Coluna Minas Turismo Gerais jornalista
Sérgio Moreira
Ô abre alas que quero
passar..., Allah-la-ô, ô-ô-ô, ô-ô-ô. Mas que calor, ô-ô-ô, ô-ô-ô..., O
dia já vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora. Ai, ai, ai, ai, ai, ai ...
https://www.minasgerais.com.br/pt/eventos
Minas
Gerais está preparada para o carnaval, a maior festa popular do mundo. Os
municípios organizando para receber os foliões, turistas para os dias da festa
momesca. A programação descentralizada, com presença em cerca de 450
municípios e experiências que conectam cultura, turismo e identidade, o
Carnaval da Liberdade 2026 reafirma Minas Gerais como um dos maiores e mais
diversos destinos carnavalescos do país.
A iniciativa do Governo de Minas se consolida
como uma política pública estruturante que integra a folia da capital Belo
Horizonte ao interior, valoriza as identidades locais e amplia o acesso à
cultura em todo o estado.
O evento chega a 2026 após uma trajetória
consistente de crescimento desde a sua criação, em 2023, quando marcou a
retomada do pós-pandemia e estabeleceu as bases da descentralização, da
valorização cultural e da integração com o turismo.
"O
Carnaval da Liberdade é a expressão da diversidade cultural e territorial de
Minas Gerais. Estamos falando de uma política pública que valoriza as tradições
locais, movimenta a economia, gera trabalho e renda e, ao mesmo tempo,
fortalece o sentimento de pertencimento dos mineiros", afirmou a
secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), Bárbara
Botega.
Para
este ano, a expectativa é de 14,9 milhões de foliões em Minas, superior aos
13,2 milhões que participaram das festividades no estado em 2025. Com um
impacto econômico de aproximadamente R$ 5,75 bilhões e ocupação hoteleira que
pode chegar a 95%, o Carnaval se reafirma como um dos principais motores da
economia criativa e do turismo em Minas Gerais.
Em
2026, o Carnaval da Liberdade está ainda mais estruturado, diverso e inclusivo,
combinando grandes programações urbanas, festas tradicionais, manifestações
culturais regionais e opções voltadas ao descanso, à natureza e à
espiritualidade.
A
proposta reforça o conceito que orienta a campanha de 2026: "Fica mais um
cadin! Em Minas, a folia não tem pressa", convidando mineiros e visitantes
a viverem o Carnaval de forma ampliada, explorando diferentes territórios e
experiências.
"Damos
mais um passo importante ao integrar ainda mais cultura e turismo, mostrando
que Minas é um destino completo para quem quer viver a folia, mas também para
quem busca descanso, natureza e espiritualidade", ressaltou a secretária
Bárbara Botega.
BH
Capital do Carnaval - Em Belo Horizonte, o Carnaval da
Liberdade 2026 apresenta uma programação robusta e inédita, com investimentos
recordes em infraestrutura e fomento cultural. O Edital Carnaval da Liberdade
Cemig 2026 destinou R$ 12 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura,
quase 200% a mais do que em 2023 e acima do valor aportado em 2025,
fortalecendo blocos, artistas e iniciativas culturais na capital e no interior.
A
cidade volta a contar com avenidas sonorizadas, garantindo qualidade técnica,
valorização dos artistas e mais conforto para o público. A Via das Artes,
consolidada como um dos principais eixos do Carnaval belo-horizontino, reúne 23
blocos confirmados, além de intervenções artísticas que dialogam com música,
cultura urbana, artes visuais e tecnologia.
Entre
os dias 14 e 17 de fevereiro, as avenidas Brasil, Andradas e Amazonas recebem
uma programação organizada por horários, com grandes nomes e blocos
consagrados, como Eduardo & Mônica, Beiço do Wando, Bloco da Esquina,
Baianas Ozadas, Bartucada, Filhos de Oyá, Angola Janga, Baianeiros e Bloco dos
Gêmeos, com participação de Luísa Sonza, entre outros.
