terça-feira, 11 de agosto de 2026

Capacitação, negócios e conexões: começa hoje o 37º Encatho & Exprotel

Maior encontro do turismo e da hotelaria do Sul reúne, em Florianópolis, empresas, destinos, profissionais, entidades, gestores públicos e fornecedores

O turismo movimenta muito mais do que viagens. Por trás de cada deslocamento existe uma extensa cadeia produtiva formada por meios de hospedagem, gastronomia, agências e operadoras, eventos, atrativos, transportes, tecnologia, comércio, serviços, fornecedores, profissionais e destinos. No Brasil, o setor representa cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e, em Santa Catarina, sua participação chega a 12,5% do PIB estadual, demonstrando a importância econômica de uma atividade que gera negócios, empregos, renda e desenvolvimento regional.

É essa amplitude que estará representada em Florianópolis, de 11 a 13 de agosto de 2026. Durante três dias, o CentroSul será o ponto de encontro de quem administra empreendimentos, desenvolve destinos, cria soluções, representa o trade e toma decisões que impactam diretamente o turismo e a hospitalidade.

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina (ABIH-SC), o 37º Encatho & Exprotel chega a mais uma edição consolidado como o maior encontro do turismo e da hotelaria do Sul do país. Sob o tema “Do Check-in à Conexão: O Futuro da Hospitalidade”, reunirá empresários, gestores, profissionais, especialistas, entidades representativas, poder público e fornecedores em uma programação que combina conhecimento, negócios, qualificação e articulação institucional.

Há muitos anos, o Encatho & Exprotel ultrapassou as fronteiras da hotelaria e se transformou em um ambiente de encontro de todo o trade turístico. O Encontro Catarinense de Gestores de Turismo (Encagestur), as reuniões das entidades representativas, fóruns técnicos, agendas institucionais e a presença de órgãos governamentais aproximam poder público e iniciativa privada para discutir demandas, compartilhar experiências e construir caminhos para o desenvolvimento do setor.

Ao mesmo tempo, a Exprotel conecta fornecedores a diferentes atividades da hospitalidade e do turismo, transformando o evento em um ambiente onde empresas, destinos, gestores, compradores e profissionais encontram conhecimento, soluções e novas possibilidades de negócios.

Para Margot Rosenbrock, diretora-presidente da ABIH-SC, essa diversidade representa a própria evolução do evento. “O turismo é uma atividade construída por muitas mãos e o Encatho & Exprotel traduz essa amplitude. Reunimos hotelaria, gastronomia, eventos, destinos, fornecedores, gestores públicos, entidades e profissionais em um ambiente onde todos podem dialogar, compartilhar conhecimento e transformar conexões em desenvolvimento. Quando poder público e iniciativa privada trabalham juntos, fortalecemos empresas, profissionais, destinos e toda a cadeia produtiva”, destaca Margot.

Um encontro de quem decide, compra, opera e pensa o turismo

A força dessas conexões ficou evidente na última edição. Em 2025, o Encatho & Exprotel recebeu 4.612 participantes, vindos de 269 cidades, 15 estados e quatro países. Foram mais de 200 marcas, distribuídas em cerca de 90 espaços, além de dezenas de palestras, painéis, capacitações e encontros institucionais.

Os números ajudam a dimensionar o evento, mas parte importante de sua relevância está no perfil de quem circula pelo CentroSul. Proprietários e gestores de hotéis, pousadas, resorts e motéis dividem os corredores com compradores, investidores, agentes de viagens, empresários da gastronomia, profissionais da operação, gestores de destinos, dirigentes de entidades, fornecedores, especialistas e representantes do poder público.

É nesse ambiente que uma conversa iniciada em uma palestra pode continuar no corredor, chegar à feira, transformar-se em parceria e, muitas vezes, em negócio.

Conteúdo conectado aos desafios do turismo e da hospitalidade

A programação do 37º Encatho & Exprotel reúne especialistas, empresários e lideranças para discutir alguns dos temas que mais impactam atualmente o turismo, a hotelaria e a hospitalidade. Gestão, inteligência artificial, cenário econômico, experiência do cliente, pessoas, crédito, energia, comunicação, reforma tributária, acessibilidade, empreendedorismo e novos comportamentos de consumo estão entre os assuntos que ganham espaço nas palestras e painéis.

Entre os nomes confirmados estão Chieko Aoki, Beto Caputo, Peter Kutuchian, Rui Schürmann, Geninho Goes, Rodrigo Teixeira, Diego Corrêa, Trícia Neves, Thaís Pauluci, Catiane Seif, Lívia Petry Makowiecky, Marjorie Fenster, Bianca Antonini, Bruno Rodrigues de Siqueira Brandão, Helton Luiz Disanti e Lizete Ribeiro, além de empresários, especialistas e profissionais convidados para compartilhar diferentes experiências e visões sobre o futuro do setor.

A tecnologia aparece em discussões sobre inteligência artificial, novos canais de relacionamento e mudanças na forma como empresas serão encontradas e escolhidas pelos consumidores. Ao mesmo tempo, conteúdos sobre liderança, cultura organizacional, bem-estar, processos e conexão humana reforçam que a evolução da hospitalidade também depende das pessoas que fazem a experiência acontecer.

Questões diretamente ligadas à gestão dos negócios também entram em pauta, com debates sobre cenário econômico, investimentos, crédito, energia, reforma tributária, rentabilidade e os desafios enfrentados pela hotelaria independente. Turismo e destinos ganham espaço em discussões sobre o desenvolvimento de Santa Catarina, comunicação regional e valorização de produtos de origem por meio das Indicações Geográficas.

A experiência do cliente será observada por diferentes ângulos, incluindo acessibilidade e autismo, comportamento do consumidor, atendimento, pertencimento e encantamento. Entre as provocações propostas pela programação estão como crescer sem perder a alma, como manter a hospitalidade em um mundo cada vez mais automatizado e como preparar os negócios para um consumidor que já se relaciona de novas formas com a tecnologia.

