PEJ se consolidou como um dos principais pontos turísticos do estado e como relevante área de preservação da biodiversidade e da cultura regional
O evento contou com participação de moradores e servidores do Naturatins - Naturatins/ Governo do Tocantins
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins)
promoveu, nesta segunda-feira, 12, a comemoração dos 25 anos do Parque Estadual
do Jalapão (PEJ). O evento, que ocorreu na Comunidade Quilombola Mumbuca, no
município de Mateiros, contou com bolo de aniversário e apresentação cultural,
em uma iniciativa organizada pelo órgão e pelos moradores.
Criado pela Lei Estadual nº 1.203/2001 e gerido
pelo Naturatins, o PEJ se consolidou como um dos principais pontos turísticos
do estado e como relevante área de preservação da biodiversidade e da cultura
regional. Para a diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, Perla Ribeiro,
ao longo de sua história, o Parque foi essencial para garantir a manutenção dos
valores ambientais e culturais no longo prazo.
“Os 25 anos do Parque Estadual do Jalapão
consolidam a Unidade como um instrumento estratégico para a conservação do
Cerrado, assegurando a proteção da biodiversidade, das nascentes e dos
ecossistemas associados. O PEJ também tem contribuído para a valorização do
patrimônio cultural e dos modos de vida tradicionais, integrando a conservação
ambiental ao ordenamento do uso público e ao turismo sustentável”, explica
Perla Ribeiro.
A supervisora do Parque, Rejane Ferreira, destacou
que a ideia de realizar a celebração no Mumbuca partiu da própria comunidade,
reflexo do trabalho bem-sucedido desenvolvido ao longo desses anos. “O convite
para celebrarmos juntos demonstra um sentimento de pertencimento e orgulho em relação
à Unidade de Conservação (UC). Além disso, a comunidade trabalha com turismo de
base comunitária, o que fortalece ainda mais sua relação com o Parque”,
afirmou.
A presidente da Associação dos Artesãos
Extrativistas da Comunidade Mumbuca, Eloides Tavares, ressaltou que a gestão do
PEJ construiu, ao longo desse período, um modelo exemplar de diálogo com as
populações tradicionais. “Construiu-se uma relação que entende que a
preservação ambiental só é efetiva quando caminha junto com o diálogo social. Um
fruto concreto dessa união é a implementação do Manejo Integrado do Fogo (MIF),
que fazendo a junção do saber ancestral aos conhecimentos técnicos da
instituição, conseguimos proteger a biodiversidade do Cerrado”, explicou.
Vinicius Venâncio/ Governo do Tocantins

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