Outra
novidade de 2026 é o Samba nas Andradas, programação inédita na madrugada da Quarta-feira
de Cinzas (18 de fevereiro), às 3h, com show de Rodriguinho.
"No
Carnaval, nossa atuação abrange todos os eixos da cultura e da indústria
criativa, sempre com o compromisso de valorizar os artistas mineiros e ampliar
o acesso da população às manifestações culturais. Buscamos apoiar o Carnaval
não apenas no período da festa, mas ao longo de todo o ano, com ações que dão
sustentabilidade e fortalecem a cadeia cultural e econômica que torna essa
celebração possível", completou Hannah Drumond.
Circuito
Liberdade e programação cultural ampliada- A
agenda cultural também se estende aos equipamentos do Circuito Liberdade,
fortalecendo a transversalidade entre cultura e turismo.
O
Palácio das Artes recebe o Palco Aberto (nos dias 5, 6 e 8 fevereiro), o tradicional
Baile dos Artistas (7 de fevereiro), a Mostra Especial de Carnaval no Cine
Humberto Mauro (10 a 12/2) e a abertura oficial do Carnaval da Liberdade, com o
Concerto Sinfônica Pop em homenagem a Clara Nunes e Ary Barroso (12 e 13
fevereiro). O Palácio do Samba, no Palácio da Liberdade, retorna entre os dias
13 e 17 de fevereiro, celebrando a memória, a tradição e a força do samba
mineiro.
As
vias sonorizas e a programação da Via das Artes, que abrange as atrações de
pré-Carnaval e o Palácio do Samba, contam com o investimento de R$ 13,4
milhões.
Carnaval
que conecta territórios - Mais do que um grande evento
na capital, o Carnaval da Liberdade é uma política pública que conecta Minas
Gerais de ponta a ponta. Cidades como Bonfim, Matozinhos, Lagoa da Prata,
Prados, Jequeri, Três Marias e Minas Novas estão com programação cadastrada no
Portal Minas Gerais, além de destinos históricos tradicionalmente associados à
folia, como Ouro Preto, Tiradentes, São João del-Rei, Diamantina e
Sabará.
Paralelamente,
o Carnaval da Tranquilidade amplia as possibilidades para quem busca descanso,
natureza e espiritualidade durante o feriado. Destinos como Baependi, Santo
Antônio do Itambé, Caxambu, Araxá, São Lourenço, Carrancas, São Thomé das
Letras, Capitólio e Monte Verde, além de regiões de parques e serras como
Canastra, Peruaçu, Serra do Cipó e Ibitipoca, reforçam Minas como um estado
plural, capaz de oferecer múltiplas experiências no mesmo período.
"Nós
estamos prontos para receber o Carnaval de 2026 e transformá-lo no melhor do
Brasil. Aqui é o Carnaval da Liberdade, para cada um fazer o que quiser, seja
brincar, se divertir ou aproveitar a tranquilidade e o descanso", destacou
a secretária de Estado Adjunta de Comunicação Social de Minas Gerais (Secom),
Cássia Ximenes.
Fotos:
Cristiano Machado
"A
Cemig tem orgulho de ser uma das principais impulsionadoras da política
cultural de Minas Gerais, contribuindo para fortalecer a identidade, a
diversidade e a produção artística do estado", apontou a gerente de
Comunicação da companhia, Hannah Drumond.
Outra
novidade de 2026 é o Samba nas Andradas, programação inédita na madrugada da
Quarta-feira de Cinzas (18 de fevereiro), às 3h, com show de Rodriguinho.
"No
Carnaval, nossa atuação abrange todos os eixos da cultura e da indústria
criativa, sempre com o compromisso de valorizar os artistas mineiros e ampliar
o acesso da população às manifestações culturais. Buscamos apoiar o Carnaval
não apenas no período da festa, mas ao longo de todo o ano, com ações que dão
sustentabilidade e fortalecem a cadeia cultural e econômica que torna essa
celebração possível", completou Hannah Drumond.