Para Josiane Castilhos, uma das responsáveis pela programação do Encatho & Exprotel, essa diversidade foi construída para aproximar tendências das necessidades reais do mercado. “A programação foi pensada para conectar temas estratégicos às necessidades de quem atua no turismo e na hospitalidade. Temos tecnologia e inteligência artificial, mas também pessoas, operação, gestão, crédito, comunicação, inclusão e experiência. Queremos provocar reflexões e, principalmente, proporcionar conteúdos que possam gerar novas ideias e caminhos para os negócios”, afirma Josiane.

A programação completa e atualizada está disponível em encatho.com.br.

Exprotel: soluções, negócios e educação para o consumo

Enquanto o conteúdo amplia a visão sobre os desafios do setor, a 35ª Exprotel aproxima os participantes das soluções que podem ser incorporadas aos negócios.

 

A feira reúne empresas de tecnologia, softwares de gestão, inteligência artificial, automação, conectividade, segurança e controle de acesso, eficiência energética, enxovais profissionais, colchões, mobiliário, lavanderia, amenities, cosméticos, alimentos e bebidas, equipamentos, entretenimento, soluções financeiras e produtos voltados à experiência do cliente, entre outras frentes.

A diversidade faz com que a Exprotel atenda hotéis, pousadas, resorts e motéis, mas também restaurantes, espaços de eventos e diferentes empresas ligadas ao turismo e à hospitalidade.

Mais do que observar produtos expostos, o visitante pode conversar diretamente com fabricantes, representantes e consultores especializados. Essa proximidade permite comparar alternativas, conhecer aplicações, esclarecer dúvidas e entender como determinada solução pode contribuir para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios ou melhorar a experiência do cliente.

É justamente nessa troca que a ABIH-SC defende o conceito de educação para o consumo. Para Juliana Bossi Castro, gerente executiva da entidade, a Exprotel vai além da exposição comercial. “A Exprotel não é apenas uma vitrine de produtos e serviços. Quando o visitante conversa diretamente com fabricantes, fornecedores e consultores especializados, ele entende qual solução atende melhor à sua necessidade, como aplicá-la, quais resultados pode obter e como aproveitar todo o potencial daquele investimento. Esse contato educa para o consumo, torna a decisão mais consciente e aproxima quem possui um desafio de quem pode apresentar uma solução”, explica Juliana.

Segundo ela, o benefício ocorre nos dois sentidos. “O visitante esclarece dúvidas e conhece aplicações práticas. Para o expositor, é a oportunidade de ouvir o mercado, compreender necessidades reais e construir relacionamentos que continuam depois da feira. É assim que a Exprotel transforma exposição em conhecimento, conexão e negócios.”

Expositores confirmados

A edição de 2026 reúne 5W Energia; ABAV-SC; Água Santa Rita; Altenburg; Amiste Café; Asksuite; ASSA ABLOY; Autax; Bold Energy; Camesa Hotel Selection; Colchões Onix; Concept Prime; Congelados Compre Pronto; Cresol; Desbravador Software; Döhler; dormakaba; Dupla Face Uniformes; Ebtech – Eletrônica Batistense; Euro Colchões; Fecomércio-SC; Fio a Fio; Foco Multimídia; Grosfillex; Guest Solution; Harus; Joy Playgrounds; Kenby Hotelaria; Lava Sul Lavanderia Industrial; LG Electronics; Lideratti Mobiliário Corporativo; Maltec; Matinali Têxtil; Moncoc; OGM Soluções; Ouro Mineiro; Phytoervas; Pikolin; Realgems Cosméticos & Amenities; Renar Móveis Corporativo; Rentv; Saga Systems; Sebrae; Secretaria de Estado do Turismo de Santa Catarina; Sicredi; Silbeck Software; Slipper Personalizados; Teka; Tessaro; Tomberlin; e Omada by TP-Link.

 

São empresas e instituições que representam diferentes etapas da operação e mostram como hospitalidade, tecnologia, infraestrutura, conforto, alimentos, serviços e gestão estão cada vez mais conectados.

Fórum leva conhecimento para quem faz a operação acontecer

Outro destaque da edição é o Fórum Excelência Operacional na Hotelaria, evolução do tradicional Simpósio de Governança, Manutenção e Recepção Hoteleira.

A proposta mantém a essência de capacitação, mas amplia o olhar para a integração entre áreas consideradas fundamentais para a experiência do hóspede. Governança, manutenção, recepção, produtividade, liderança e gestão entram em uma programação voltada à aplicação prática do conhecimento.

Entre os especialistas estão Tatiana Picoli, Ariadne Silva, Leandro César Hunhoff, Lara Perdigão, Cristiane Martins e Cristiano Lopes, com conteúdos sobre experiência operacional, governança estratégica, manutenção inteligente, integração das equipes, rentabilidade e motivação.

O Fórum também aproxima a capacitação das soluções disponíveis na Exprotel, criando uma ponte entre teoria e prática. A ideia é que o profissional não apenas conheça determinado produto, equipamento ou serviço, mas compreenda como utilizá-lo melhor, ampliar sua durabilidade, evitar desperdícios e transformar investimento em eficiência.

A iniciativa reforça uma premissa importante da programação: a experiência do cliente é resultado do trabalho de muitas áreas e começa muito antes do contato direto com quem está hospedado.

Onde o trade se encontra e o turismo avança

A amplitude do Encatho & Exprotel também pode ser percebida fora das salas de palestras e dos corredores da feira.

Durante o evento, diferentes entidades representativas utilizam o CentroSul para suas próprias agendas, transformando o encontro em um grande ambiente de articulação do turismo catarinense.

O 3º Encontro Catarinense de Gestores de Turismo (Encagestur) aproxima gestores públicos e profissionais envolvidos no desenvolvimento dos destinos. A programação paralela reúne ainda entidades e organizações ligadas à hotelaria, motelaria, agências de viagens, eventos, gastronomia, jornalismo especializado, profissionais do turismo, núcleos empresariais e conventions & visitors bureaux.

