Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira
A 51ª edição da Campanha de Popularização do
Teatro & Dança já movimenta Belo Horizonte e começa oficialmente no dia 8
de janeiro, seguindo até 8 de fevereiro.
Considerado um
dos maiores eventos de artes cênicas do país, o projeto reúne dezenas de
espetáculos de teatro e dança, para públicos de todas as idades, com entradas
antecipadas vendidas a R$ 25,00.
A Campanha de
Popularização Teatro e Dança chega à 51ª edição com 198 espetáculos, em
77 espaços culturais de Belo Horizonte e Betim a preço popular (R$ 25), com
ingressos à venda no site vaaoteatromg.com.br e nos postos do Sindicato
dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), montados nos
shoppings Cidade, Pátio Savassi e Monte Carmo. A venda antecipada
permite que o público economize e se organize antes mesmo da abertura oficial
da campanha.
Veja todos os
espetáculos no
https://www.vaaoteatromg.com.br/cartaz/belo-horizonte. Compre os
ingressos por apenas R$ 25,00. Prestigie a cultura e a arte dos profissionais
que fazem a cultura do teatro .
Organizada pelo
Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc-MG), a
edição de 2026 aposta no fortalecimento da experiência presencial. A proposta,
segundo a organização, é reforçar o encontro direto entre artistas e plateia,
valorizando o teatro como vivência coletiva e ao vivo, sem abrir mão do uso da
tecnologia como aliada na divulgação e na venda de ingressos.
Além da compra
online, também será possível adquirir entradas nas bilheterias dos teatros, a
partir de duas horas antes de cada apresentação, enquanto houver
disponibilidade. Nas bilheterias, no entanto, os valores dos ingressos não são
promocionais.
Programação
diversa - A campanha reúne espetáculos de diferentes gêneros,
linguagens e formatos, incluindo montagens voltadas ao público adulto e
infantil, comédias, dramas e produções de dança contemporânea. O intuito é
democratizar o acesso às artes cênicas e ampliar o alcance da produção cultural
mineira e nacional.
Exposição do escultor Ricardo Carvão Levy abre a programação do Palácio das Artes
Se perguntarmos à
Inteligência Artificial qual a relação entre o carvão e o diamante, ela
responde: “carvão e diamante são feitos do mesmo elemento, o carbono, mas
formando substâncias completamente diferentes, devido à sua estrutura atômica.
“Tenho um carinho
especial pelo Palácio das Artes. Foi aqui que, após sete anos de trabalho
silencioso, realizei minha primeira exposição individual, em 1979, na então
Grande Galeria, hoje Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, apresentando
parte do ‘ciclo do couro’. Em 1998 fui convidado para inaugurar o espaço
aberto, como extensão das galerias, com a exposição Turismo, esculturas em aço;
onde agora, acontece Forma, Espaço e Matéria! Desde então, sigo criando,
diversificando materiais, técnicas e linguagens. Não cristalizar é uma norma
para mim - inclusive romper regras que eu mesmo estabeleci. A criação é meu
oxigênio: sem ela, algo essencial me falta”, revela Ricardo Carvão Levy.
A mostra ocupará
a Galeria Aberta Amilcar de Castro, com um estudo (1982) de 3m de altura -
reproduzindo sua obra mais famosa, a escultura, Monumento à Paz, com 24m de
altura e 92 toneladas, na Praça do Papa, em Belo Horizonte - em aço oxidado in
natura; a Série Cubismo, com oito esculturas, em aço oxidado in natura, corte,
dobra e solda, na parede externa e, no chão, a instalação O Último Suspiro da
Mata, 18 esculturas (1980-1990) em material descartado, aço oxidado in natura e
argila expandida. No Café do Palácio, ainda da Série Tubismo, duas esculturas
suspensas, em tela de aço e policromia. No Passeio Niemeyer, em frente ao
Parque Municipal, a Série Tubismo, sete esculturas, em filtro de poço
artesiano, material descartado na técnica de corte, deslocamento e solda. Por
fim, nos jardins internos, sempre da Série Cubismo, uma escultura em tela de
aço, alumínio, policromia e material descartado.
A exposição
“Forma, Espaço e Matéria” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas
Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação
Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como
mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak,
Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo
e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio.
