Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista
Sérgio Moreira
Os números de 2026 consolidaram o
Carnaval como um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais.
O
recorde de público em Belo Horizonte impulsionou forte demanda por hospedagem,
ampliando o fluxo de hóspedes e o volume de reservas nos hotéis de lazer em
todas as regiões do estado, que operaram próximas da capacidade máxima.
Balanço da Associação Mineira de Hotéis de Lazer (AMIHLA) sobre o Carnaval aponta que o segmento registrou 97,16% de taxa média de ocupação, índice que reforça a consolidação da hotelaria de lazer como um dos principais vetores econômicos beneficiados pela festa no estado e com destaque no cenário nacional.
O
Carnaval movimentou hotéis em todo o estado, com destaque para os
empreendimentos em até 100 quilômetros de Belo Horizonte, que alcançaram 99,43%
de ocupação média, impulsionados pela programação intensa da capital.
As
reservas também se concentraram às vésperas da folia, consolidando a tendência
de decisões de última hora, influenciada pela melhora do clima após o período
chuvoso de janeiro.
Segundo
o presidente da AMIHLA, Alexandre Santos, o desempenho registrado no Carnaval
reforça o papel estratégico da hotelaria de lazer na absorção da demanda gerada
pela folia em todo o estado.
Para
ele, o impacto do evento ultrapassou a capital e se irradiou para cidades históricas
e para destinos de natureza e resorts distribuídos por diversas regiões
mineiras, ampliando o alcance econômico da festa. Além de evidenciar também a
maturidade do setor, que vem se estruturando para atender a perfis cada vez
mais diversos, desde foliões que conciliam a programação urbana com momentos de
descanso até famílias que buscam ambientes mais tranquilos para experiências de
descanso e bem-estar durante o período carnavalesco.
Turismo de proximidade liderou as
reservas - Com a consolidação do Carnaval como indutor de
fluxo turístico em Minas, a dinâmica de ocupação no Estado revelou movimentos
importantes no perfil da demanda e na geografia do desempenho hoteleiro.
A
pesquisa da AMIHLA mostrou que os empreendimentos hoteleiros localizados em um
raio de até 100 quilômetros de Belo Horizonte apresentaram o melhor resultado,
com 99,43% de ocupação média, variando entre 94,83% e 100%.
O
índice confirma a força do turismo de proximidade, impulsionado pela facilidade
de deslocamento rodoviário, menor custo logístico e pela preferência por
viagens mais curtas durante o feriado prolongado.
Já
os hotéis situados a mais de 100 quilômetros da capital também registraram
desempenho expressivo, com 94,25% de ocupação média, ainda que com maior variação
entre os estabelecimentos (70% a 100%). A diferença reflete características
regionais, acessibilidade e perfis distintos de oferta, mas mantém o cenário
geral de alta demanda em praticamente todo o estado.
Outro
fator relevante identificado pela entidade foi o comportamento do hóspede.
Segundo o presidente da AMIHLA, houve maior concentração de reservas próximas à
data do evento, consolidando a tendência de decisões de última hora.
O
movimento foi influenciado, em parte, pelo longo período chuvoso em janeiro e
pela melhora das condições climáticas às vésperas do Carnaval, com dias de
calor intenso que estimularam a escolha por destinos em Minas.
“O
crescimento do Carnaval de Belo Horizonte já era esperado, mas o que se
confirmou foi um movimento consistente de fortalecimento do turismo regional. A
festa na capital, nas grandes cidades e nos polos históricos impulsiona
diretamente os empreendimentos de lazer em Minas. É um ciclo virtuoso, que
amplia oportunidades e fortalece toda a cadeia do turismo”, destaca Santos.
Impacto para toda a cadeia do turismo
- Para a AMIHLA, os números de 2026 consolidaram o Carnaval como um dos
principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais. Afinal, a ocupação
elevada nos meios de hospedagem reflete diretamente na movimentação de toda
cadeia do setor, como restaurantes, comércio, transporte, serviços e atrativos
turísticos, ampliando a geração de emprego e renda em diferentes regiões do
estado.
“O
que vemos é um evento que ultrapassa a dimensão festiva e se consolida como
vetor econômico estruturante. O turismo de lazer, em especial, tem investido
continuamente na qualificação dos serviços e na diversificação da experiência
do hóspede, acompanhando o crescimento do Carnaval e fortalecendo a cadeia
produtiva do turismo mineiro”, afirma o presidente da entidade.
Para
ele, o desempenho de 2026 reforça não apenas a força do calendário festivo, mas
também a capacidade do estado de transformar grandes eventos em resultados
concretos para o desenvolvimento regional, ampliando competitividade e
consolidando Minas como destino turístico que é referência no cenário nacional.
informações https://amihla.com.br/
Carnaval movimenta R$ 5,83 bilhão em
Minas
A economia mineira foi bastante movimentada nos dias de carnaval com R$ 5,83 bilhões, alta de 10% em comparação com 2025. O resultado reflete o aumento da demanda nos setores de turismo, hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.