Entre as instituições presentes estão ABAV-SC, ABMotéis, ABRAJET, ABEOC-SC, FACISC, Fecomércio-SC, FORTUR, ABBTUR, Abrasel-SC, além de outras representações do trade.

 

As ações promovidas pelas entidades, entre elas, o SEBRAE-SC ampliam as possibilidades de negócios e aproximam agentes de viagens, destinos, hotelaria e fornecedores. Já os encontros institucionais criam espaço para discutir demandas do setor, alinhar agendas, compartilhar boas práticas e construir soluções coletivas.

Essa articulação explica por que, há muitos anos, o Encatho & Exprotel deixou de ser exclusivamente um encontro da hotelaria, conforme reforça Margot. "Turismo não se desenvolve de forma isolada. Um destino competitivo depende de empresas preparadas, infraestrutura, promoção, qualificação profissional, organização do trade, políticas públicas e diálogo permanente entre quem empreende e quem administra os territórios".

É quando esses diferentes atores se encontram que problemas locais podem ganhar soluções coletivas e novas oportunidades começam a surgir.

Três dias para transformar conexões em oportunidades

Em um setor que ocupa espaço cada vez maior na economia e precisa responder rapidamente às transformações no comportamento do consumidor, na tecnologia e na gestão, atualização deixou de ser diferencial para se tornar necessidade.

Para proprietários e gestores, o Encatho & Exprotel representa a oportunidade de enxergar o negócio por novos ângulos. Para as equipes, significa qualificação e contato com práticas que podem ser levadas para a operação. Para fornecedores, é um canal direto com compradores e tomadores de decisão. Para entidades e poder público, é um ambiente de diálogo e construção coletiva.

Mas o grande resultado talvez esteja justamente na soma de tudo isso: reunir, em um único lugar, pessoas que dificilmente estariam na mesma sala, mas que dependem umas das outras para que o turismo cresça.

Para Margot Rosenbrock, esse é também o principal convite da edição de 2026. “Queremos receber empresários, gestores, profissionais, estudantes, fornecedores, representantes de entidades e do poder público para viverem essa experiência conosco. Preparamos três dias de muito conhecimento, negócios e relacionamento, com uma programação que mostra a força e a diversidade do turismo e da hospitalidade. As inscrições são gratuitas e queremos que as pessoas aproveitem o evento, façam conexões e levem novas ideias para seus negócios e destinos”, convida a diretora-presidente.

A participação também ganha um componente solidário. “Pedimos que cada participante traga um alimento não perecível para doação. Assim, além de conectarmos pessoas e contribuirmos para o desenvolvimento do turismo, conseguimos transformar essa mobilização em solidariedade”, completa Margot.

Serviço

O que: 37º Encatho & 35ª Exprotel

Quando: 11 a 13 de agosto de 2026

Onde: CentroSul – Florianópolis/SC

Quanto: Entrada gratuita - doe um alimento não perecível

Inscrições e programação completa: encatho.com.br

Realização: ABIH-SC


Abrajet RS tem nova diretoria

A Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do RS (Abrajet/RS) elegeu nova diretoria para o biênio 2026/2028 em assembleia realizada na segunda-feira (03/08) na sede da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em Porto Alegre. O presidente eleito foi o comunicador Fábio Juchen, gestor e editor da Sortimento Comunicação, rede brasileira de portais de conteúdo digital, que há 24 anos publica informações de diversos segmentos, com veículos especializados na divulgação de destinos turísticos e na cobertura de eventos e feiras no segmento.



Neneca Campos ( vice presidente ) e Fábio Juchen ( presidente 
)

O novo presidente assume uma entidade que tem mais de 40 anos de atividades e que já realizou três congressos brasileiros: 1988 Caxias do Sul, 1992 Canela e 2024 Marcelino RamosRS/Piratuba/SC, devido a enchente que deixou o Rio Grande do Sul ilhado. “Aceito esse desafio e trago propostas para dinamizarmos a Abrajet/RS. Sei, por experiência da vida, que entidades, como a nossa Abrajet, precisam de muito apoio de cada associado para sua manutenção. Nosso principal objetivo é apoiar a divulgação do turismo da nossa região e nacional, valorizando nossos atrativos”, destacou o presidente.

Junto com Juchen, estão na diretoria os jornalistas Neneca Campos (vice, do Turismo By Neneca Campos); Ayres Cerutti (Comunicação e Marketing, da Revista programa), Jurema Josefa (Tesoureira, do blog Turismo e viagens), Marisa Sierra Krás Borges (Diretora para o Mercosul e Secretária-Geral, Jornal Sierramar). No Conselho Fiscal estão José Carlos Melo D´Avila (Jornal do Centro) e Silmar Santolin (Destques News).

Juarez Tavares passou o comando para Fabio Juchen

Na despedida do cargo, o ex-presidente Juarez Tavares, destacou as ações que foram realizadas no período em que esteve à frente da entidade. Lembrou que a Abrajet/RS conseguiu promover a reunião anual do Conselho Nacional da Abrajet, em Machadinho, encontro que contou com a presença de representantes de todas as regiões do País. Foi, também realizado o Congresso em 2024, em parceria com Santa Catarina, tendo em vista a calamidade pública que fechou, inclusive aeroporto e rodoviária da capital Porto Alegre. Foi preciso construir relações com a Abrajet Catarinense, sendo então o Congresso realizado na fronteira, com eventos nas duas cidades (Piratuba/SC e Marcelino Ramos/RS) separadas pelo Rio Uruguai.

Nesse congresso, Juarez Tavares foi eleito vice-presidente da Abrajet/Nacional, ao lado de Luiz Pires (presidente), do Tocantins. Também nesse evento, foi indicado como conselheiro representante da Abrajet/Nacional junto ao Conselho Nacional de Turismo. Mesmo tendo ido atuar em Santa Catarina, o ex-presidente garante que não vai deixar de ter olhos atentos também para os pleitos do Rio Grande do Sul.

