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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Urubici-SC recebe Congresso da Abrajet

Por Sérgio Moreira
A Cascata Véu de Noiva fica no caminho do Morro da Igreja, dentro de uma área particular. A lindeza tem 62 metros de quedas e suas águas deslizam suavemente pelas rochas até chegar à piscina que se forma no final da queda.
Fotos: Divulgação
A charmosa cidade de Urubici, na Serra Catarinense, vai ser sede do 36º Congresso Nacional da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo. O encontro com profissionais da imprensa de várias do Brasil acontecerá de 27 de novembro a 01 de dezembro.
O Congresso Brasileiro é o principal evento da Abrajet Nacional. É a segunda vez consecutiva que Santa Catarina sedia o evento. No ano passado aconteceu em Florianópolis, no Costão do Santinho, e reuniu jornalistas de vários estados brasileiros.
“Santa Catarina é um estado muito acolhedor, mas as pessoas, na sua maioria, conhece o nosso litoral. Queremos, a partir desse congresso, reunir os jornalistas especializados em turismo no Planalto Serrano. Vamos surpreende-los com o que há de especial na Serra Catarinense. Não tenho dúvidas de que vão se apaixonar com a charmosa e propulsora cidade Urubici e o potencial da nossa serra”, comenta o presidente da Abrajet Nacional, Evandro Novak.
Segundo o presidente da Abrajet, a ideia é promover uma experiência aos jornalistas, que vá da gastronomia ao potencial turístico, da aventura aos vinhos de altitudes, do lazer à experiência de uma variado atrativo com cachoeiras e passeios. O prefeito Antônio Zilli, que tem despertado cada vez mais o município para o potencial turístico, acertou em sediar o Congresso da Abrajet.
A Pedra Furada é uma escultura natural em forma de janela, com aproximadamente 30 metros de circunferência
Urubici é um município do estado de Santa Catarina distante 169 km da capital, Florianópolis. Em 2010 a população estimada era de 10,702 habitantes. Possui uma área de 1019,1 km2. No cume do Morro da Igreja (1.822 metros), o ponto mais alto do sul do Brasil, localizado no município, foi registrada extraoficialmente a temperatura mais baixa do país: -17,8ºC, em 29 de junho de 1996. Urubici também é conhecida pelas suas diversas belezas naturais, estando incluída no Caminho das Neves.
Localizada no Vale do Rio Canoas, Urubici, a Terra das Hortaliças, é o maior produtor de hortifrutigranjeiros de Santa Catarina. Também se destaca pelo cultivo da maçã, especialmente com a variedade gala. Outro aspecto importante é o cultivo de erva-mate, produto básico do tradicional chimarrão, e apreciado nos países do Mercosul. Com paisagens muitas vezes comparadas à Europa, Urubici está situada no ponto mais elevado de Santa Catarina, possuindo inúmeras cascatas. Um exemplo é a Cascata do Avencal, com água despencando em queda-livre a mais de 100 metros de altura.
Outro local de destaque é o Morro da Igreja, com 1.822 metros de altitude, que permite enxergar todo o Litoral Sul Catarinense. Nesse morro, encontra-se a Pedra Furada, uma escultura natural em forma de janela. Outros atrativos turísticos são as inscrições rupestres dos tempos das cavernas, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens.
Centro da cidade
Por marcar a história de várias civilizações, Urubici exibe, até hoje, passagem de seus primeiros habitantes. São sinais registrados em pedras há pelo menos 40 séculos, comparável às inscrições encontradas em alguns outros pontos do litoral catarinense. Segundo historiadores, o ano de 1711 é a data base para Urubici, quando Dom João V ordena que os jesuítas procurem minas e catequizem índios até o rio Caçadores. Com essa missão, os padres José Mascarenhas e Luis de Albuquerque traçam marcos na região – marcos do Maranhão até Laguna, considerada “região do ouro”. O primeiro marco foi colocado no Morro Pelado (comando indígena), o segundo no Moro da Mala (onde moravam os padres) e o terceiro no Morro do Panelão (onde ficavam as tropas que carregariam o ouro). Conta-se que grande porção de ouro foi enterrada nas rochas pelos jesuítas. Os índios, na maioria tupi-guarani, foram catequizados em grupos e já eram remanescentes de outras regiões.
Conta-se que existem mapas em originais e cópias, nunca vistos em Urubici, que registravam um pinheiral espantoso, um “mar de pinheiros”, e, em outras regiões, não em todas, alguns banhados, com sumidouros de animais e pessoas não orientadas. Alguns índios já conheciam missionários e orientavam os jesuítas pelas andanças. Padre Luis relata que, ao fincar uma grande cruz dia 1º de março, ela mergulho no pântano mais de um metro, sem nenhuma força. Em cada marco, foi plantada uma cruz jesuítica, com ramos amarrados na altura de Cristo. Nos anais do livro 12 Jesuítas no Estado de Santa Catarina (Biblioteca dos Jesuítas do Rio de Janeiro), além desse relatório, existe o seguinte:
“Os jesuítas (que na opinião de muitos eram homens comuns com vestes de padres) levavam pessoas em cargueiros para acamparem e ficarem acampados nas regiões por onde andavam. No planalto, acampavam doze homens com cavalos, fora os dois padres que comandavam as pesquisas. Balaios cheios de artefatos indígenas era levados continuamente de volta à missão no Morro do Pelado de onde eram levados para o Rio. Com eles, ia um bugreiro, Samuel Kupll, que preparava o chão da missão e fazia o marco; Manuel Sampaio que era cuidador de tropas, os guapos que a cavalo iam pela região, como Liro Santo, Caetano Matoso e outros”.
O município era habitado por índios xodengues quando os primeiros colonizadores de origem europeia, vindos de Tubarão, São Joaquim e Bom Jesus chegaram na região. Os novos habitantes logo expulsaram os índios, cujos vestígios ainda podem ser encontrados as inscrições rupestres espalhadas por todo o território. De 1903 a 1911, imigrantes agricultores e madeireiros fixam-se na região.
Em 1924, sabendo da fertilidade no solo do vale do rio Canoas, chegaram à região imigrantes italianos, alemães e letões, que tornaram a agricultura e pecuária as principais atividades econômicas da região.
As montanhas da Serra Catarinense, região com altitudes próximas a 1.800 metros, registram as temperaturas mais baixas do Brasil. Foram os fazendeiros da região que criaram o turismo rural, adaptando suas fazendas centenárias para receberem hóspedes.
A Serra Catarinense é a região mais fria do Brasil, sendo o único lugar do país onde neva todos os anos, mesmo que por poucos dias, durante o inverno. A paisagem de araucárias, campos e taipas (muros de pedra basalto) cobre-se inteiramente de branco e até as águas das cachoeiras podem congelar. A Cascata do Avenal, um ponto turístico da cidade, possui queda de água de cem metros, é bastante utilizada para a prátia do rapel. Fazendas centenárias, a cultura gaúcha, a culinária campeira, cavalgadas, complementam o cenário da natureza agreste da Serra Catarinense.
Acesso pelas rodovia SC-430, ligando o município à rodovia BR-282 em Bom Retiro. Pelo sul, há a SC-430, dando acesso a São Joaquim e Bom Jardim da Serra. Ao leste, a SC-439 desce a serra chegando ao município de Grão-Pará, ligação com a BR-101 em Tubarão. A oeste, SC-439 levando ao município de Rio Rufino.
Festuris lança aplicativo para agendamento de reuniões
O Festuris Gramado (RS) acaba de lançar o App Buyers Club Festuris, disponível gratuitamente para Android e iOs. A plataforma permite o agendamento de reuniões para otimizar o tempo durante a feira.