Em
todo o estado, o Carnaval da Liberdade atraiu 14,9 milhões de pessoas,
crescimento de 14,2% em relação ao ano passado, quando Minas Gerais recebeu
13,2 milhões de foliões. Os dados são do Observatório do Turismo de Minas
Gerais, ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).
Na capital, multidões ocuparam as avenidas Amazonas, Andradas e Brasil, que receberam apresentações de blocos carnavalescos dentro do projeto Via das Artes. Nos jardins do Palácio da Liberdade, o espaço Palácio do Samba, incentivado pelo governo de Minas, reuniu cerca de 1.500 pessoas por dia, com programação dedicada ao samba e apresentações de artistas mineiros.
Em
2025, os hotéis da capital alcançaram média de 76% de ocupação durante o
período carnavalesco. Já em 2026, a cidade atingiu um novo recorde, chegando a
83,5% de ocupação média.
O
crescimento foi especialmente percebido fora da região Centro-Sul, com forte
desempenho em regiões como Pampulha, Norte, Vila da Serra e Belvedere, além das
cidades da Região Metropolitana, como Contagem e Betim, que registraram cerca
de 75% de ocupação.
O
resultado mostra um turista mais atento a novas localizações e opções com
melhor custo-benefício. Em alguns dias, especialmente sábado e domingo, hotéis
da região Centro-Sul operaram próximos de 100% de ocupação, impulsionando a
demanda para empreendimentos em outras regiões da cidade.
No
interior, hotéis de lazer monitorados pela Associação Mineira de Hotéis e Lazer
alcançaram 97% de ocupação.
As
cidades históricas mineiras receberam mais de 376 mil visitantes durante o
período, crescimento de 7,5% em relação ao ano passado. Destinos ligados ao turismo
de natureza também registraram alta procura, como Capitólio, que recebeu mais
de 315 mil turistas.
O
fluxo de passageiros também aumentou. O Terminal Rodoviário Governador Israel
Pinheiro, em Belo Horizonte, registrou 152.258 viajantes, alta de 2,6% em
relação a 2025. No Aeroporto Internacional de Confins, o número de passageiros
em voos internacionais cresceu 18,5%.
Rotas transformam vocações territoriais
em produtos turísticos
Minas Gerais avança na consolidação de uma
política pública estruturante para o turismo.
A partir do Projeto Estratégico de
Diversificação da Oferta Turística – Novas Rotas Turísticas em Minas Gerais, o
Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo
(Secult-MG), em parceria com o Sebrae Minas, tem implementado uma iniciativa
inovadora que soma resultados expressivos no setor.
Entre 2023, ano de sua criação, e 2025, foram
lançadas 14 rotas turísticas, impactando 58 municípios, em nove mesorregiões do
estado, com a criação de 14 governanças, mais de 550 empresas atendidas, 143
experiências turísticas estruturadas e mais de 10 mil horas de consultoria
especializada. O impacto econômico também se fez sentir, com aumento médio de
22% no faturamento dos negócios participantes.
Rotas lançadas em 2024
Rota
das Artes (Metropolitana de Belo Horizonte)
Rota
Cafés do Sul de Minas (Sul e Sudoeste de Minas)
Rota
Café do Cerrado Mineiro (Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba)
Rota
de Cicloturismo Bahia–Minas (Jequitinhonha / Vale do Mucuri)
Rota
do Queijo do Serro (Metropolitana de Belo Horizonte)
Rota
Queijo, Café e Cachoeira (Canastra, Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)
Rotas
Experiências Canastreiras (Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)
Rota
Vulcânica (Sul e Sudoeste de Minas)
Rota
Caparaó Mineiro (Zona da Mata)
Rota
Caminho da Agonia (Sul e Sudoeste de Minas)
Rota
Caminhos Franciscanos (Vale do Mucuri / Vale do Rio Doce / Zona da Mata)
Rotas
do Cipó (Metropolitana de Belo Horizonte)
Cordilheira
do Espinhaço – Do Jequi ao Norte (Norte de Minas)
Destino
Peruaçu (Norte de Minas)
A
iniciativa surgiu de um olhar atento aos dados. Ao analisar a pesquisa de
demanda do Observatório do Turismo de Minas Gerais (2022), o turismo passa a
ser uma política de desenvolvimento, baseada em planejamento, dados e
valorização das nossas identidades.
Desde
o início, o projeto estabeleceu uma meta clara: estruturar 16 novas rotas
turísticas até 2026, cobrindo todas as regiões de Minas Gerais. O ano de 2023
marcou o início da fase piloto, com a implantação da Rota das Artes e das Rotas
do Café do Sul de Minas e do Café do Cerrado Mineiro, quando foram testados
modelos de governança, planejamento, qualificação e promoção.
Por
meio do programa Check-in Turismo, do Sebrae Minas, os pequenos negócios
receberam consultorias para a qualificação das experiências e fortalecimento da
governança, contribuindo para a estruturação dos destinos e o aumento da
competitividade dos pequenos negócios.