O novo presidente Fábio Juchen e Ayres Cerutti, foram os indicados para titular e suplente no Conselho Estadual de Turismo/RS;

A assembleia contou com a participação especial do ex-presidente da Abrajet Nacional e da Seccional de Santa Catarina, Evandro Novak, que junto com Tavares, entregaram ao novo presidente regional, camisa do Congresso nas cidades de Piratuba/SC e Marcelino Ramos/RS.

Juarez Tavares – Fábio Juchen – Evandro Novak

 




segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Ação solidária arrecada alimentos para entidades de Florianópolis

Participantes do 37º Encatho & Exprotel são convidados a levar um alimento não perecível e participar de ação solidária


 
A hospitalidade também se manifesta na capacidade de olhar para o próximo e transformar pequenos gestos em apoio concreto. Com essa proposta, o 37º Encatho & Exprotel realiza uma ação social de arrecadação de alimentos durante os três dias de evento, de 11 a 13 de agosto de 2026, no CentroSul, em Florianópolis. 

As inscrições para participar do maior encontro do turismo e da hotelaria do Sul do Brasil são gratuitas. Como forma de contribuir com a mobilização, a organização solicita que cada participante leve um alimento não perecível, que será encaminhado a entidades sociais. 

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina — ABIH-SC, o Encatho & Exprotel reúne empresários, profissionais, estudantes, fornecedores, representantes de entidades do trade turístico, gestores públicos e especialistas de diferentes regiões do país. Ao integrar a arrecadação à programação, o evento pretende utilizar sua capacidade de mobilização para ampliar o alcance da solidariedade.

Para a diretora-presidente da ABIH-SC, Margot Rosenbrock, a ação está diretamente conectada ao significado mais amplo da hospitalidade. “Hospitalidade é, essencialmente, cuidado com as pessoas. Ao convidarmos cada participante a levar um alimento, queremos transformar a força de um evento que reúne toda a cadeia do turismo em apoio concreto às pessoas atendidas pelas entidades de Florianópolis. É uma contribuição simples, mas que pode ganhar um grande alcance quando todos participam”, destaca Margot.

Podem ser doados produtos dentro do prazo de validade e em embalagens fechadas, como arroz, feijão, farinha, açúcar, café, leite, óleo, massas e outros alimentos que possam ser armazenados e distribuídos com segurança.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Em noite de homenagens e emoção, Ruy Adriano lança “Mente Visionária” e compartilha sua visão para o futuro de Palmas

Por Ascom Ruy Adriano

O empresário Ruy Adriano Ribeiro, CEO do Canela Group e da Rede Petroshop, empreendedor pioneiro, Alvará nº 1 de Palmas e cofundador da Associação Comercial e Industrial de Palmas (ACIPA), lançou na noite desta quinta-feira (6) seu primeiro livro, Mente Visionária, durante a solenidade de inauguração do novo auditório da entidade.

O lançamento integrou uma programação especial que marcou a modernização da sede da ACIPA e reuniu empresários, autoridades, lideranças classistas, familiares e amigos em uma noite de celebração da história do empreendedorismo tocantinense.

A obra representa mais um capítulo da trajetória de Ruy Adriano, reconhecido como um dos desbravadores do setor empresarial de Palmas. Ao longo de sua carreira, participou ativamente do desenvolvimento econômico da capital, contribuindo para a consolidação de importantes empreendimentos e para o fortalecimento do ambiente de negócios no Tocantins.

Durante seu pronunciamento, o empresário relembrou momentos marcantes da construção de Palmas, compartilhou histórias sobre a criação da Ilha do Canela e destacou, sobretudo, sua visão de futuro para a capital e para o Tocantins. A fala emocionou o público e foi interrompida diversas vezes por aplausos, refletindo o reconhecimento à sua trajetória e ao legado construído ao longo de décadas.

“Palmas sempre foi, para mim, uma cidade de oportunidades, construída por pessoas que tiveram coragem de acreditar quando tudo ainda estava começando. Este livro reúne um pouco dessa caminhada, mas também fala sobre o futuro. Eu continuo acreditando muito no potencial de Palmas e do Tocantins. Ainda temos muito para construir, inovar e transformar, e quero continuar contribuindo para esse desenvolvimento”, afirmou Ruy Adriano.

O presidente da ACIPA, Joseph Madeira, destacou a importância da parceria de Ruy Adriano com a entidade desde sua fundação e parabenizou o empresário pela publicação da obra.

“Este livro certamente será uma fonte de inspiração e aprendizado para empresários, empreendedores e para todos que acreditam na força da visão, da coragem e da inovação para transformar realidades”, ressaltou.

Ao longo da solenidade, Ruy Adriano também recebeu homenagens de lideranças empresariais e representantes de diversos segmentos da sociedade, que reconheceram sua capacidade visionária, sua contribuição para o desenvolvimento de Palmas e seu papel na construção da história econômica do Tocantins.

Marcada por emoção, reencontros, música e intenso networking, a noite consolidou o lançamento de Mente Visionária como um dos momentos mais simbólicos das comemorações dos 36 anos da ACIPA, celebrando não apenas a trajetória de um empresário pioneiro, mas também a história de quem ajudou a construir o desenvolvimento de Palmas desde os seus primeiros anos.

Presenças

Além de familiares e sua extensa rede de amigos, Ruy foi prestigiado pelos exs governadores Mauro Carlesse e Marcelo Miranda além da ex prefeita de Palmas, Nilmar Ruiz, os deputados federais Eli Borges e Tiago Dimas além de representantes de órgãos e instituições mostrando seu prestígio.

sábado, 1 de agosto de 2026

Sob as asas do Divino, Siqueira Campos repousa

Aos 98 anos do nascimento de José Wilson Siqueira Campos


Neste dia em que Siqueira Campos completaria 98 anos (1º de agosto), a memória faz curva e me leva de volta à estrada. Caminhar ao seu lado foi desbravar caminhos feitos de poeira e horizonte, onde cada passo era um voto de fé. Vi o Tocantins ganhar vida além do papel e Palmas florescer, imponente, do
silêncio do cerrado. 