O Palácio das
Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 50 equipamentos com as
mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com
o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Mineiro de coração — Ricardo Carvão Levy, nascido em Belém do
Pará, vive e trabalha, há mais de 60 anos, em Minas Gerais, sob o signo do
ferro e da geometria. À primeira vista, o artista seria mais um “filho” do
ferro de Minas e do férreo Amilcar de Castro, contudo, em análise tão simples
quanto apurada, percebe-se que sua formação sensível e autodidata é marcada por
sua natal paisagem amazônica, explorando a escala da floresta e dos rios,
concretizando sólido imaginário.
A semente de sua arte também tem raízes nas artes pré-colombianas da região, em especial nas tradições, marajoara e tapajônica, onde a mesma geometria une-se ao simbolismo de maneira integrada. Essa percepção se aprofunda posteriormente, na juventude, durante viagem ao México, quando a visita ao Museu Nacional de Antropologia provoca um novo e decisivo impacto, reafirmando a força dessas culturas como referência estrutural de seu pensamento visual.
Se perguntarmos à
Inteligência Natural - ou Emocional - sobre Forma, Espaço e Matéria!, ela
responde: as esculturas de Ricardo Carvão Levy são diamantes puros.
Horário de
visitação: terça a sábado de 9h30 às 21h, e domingo de 17h às 21h
Período
expositivo: 9 de janeiro a 1º de fevereiro
Locais:
Galeria Aberta Amilcar de Castro, Café do Palácio, Passeio Niemeyer e jardins
internos – Palácio das Artes
(Avenida Afonso
Pena, 1537, Centro)
Classificação
indicativa: Livre
Entrada
gratuita Informações para o público: https://fcs.mg.gov.br
FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação,
formação, produção e difusão da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis
Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas
Gerais (Secult).
Artes visuais, cinema,
dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos
onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio
das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza
Pinto, espaços geridos pela FCS.
A Instituição é
responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das
Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do
Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e
Tecnológica (Cefart).
A Fundação Clóvis
Salgado é responsável, ainda, pela gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem
parte o Palácio das Artes e a CâmeraSete, entre outros diversos equipamentos.
Em 2026, quando o
Palácio das Artes celebra 55 anos, a FCS amplia suas ações para todas as artes
e todos os públicos. A intenção é uma só: fortalecer e democratizar a atuação
desta que é a maior instituição cultural do gênero na América Latina. Palácio
das Artes 55 anos: ontem, hoje, sempre... A arte é o espaço do Encontro!
Cerveja com tradição de 130 anos produzida por padres no porão de igreja
Uma cervejaria
artesanal mantida há mais de 130 anos no porão de uma igreja católica em Juiz
de Fora conquistou medalha de ouro no Brazilian International Beer Awards
(Prêmio Internacional de Cerveja no Brasil, em tradução livre).
A premiada do
maior concurso de bebidas independentes da América Latina, “WeissBier” é
produzida pela Cervejaria Hofbauer, que funciona no subsolo da Igreja Nossa Senhora
da Glória.
A produção é
mantida por padres da Congregação Redentorista, que preservam métodos
tradicionais inspirados na cultura cervejeira europeia.
Segundo os
organizadores do concurso, a cerveja mineira se destacou entre mais de mil
rótulos inscritos, recebendo nota 97 de 100 em critérios como aroma, sabor e
equilíbrio.
Com o quarto
reconhecimento conquistado pela cervejaria em 2025, ano em que passou a
disputar competições, o prêmio colocou a Hofbauer como melhor do mundo na
categoria disputada.
A história e as características da cerveja centenária - A
história começa no fim do século XIX, quando missionários redentoristas
trouxeram ao Brasil a tradição monástica de produção de cerveja.
Desde então, a
fábrica funciona com as mesmas máquinas importadas da Holanda em 1907, mantendo
processos manuais e produções em pequena escala com lotes de apenas 350 litros,
apenas quatro vezes por ano.
A bebida
apresenta coloração amarelo-claro, teor alcoólico de 5,3% e aspecto
naturalmente turvo. No paladar, o fabricante descreve um conjunto equilibrado,
de corpo leve, baixo amargor e final suavemente cítrico.
