinhosa dos moradores. “Queremos acertar, para todo mundo sair feliz da comunidade”, lembra Darlene Francisco de Sousa, que já está investindo na ampliação de sua casa graças ao sistema de hospedagem.

Darlene recebe hóspedes de todo o país - S.Fontes/Governo do Estado



“Queremos manter a rusticidade, mas não a precariedade”, esclarece a superintendente de Turismo da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa, Maria Antônia Valadares de Souza, ressaltando que a sustentabilidade é a base para o desenvolvimento da região. O embrião do turismo de base no Jalapão, nas comunidades de Prata e do Mumbuca, teve início com projeto realizado pelo Governo do Estado, por meio da antiga Agência de Desenvolvimento do Turismo (Adtur), executora do planejamento inicial e das oficinas participativas, por meio do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS), financiado pelo Banco Mundial.

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