Não escrevo para saudar um mito ou erguer um  monumento de palavras; escrevo apenas para conversar com o 
amigo de sempre, que hoje habita noutro plano espiritual, mas permanece vivo em cada canto desta terra.

Siqueira nasceu no Crato, aos pés da Chapada do Araripe. Dizem que o sertão do Ceará ensina cedo aos meninos que a vida não se ganha, se conquista, o que concordo plenamente. Ainda na tenra adolescência, o destino o levou aos seringais do Amazonas, e ali conheceu o avesso do Brasil: o suor sem nome, o trabalho sem lei, a esperança presa na sangria. Ficou até os dezessete anos. Saiu de lá fugido, pela mão generosa de uma cozinheira que lhe abriu a porta da liberdade.

Sempre achei bonito que a história de um fundador de estado tenha começado assim, com a coragem anônima de uma mulher do povo. Ele nunca esqueceu. E eu diria que ali, naquela fuga de madrugada, o Divino Espírito Santo já soprava sobre ele, discreto como sopra o vento nas palmeiras.

No Rio de Janeiro, o jovem cearense dividiu seu primeiro período com Luís Carlos Prestes e ali moldou o vocabulário da sua política. Foi um divisor de águas, sem dúvida; a linha que separou o menino do homem público. Mas, por ter partilhado parte de sua intimidade e de seus silêncios, sou testemunha de que ele carregava no peito algo que nenhuma cartilha ensina, anterior a qualquer doutrina: a dor do povo batendo forte em seu próprio coração. Por isso, denunciou os abusos que testemunhara no seringal. Siqueira  não sabia calar diante da dor alheia.

O destino uniu Siqueira a Aureny sob o céu do Rio. Tenista de pulso firme e sempre capaz de devolver o que a vida sacava, ela tornou-se sua primeira esposa, seu ponto de apoio e abrigo, gerando seis filhos nessa trajetória. Tempos depois, já no contexto do Estado criado, ele se casaria com Marilúcia Uchôa, com quem teve 
outros dois filhos.

A história nos conta que no período em que morou em Campinas, São Paulo, Siqueira tinha um grande aliado. Uma 
presença que tornou-se essencial: o rádio. Foi por ele que ouviu falar da Belém-Brasília, a estrada que rasgava o coração do Brasil. E o homem que um dia fugira dos seringais do Amazonas agora corria ao encontro de um sertão, por vontade própria, deixando tudo para trás. 

Chegou à região de Bandeirantes no velho norte de Goiás e abriu uma madeireira. Gosto de pensar nesse detalhe: antes de construir um Estado, 
ele talhava a madeira. E enquanto trabalhava, ele escutava. Escutava o povo contar seu sofrimento, o abandono, a distância dos poderes, a vontade de escola, de estrada, de médico. Foi dessa escuta que se fortaleceu o político. Quando Colinas se emancipou, saiu candidato a vereador. Eleito, presidiu a Câmara. Depois, Deputado Federal, chegou a Brasília carregando uma bandeira, e 
nela, quem olhasse, veria a pomba branca do Divino. KE afirmo com convicção: não se entende Siqueira Campos sem compreender que sua fé no Divino Espírito Santo não era leviana. Foi bússola e farol. No chão daquele norte goiano, a devoção não era apenas rito; era o próprio gás do povo, espalhado nas poeiras do cerrado pelos foliões que carregavam, em cada pouso, o mistério da bandeira e a promessa de dias melhores. 

É essa mesma chama que, firme e acesa, ainda hoje sustenta o coração do 
Tocantins. Siqueira foi um folião. Percorreu cada cidade, cada povoado, cada beira de rio, levando não só a bandeira de pano, mas também 
a notícia de que um dia seríamos donos do nosso destino. Por isso, com fé, ele lutou. Houve tocaias de pistoleiros. Houve prisão injusta. Houve jejuns em que ele apostou o próprio corpo para que o Brasil olhasse para nós. Eu vi de perto o quanto custou. Vi também que ele nunca esteve só. Havia uma luz que o acompanhava, e ele sabia o nome dela.

Em 5 de outubro de 1988, a Constituinte disse sim. Em 1º de janeiro de 1989, ele chegou a Miracema para tomar posse trazendo no bolso uma caneta Bic e nos ombros um Estado inteiro por fazer. O gabinete era simples, quase pobre: uma mesa de madeira, poucas linhas de telefone, nenhum luxo. No discurso de posse, diante do povo, ele disse que abaixo de Deus nada existia que o impedisse de dar as mãos a todos. E cumpriu.

Semanas depois, subiu num helicóptero para sobrevoar o cerrado entre a Serra do Carmo e o rio Tocantins. Lá embaixo, capim seco, pequizeiros, gado solto, um povoado chamado Canela. Qualquer um veria apenas mato. Ele viu uma Capital. Em 20 de maio de 1989, sob um sol escaldante, iniciou-se a celebração de uma missa campal, oficializando o lançamento da pedra fundamental de Palmas no chão onde hoje floresce a Praça dos Girassóis. Ao centro, uma cruz de pau-brasil talhada pelas mãos do artesão Arnildo Antunes, com o mapa do Tocantins e duas mãos 
erguidas ao céu. 

Naquele dia, Siqueira anunciou que a cidade seria bela porque seríamos nós a construí-la, sob a proteção do Divino 
Espírito Santo. Não havia água encanada, asfalto ou sombra que bastasse. Mas havia muita fé. O nome, aliás, ele escolheu como quem encerra uma dívida: Palmas, em memória da Comarca de São João da Palma, onde em 1809 Teotônio Segurado plantou a primeira semente do nosso sonho de autonomia. Siqueira tinha essa elegância com a história. Sabia que não era o primeiro a sonhar, apenas o lutador que não deixou o sonho morrer.