"Ganhar uma
premiação aumenta a visibilidade da marca e reforça a credibilidade no meio
cervejeiro. Além disso, esses eventos permitem trocar experiências com
produtores de todo o mundo. Mesmo quem não é premiado aprende muito com o
feedback dos jurados", afirmou Taylor Bertoli, mestre cervejeiro e
responsável pela produção.
Como visitar a
cervejaria- As visitas à cervejaria ocorrem aos sábados por agendamento,
para grupos de até 30 pessoas, ao custo de R$65,00. Segundo a paróquia, os
recursos obtidos com a venda da cerveja são destinados a projetos sociais da
igreja.
A Hofbauer
oferece sete estilos de cerveja artesanal. O pacote inclui degustação de três
cervejas, pão e bolinho de cevada. https://www.instagram.com/cervejahofbauer/
Instâncias de Governança Regionais fazem convênio com governo
mineiro para projetos turísticos
Minas Gerais dá
um passo decisivo para consolidar e ampliar sua liderança no turismo
brasileiro. A assinatura do convênio entre a Federação das Instâncias de
Governança Regional do Turismo de Minas Gerais (Fecitur) e a Companhia de
Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), com a Secretaria de Estado
de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) como interveniente, marca o
início de um robusto ciclo de investimentos que vai impactar diretamente todas
as regiões turísticas do estado.
O acordo viabiliza
o repasse de R$ 100 mil para cada uma das 48 Instâncias de Governança Regionais
(IGRs), totalizando R$ 4,8 milhões destinados exclusivamente à estruturação,
fortalecimento e promoção do turismo regional. Mais do que um aporte
financeiro, o convênio inaugura uma agenda estratégica orientada por
diagnóstico técnico, planejamento territorial e execução de ações alinhadas às
realidades e vocações de cada região.
“O que estamos
colocando em prática é uma política pública estruturante, que chega na ponta e
respeita a diversidade dos territórios mineiros. Esse investimento garante mais
autonomia às IGRs e fortalece o modelo de regionalização do turismo, que é uma
referência nacional”, destaca a secretária da Secult-MG, Bárbara Botega.
Cada região poderá investir de forma estratégica, seja na
promoção do destino, na qualificação da gestão, na estruturação de produtos
turísticos ou em melhorias de infraestrutura, sempre com foco no
desenvolvimento sustentável”, completa a secretária.
Para a presidente da Fecitur, Teresa Lemos, o momento
representa uma conquista construída a muitas mãos. “Esse convênio é fruto de um
trabalho intenso de escuta, articulação e planejamento junto às IGRs e ao
Governo de Minas.
O recurso chega
para dar condições reais de atuação às instâncias regionais, fortalecendo o
turismo como vetor de desenvolvimento, geração de renda e oportunidades em
todas as regiões do estado”, afirma. “É um marco para a regionalização do
turismo em Minas Gerais”, celebra.
Ações concretas e
impacto direto nos territórios - A partir do repasse dos recursos, a
Fecitur executará o 1º Projeto de Estruturação e Fortalecimento das IGRs de
Minas Gerais, que prevê ao menos uma ação estruturante em cada instância
regional. As iniciativas estão organizadas em quatro grandes eixos: aquisição
de bens, promoção dos destinos, estrutura e capacitação, e infraestrutura
turística.
São exemplos de
ações que serão desenvolvidas a implantação de totens digitais interativos em
pontos estratégicos para divulgação de atrativos, roteiros e eventos; produção
de mapas turísticos personalizados, bancos regionais de imagens e vídeos e
plataformas digitais de promoção; e estruturação de roteiros turísticos
integrados e diversificação da oferta de experiências, dentre outros.
Além disso, o
convênio prevê a contratação de equipe técnica especializada em gestão de
projetos, assessoria jurídica, comunicação e contabilidade, assegurando
eficiência, transparência e ampla divulgação dos resultados à sociedade.
Integração e inteligência coletiva - Como
contrapartida não financeira, a Fecitur realizará, em junho de 2026, em Belo
Horizonte, o Encontro Estratégico das Instâncias de Governança Regional de
Minas Gerais.
O evento reunirá
representantes das 48 IGRs, gestores públicos, parceiros institucionais e
especialistas, com foco na troca de experiências, avaliação de resultados,
alinhamento de estratégias e construção de uma agenda integrada para o futuro
do turismo mineiro.
Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63 informações para sergio51moreira@bol.com.br