Já
no final de 2025, o Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística
alcançou um marco expressivo: 14 rotas estruturadas e lançadas, do total de 16
previstas até 2026.
As
duas rotas que faltam para alcançar o objetivo inicial já estão em fase de
planejamento e prototipagem, com lançamentos programados para este ano. E há
mais por vir: o sucesso da iniciativa ampliou horizontes.
Diante
dos resultados alcançados, tanto em impacto econômico quanto em fortalecimento
da governança regional, qualificação do trade e valorização dos territórios, a
Secult-MG e o Sebrae Minas estudam a ampliação do projeto com a incorporação de
mais seis novas rotas turísticas, expandindo ainda mais o alcance da política
pública e consolidando Minas Gerais como referência nacional em turismo de
experiências.
"O
Projeto Novas Rotas Turísticas deixa, assim, um legado: uma nova forma de
planejar o turismo em Minas Gerais, baseada na escuta dos territórios, na
valorização da mineiridade e na construção coletiva de experiências autênticas.
Um projeto que nasceu como resposta a um desafio e que, hoje, se projeta como política pública estruturante, viva e em permanente expansão", avalia a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.
Mais
do que criar roteiros, o projeto se consolidou como uma política pública de
desenvolvimento territorial. Cada rota passou a contar com um plano de trabalho
exclusivo, elaborado a partir da leitura do território, envolvendo ações de
fortalecimento da governança, desenho de experiências, criação de identidade e
marca, capacitação do empresariado local, promoção e apoio à comercialização.
As
Novas Rotas Turísticas significam um avanço estratégico para o turismo em todo
o estado e amplia o protagonismo dos pequenos negócios dessa cadeia, ao
promover a diversificação dos produtos, valorizar identidades locais, além de
criar experiências válidas e autênticas para os visitantes. É uma iniciativa
que gera renda, amplia a competitividade e conecta cultura e empreendedorismo
no estado.
A artista plástica Joanna Scharlé mostra
sua arte no Palazzo Torquetti
Joanna Scharlé é hoje um dos nomes reconhecidos
internacionalmente no mercado da arte. De ascendência luxemburguesa, frequentou
escolas europeias que priorizam formação artística - como Felsted, na
Inglaterra; e Lausanne, na Suíça.
No Brasil, aperfeiçoou suas técnicas com Solange
Botelho, discípula de Guignard, desenvolvendo habilidades em sombreamento e
composição. Pós-graduada pela Escola Guignard, construiu uma linguagem visual
própria.
A artista plástica brasileira e luxemburguesa
Joanna Scharlé, conhecida no meio artístico como Scharlé, levou a sua
criatividade artística em diversas exposições em museus, espaços culturais no
Brasil e exterior.
Exposição de
Joanna Scharlé no Palazzo Torquetti
Hotel celebra o encontro entre cultura e turismo em
Belo Horizonte e destaca a força da arte mineira. A mostra integra a
crescente movimentação cultural que vem fortalecendo o turismo em Belo
Horizonte e em todo o Estado de Minas Gerais, ampliando o diálogo entre
visitantes, moradores e a produção artística
local.
O Palazzo Torquetti transforma-se, com a exposição , em um ponto de encontro entre as artes plásticas e a hospitalidade mineira. A iniciativa reforça a vocação de Belo Horizonte — e de Minas Gerais como um todo - como destinos que valorizam experiências culturais autênticas, capazes de enriquecer o olhar de quem visita a região.
Scharlé possui uma trajetória internacional marcada por estudos na Inglaterra, Suíça e Estados Unidos, além de pós-graduação em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard. Desde jovem, transitou por diversas linguagens - teatro, fotografia, canto, desenho, aquarela, escultura e pintura — construindo um repertório expressivo e plural.
A produção de Joanna reúne obras em óleo, acrílica,
nanquim e escultura, sempre guiadas por uma investigação profunda das emoções
humanas. Rostos distorcidos, olhares intensos e composições fragmentadas
revelam uma poética marcada por influências do expressionismo, cubismo e
surrealismo
Entre suas referências, destacam-se Guignard,
Picasso, Georges Braque e Murilo Rubião, que dialogam com sua busca por
traduzir a complexidade do sentir.
Ao ocupar um espaço hoteleiro que recebe visitantes
do Brasil e do mundo, a exposição contribui para a construção de uma
experiência turística mais rica e sensível. Cada obra de arte convida o público
- turistas e moradores - a refletir sobre o impacto emocional que as artes plásticas
exercem em nós, fortalecendo a imagem de Minas Gerais como território criativo,
acolhedor e culturalmente vibrante.
Scharlé com o gerente geral do Palazzo
Torquetti, Sady Viana. O hotel está na avenida Rala Gabaglia 3700, em Belo
Horizonte.
Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista
Sérgio Moreira @sergiomoreira63
informações para sergio51moreira@bol.com.br
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