Noventa e oito anos. O terno azul que ele vestia nos compromissos oficiais hoje repousa no Museu Palacinho, mas eu me recuso a procurá-lo em vitrines. Procuro Siqueira nas salas de aula do interior, no asfalto das rodovias, na ponte que encurtou distâncias, no menino tocantinense que nasce cidadão de um Estado que antes não existia. Procuro e encontro.

Há homens que morrem e viram saudade. Siqueira virou chão, virou mapa, virou nome de gente e de cidade. E quando os ventos atravessam a Praça dos Girassóis e fazem tremular alguma bandeira de folia, eu juro que reconheço o sopro. É o Divino, passando. E ele vai junto.

Conselheiro José Wagner Praxedes

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Congonhas vai ganhar Museu Giramundo e escola da arte das marionetes

Minas Turismo Gerais jornalista Sérgio Moreira

A Prefeitura de Congonhas, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (Fumcult), assinou no dia 21 de julho, terça-feira, às 19h30, no Museu de Congonhas, um Termo de Fomento com o Giramundo Teatro de Bonecos, de Belo Horizonte.

A assinatura faz parte da programação do Festival de Inverno 2026. O evento é aberto ao público e será seguido da apresentação “Tiradentes, uma história de títeres e marionetes”, espetáculo do Giramundo, que narra a Inconfidência Mineira e que contará com a participação especial do compositor e músico Celso Adolfo, autor da trilha sonora da peça, em parceria com Álvaro Apocalypse.

Os diretores do Giramundo, Bia Apocalipse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares - Foto Enzo Giaquinto

Os diretores do Giramundo Marcos Malafaia, Ulisses Tavares e Bia Apocalypse - Foto Matheus Carvalho

O Termo estabelece as bases para a implantação do Museu Giramundo em Congonhas, incluindo sua expografia e gestão, além da realização contínua de ações formativas, educativas e artísticas voltadas à promoção da cultura no município. A partir dessa data, as ações previstas no Termo passam a ser progressivamente implantadas em Congonhas.

Fotos: Marcos Malafaia

Um museu, uma escola e um novo polo cultural - Com a implantação do Museu Giramundo, Congonhas passa a abrigar uma parte dos mais importantes acervos de teatro de bonecos do país, projetando-se regionalmente e nacionalmente como referência na preservação, difusão e valorização dessa linguagem artística. O termo também prevê a abertura, na cidade, da Escola Giramundo de marionetistas, com o objetivo de formar profissionais capazes de atuar tanto na manipulação quanto na construção de bonecos, qualificando artistas e incentivando o surgimento de novas companhias e produções ligadas ao teatro de animação.

O diretor-presidente da Fumcult, Pedro Cordeiro, destaca que “trata-se de uma oportunidade inédita para artistas locais e para todos aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos nessa linguagem artística”.

A programação inclui ainda a realização de cursos e palestras formativas, on-line e presenciais, no âmbito do Núcleo Educação, além de espetáculos teatrais regulares vinculados ao Núcleo Teatro do Giramundo.


Fortalecimento do sítio histórico de Congonhas - A parceria integra um conjunto de equipamentos culturais que compõem o sítio histórico de Congonhas, Patrimônio Cultural da Humanidade reconhecido pela Unesco, formado pelo Museu de Congonhas, pelo Cine Clube da Romaria, Parque Natural da Romaria, pelo Teatro Municipal Dom Silvério e pela Romaria, que receberá a exposição de longa duração do acervo Giramundo. Para a Fumcult, a iniciativa amplia as oportunidades de acesso da população à arte, à formação e ao desfrute cultural, reforçando o compromisso do município com a democratização da cultura e a valorização de seu patrimônio.

O Giramundo foi criado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Fundado em 1970, em Belo Horizonte, o Giramundo é um dos mais tradicionais grupos de teatro de bonecos do Brasil e permanece em atividade até hoje. Ao longo de sua trajetória, já criou mais de 40 espetáculos e reúne um dos maiores acervos de bonecos das Américas.

Sua estrutura institucional abrange teatro, museu, escola e estúdio de animação, eixos que sustentam sua atuação e que ampliaram os limites técnicos e formais do teatro de bonecos brasileiro, consolidando o grupo como referência para gerações de artistas e companhias.  Hoje é dirigido por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares.

De acordo com Marcos Malafaia” o projeto Giramundo Congonhas vai muito além de uma programação de eventos, de fato é um plano inovador de fomento à economia cultural da cidade. Seu planejamento continuado, de longo prazo, pretende lançar bases para a construção de valor em torno da cultura, de suas práticas, de seus bens e das relações que promove.

A transferência de uma parte considerável do acervo do Giramundo para Congonhas não encontra evento similar na história do grupo e a expectativa é de fortalecimento desse patrimônio, com trabalho de inventário, restauração e mostra permanente. A abertura dos cursos da Escola Giramundo completa outra frente, qualificando artistas para a prática ampla do teatro de bonecos. Então, todas as atividades contribuem para a construção e fortalecimento de equipamentos culturais e para a formação de profissionais e público, consolidando um projeto muito especial que coloca em prática a ideia de que a cultura gera valor, fortalece os laços socias e faz bem às pessoas e comunidades."            

Cachoeira Tabuleiro foi reaberta ao público        

A Cachoeira do Tabuleiro, a maior queda d’água de Minas localizada em Conceição do Mato Dentro, foi reaberta a visitação no dia 19 de julho, após quase cinco anos de interdição do poço principal. O acesso estava suspenso desde 2021, quando houve desprendimento de fragmentos rochosos do paredão, o que levou ao fechamento emergencial da área e à realização de estudos técnicos sobre segurança. A retomada só foi possível após o cumprimento das medidas previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 2025.

O TAC estabeleceu ações voltadas à prevenção, mitigação e gestão permanente de riscos geológicos, hidrológicos, estruturais e ambientais. Entre as medidas estão diagnóstico geológico-estrutural, avaliação hidrológica, levantamentos por drone e monitoramento contínuo do maciço rochoso. O acordo também proibiu o uso de explosivos em intervenções na área.