O evento acontecerá de 7 a 10 de novembro no Serra Park, da Serra Gaúcha. Entre os destaques, haverá espaço para o segmento de casamentos, luxo, Mice e Turismo |LGBT. https://www.festurisgramado.com
Serra Park possui uma reserva ecológica com dois lagos e uma vista panorâmica de 360º em um dos pontos mais altos da cidade
A infra-estrutura é composta por 28.000 m2 de área coberta para exposição de feiras, congressos e convenções, estacionamento externo, dois restaurantes e uma lanchonete e coffee shop, central telefônica, sanitários e sala VIP para reuniões de negócios. O local recebe o Festuris.
Feriados prolongados vão dobrar em 2020 e chegarão a nove datas
Ao contrário deste ano, que teve apenas cinco datas comemorativas, o próximo contará com quase o dobro de feriados emendáveis em nível nacional. Isso quer dizer que não contamos aqueles feriados de âmbito estadual e municipal.
Estão previstas no calendário nacional nove datas em que o dia de folga cai às segundas, terças, quintas ou sextas-feiras. São elas:
Carnaval: 24 de fevereiro, segunda-feira
Paixão de Cristo: 10 de abril, sexta-feira
Tiradentes: 21 de abril, terça-feira
Dia do Trabalho: 1º de maio, sexta-feira
Corpus Christi: 11 de junho, quinta-feira
Independência do Brasil: 07 de setembro, segunda-feira
Nossa Senhora Aparecida: 12 de outubro, segunda-feira
Finados: 02 de novembro, segunda-feira
Natal: 25 de dezembro, sexta-feira
Haverá ainda dois feriados sem possibilidade de emenda: Dia 1º de janeiro, que cairá na quarta-feira e o feriado em comemoração à Proclamação da República, em 15 de novembro, que acontecerá num domingo.
Coluna Minas Turismo Gerais jornalista Sérgio Moreira  informações para sergio51moreira@bol.com.br

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