Além disso, foram implantados sistemas permanentes de monitoramento, como estação sísmica e meteorológica, ampliação da sinalização, definição de rotas de fuga e áreas seguras, além do controle de acesso de visitantes. A reabertura ficou condicionada à comprovação de condições seguras de visitação, conforme pactuado no TAC. A atuação do Ministério Público começou após denúncia de que o município pretendia realizar intervenções sem atender todas as exigências técnicas. A partir disso, o TAC foi firmado, definindo etapas e condicionantes para a liberação do atrativo.

Inserida no Parque Natural Municipal do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra do Intendente e na Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco, a Cachoeira do Tabuleiro é um dos principais atrativos turísticos do estado, reforçando sua relevância ambiental e cultural.

Belo Horizonte ganha novo espaço de eventos

Construção busca alinhar a modernidade técnica com a tradição cultural de Minas Gerais    • Divulgação

A partir do dia 1º de setembro deste ano, Belo Horizonte passa a contar com a Casa Vereda, um empreendimento que surge com a proposta de oferecer uma estrutura multiuso de grande porte dentro da malha urbana, reduzindo a necessidade de deslocamentos para fora da cidade. Instalado no edifício que abrigou uma unidade da Telha Norte por cerca de duas décadas, na região Centro-Sul, próximo ao BH Shopping, o espaço quer ajudar o mercado de eventos sociais e corporativos de Belo Horizonte a se expandir.

O projeto conta com a direção executiva de Márcia Ribeiro, que utilizou a bagagem adquirida na gestão do Expominas para desenhar o fluxo do novo local. "Adequamos tecnicamente a planta para que a Casa Vereda pudesse receber eventos com mais fluidez, conforto e eficiência operacional", explicou a diretora. Mesmo ainda em fase de obras e revitalização estrutural, o espaço já tem mais de dez eventos em fase final de negociação para o segundo semestre deste ano.

O prédio passa por uma ampla reforma técnica e de segurança para receber as adequações acústicas e térmicas. Os ambientes contarão com climatização integral, novos pisos, banheiros modernos e acessíveis, além de cozinhas profissionais e vestiários para equipes de apoio. O pavilhão principal terá capacidade para abrigar até 4,5 mil pessoas, público que pode variar conforme as exigências de cada projeto cênico e as normas do Corpo de Bombeiros.

A concepção da marca buscou alinhar a modernidade técnica com a tradição cultural de Minas Gerais. O nome do espaço é uma referência direta à obra literária de João Guimarães Rosa, utilizando a metáfora da vereda como um local de travessia e encontros. O projeto de paisagismo incluirá o plantio de buritis, árvore símbolo das paisagens descritas pelo autor, e as salas de conferência modulares foram batizadas com nomes do universo rosiano, como Espaço Sagarana e salas Sertão e Matraga.

A fachada de vidro, projetada para se integrar a sistemas de iluminação cênica, faz alusão ao aço e ao minério de ferro. A identidade visual corporativa da Casa Vereda foi assinada pelo designer mineiro Gustavo Greco. O espaço funcionará em formato modular com divisórias retráteis acústicas, permitindo a realização de congressos, casamentos, feiras e treinamentos corporativos de variados portes simultaneamente.

BH será sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino



Mineirão será um dos palcos da Copa do Mundo

Avançando nas ações de preparação da capital mineira para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a Prefeitura de Belo Horizonte participou do Confut USA 2026, principal evento de negócios, inovação e networking da indústria do futebol, realizado em Nova York, nos Estados Unidos. A participação ocorreu a convite da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Como uma das cidades-sede da competição, Belo Horizonte ampliou o diálogo com representantes do setor, fortaleceu a estratégia de promoção turística internacional e acompanhou debates sobre o legado e as oportunidades geradas pelo torneio. A delegação de Belo Horizonte foi composta por representantes do Gabinete do Prefeito, da Belotur e da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.

Durante o Confut USA, a Belotur participou de um painel dedicado à promoção dos destinos brasileiros que receberão a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, apresentando Belo Horizonte como uma cidade preparada para sediar grandes eventos esportivos e receber visitantes de diferentes partes do mundo. A apresentação destacou a ampla infraestrutura turística da capital, com uma rede hoteleira diversificada, a conectividade aérea estratégica, incluindo voos diretos para diversos destinos internacionais, além da capacidade logística e operacional para acolher atletas, delegações, imprensa e turistas.

Também foram destacados na apresentação os reconhecimentos internacionais concedidos à cidade, como o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco e de Capital Ibero-Americana da Cultura Gastronômica, além do reconhecimento do Conjunto Moderno da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.


Outro ponto debatido durante a apresentação foi a vocação da capital para sediar grandes eventos nacionais e internacionais. A apresentação ressaltou equipamentos como o Mineirão, palco de partidas da Copa do Mundo FIFA de 2014, dos Jogos Olímpicos de 2016 e de grandes shows de artistas nacionais e internacionais, além da diversidade de espaços para congressos, feiras, eventos culturais e corporativos.“Belo Horizonte reúne todos os atributos para oferecer uma experiência memorável aos visitantes da Copa do Mundo Feminina de 2027. Temos uma rede hoteleira qualificada, uma ampla conectividade aérea, uma gastronomia reconhecida internacionalmente, equipamentos preparados para grandes eventos e um calendário cultural vibrante. A Prefeitura de Belo Horizonte seguirá em diálogo com o setor hoteleiro, apoiando a promoção dos empreendimentos instalados na cidade e fortalecendo a divulgação do destino, de forma a garantir uma estrutura preparada para receber visitantes durante o evento e em outros períodos de alta demanda turística”, afirma Thassio Goulart, diretor de Marketing e Promoção Turística da Belotur.

Realizado em 16 e 17 de julho, em Nova York (Estados Unidos), o Confut USA 2026 reuniu especialistas, representantes de governos, entidades esportivas e líderes do setor para discutir tendências, desafios e oportunidades relacionados à indústria do futebol e à realização de grandes eventos esportivos. A participação da Belotur reforça a estratégia da Prefeitura de Belo Horizonte de posicionar a capital mineira como um destino preparado para receber visitantes durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 e ampliar o legado turístico do torneio. Segundo a Embratur, a competição deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira e gerar aproximadamente 74 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.

Vila de Biribiri celebra 150 anos como berço preservado da indústria têxtil mineira

Berço preservado da indústria mineira, a Vila de Biribiri, localizada nos arredores de Diamantina, a 300 Km da capital mineira, comemora 150 anos em 2026.  A fábrica

funcionou no local entre 1876 e 1973. Fundada pelo bispo Dom João Antônio dos Santos e seus familiares, a fábrica produzia, em sua maioria, tecidos de algodão grosso, comercializados na região e também no Rio de Janeiro.

Mais do que um marco arquitetônico e turístico, Biribiri é reconhecida como um importante lugar de memória do trabalho. A antiga vila operária foi construída para abrigar os trabalhadores da fábrica e chegou a contar com moradias, armazém, escola, clube e a Capela do Sagrado Coração de Jesus. O conjunto arquitetônico e paisagístico foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) em 1994.

Segundo Rogério Mascarenhas, diretor da Estamparia S.A. e presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais (SIFTMG), a preservação da Vila de Biribiri é também a preservação de uma parte essencial da história econômica e social de Minas.

“A Vila do Biribiri é uma das poucas vilas fabris originais ainda conservadas no mundo e representa o início da industrialização em Minas Gerais. Antes da energia elétrica, a força motriz vinha da água, por meio de rodas hidráulicas, correias e polias que movimentavam as máquinas da fábrica. Em torno desse modelo produtivo, nasceram as vilas fabris, com casas e serviços para os trabalhadores. Preservar Biribiri é manter viva uma preciosidade histórica e lembrar como a indústria foi fundamental para gerar desenvolvimento, riqueza e oportunidades para a sociedade”, afirma Mascarenhas.

A história da Vila também revela a complexidade do início da industrialização no Estado. O maquinário utilizado na fábrica foi importado dos Estados Unidos e transportado até o sertão mineiro em uma longa operação logística, que envolveu mar, rios, trens, carros de boi e tropas. Pela localização distante do centro urbano, a construção da vila operária foi necessária para garantir moradia e estrutura aos trabalhadores.

A fábrica teve papel relevante na economia regional e, no auge de sua produção, contou com centenas de trabalhadores. Ao longo de sua trajetória, a presença feminina foi marcante nas atividades têxteis, especialmente nas funções de fiação e tecelagem. Após o encerramento das atividades industriais, em 1973, a Estamparia S.A. manteve a conservação do espaço, permitindo que Biribiri se consolidasse como referência histórica, cultural e turística.

Atualmente, a Vila de Biribiri é um dos principais atrativos de Diamantina. Localizada a cerca de 13 quilômetros do centro da cidade, dentro do Parque Estadual do Biribiri, recebe visitantes interessados em conhecer sua arquitetura preservada, a antiga fábrica, a capela, as casas históricas e as belezas naturais da região, como as cachoeiras da Sentinela e dos Cristais.

Atualmente a Vila Biribiri

Com a celebração, a Estamparia S.A. e o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais (SIFTMG) reforçam o compromisso com a preservação de um patrimônio que atravessa gerações e ajuda a contar a história da indústria em Minas Gerais. Como define o resumo histórico encaminhado aos convidados, os 150 anos da Vila representam “um resgate a uma história tão significativa”.

Summit Hotels anuncia novo empreendimento em Capitólio - o Mar de Minas


Capitólio é conhecida em fazer parte do Mar de Minas, com as águas da represa de Furnas. A Summit Hotels passa a contar com mais um empreendimento em seu portfólio no modelo de arrendamento com a chegada do Summit Capitólio Hotel, localizado em Minas Gerais, em um dos destinos turísticos mais visitados do estado.

A unidade está posicionada em frente ao Complexo Náutico de Capitólio, com vista para os píeres e embarcações, facilitando o acesso aos passeios pelo Lago de Furnas e aos principais atrativos da região.

Entre os diferenciais da unidade está o café da manhã, servido diariamente com toda a qualidade da rede Summit. Além disso, o hotel está na melhor localização de Capitólio, dentro do Condomínio Escarpas do Lago, com acesso exclusivo ao Clube Escarpas do Lago incluso no valor da diária.

Atrativos do destino - O Summit Capitólio Hotel também funciona como ponto de apoio para quem deseja conhecer os atrativos naturais que consolidaram Capitólio como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. Entre eles estão o Lago de Furnas, os passeios de lancha pelos cânions, a Trilha do Sol, o Parque Mirante dos Cânions, o Paraíso Perdido e diversas cachoeiras espalhadas pela região.

Entre os diferenciais da unidade está o café da manhã, servido diariamente com toda a qualidade da rede Summit. Além disso, o hotel está na melhor localização de Capitólio, dentro do Condomínio Escarpas do Lago, com acesso exclusivo ao Clube Escarpas do Lago incluso no valor da diária.

Atrativos do destino - O Summit Capitólio Hotel também funciona como ponto de apoio para quem deseja conhecer os atrativos naturais que consolidaram Capitólio como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. Entre eles estão o Lago de Furnas, os passeios de lancha pelos cânions, a Trilha do Sol, o Parque Mirante dos Cânions, o Paraíso Perdido e diversas cachoeiras espalhadas pela região.

O empreendimento está a aproximadamente 7 quilômetros da rodoviária de Capitólio e com fácil acesso a atrações como a Cachoeira do Lobo (28 km), Trilha do Sol (22 km) e Parque Paraíso Perdido (50 km).Com a nova unidade, a Summit Hotels amplia sua presença em destinos de lazer, fortalecendo a estratégia de oferecer hotéis em regiões com potencial turístico e estrutura para receber tanto viajantes em férias quanto grupos e eventos.

Mais informações: www.escarpas.tur.br

Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63   informações para sergio51moreira@bol.com.br