Carnaval em BH movimenta R$ 1 bilhão
O
carnaval de Belo Horizonte vai acontecer do dia 31 de janeiro a 22 de
fevereiro, são esperados mais de 6 milhões de pessoas na folia momesca pelas
ruas da cidade, a previsão é de movimentação de R$1 bilhão e geração de
20 mil empregos diretos e indiretos. As reservas dos hotéis mostram a
procura de turistas para participar da maior festa do mundo na capital
mineira, com relação aos hotéis, no ano passado, nesta mesma época,
a procura era de 55% dos hotéis ocupados. Já está em 75% de taxa de ocupação
até o dia 29 de janeiro.
O
carnaval começa no sábado dia 31, com os blocos de ruas em diversas regiões da
cidade, que terá a programação com mais de 600 desfiles, reunindo blocos
tradicionais que marcaram o processo de retomada e consolidação do Carnaval de
BH, além de atrações e artistas de renome nacional, reforçando a pluralidade
musical e cultural da festa.
A
expectativa é que, ao longo de todo o período oficial, mais de 6 milhões de
foliões participem das celebrações. O evento deverá gerar um impacto econômico
estimado em R$ 1 bilhão para a cidade, além da criação de mais de 20 mil postos
de trabalho diretos e indiretos, fortalecendo a economia local e consolidando
Belo Horizonte como um dos principais destinos carnavalescos do Brasil. A
programação completa pode ser conferida no Portal Belo Horizonte https://portalbelohorizonte.com.br/carnaval/2026/programacaogeral
O
presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, ressaltou a importância da estrutura
planejada para proporcionar uma festa que se consolida a cada edição. "O
Carnaval da capital é hoje um ativo cultural estratégico e um importante vetor
de desenvolvimento econômico, com impacto direto na geração de trabalho e
renda.
Para
garantir uma experiência positiva para moradores, visitantes, atores da folia,
profissionais e toda cadeia produtiva da cidade, a Prefeitura atua de forma
articulada com cerca de 30 órgãos municipais, além de parceiros estaduais e da
iniciativa privada, assegurando um Carnaval marcado pela segurança, pela
diversidade, pelo respeito e pela ocupação democrática da cidade”, diz.
A
programação reúne os tradicionais blocos de rua, incluindo alguns de grande
porte, reconhecidos nacionalmente e responsáveis por arrastar multidões, além
dos bloquinhos de bairro, que valorizam a identidade local, com diversidade de
ritmos e estilos para todos os públicos, contemplando foliões das dez regionais
da cidade e fortalecendo a descentralização da festa.
Corte Momesca: Rainha Tamara Carvalho;
Rei Momo Wallace Guedese Princesa: Laís Lima.
Para
este ano, o Carnaval de Belo Horizonte contará também com a participação de
artistas de projeção nacional, ampliando ainda mais o alcance e a diversidade
da programação musical. Já estão confirmadas as apresentações dos cantores
Xamã, Zé Felipe, Michel Teló e Nattan, além da artista Luísa Sonza e da
consagrada Banda Eva.
O
Carnaval de Belo Horizonte novamente oferecerá ao público os tradicionais
desfiles em passarela das escolas de samba e dos blocos caricatos da cidade,
manifestações culturais que fazem parte da história e da identidade
carnavalesca belo-horizontina desde meados do século passado. As apresentações
acontecem nos dias 16 e 17 de fevereiro, na Avenida dos Andradas, reafirmando o
compromisso da cidade com a valorização de suas tradições e da cultura popular
Para
dar mais conforto aos foliões, a prefeitura vai instalar 123 pontos
fixos com banheiros em diferentes regiões da cidade para atender aos foliões
durante o feriado de Carnaval, entre os dias 13 e 17 de fevereiro, um aumento
de quase 20% em relação à última edição. As cabines sanitárias estarão
distribuídas nos bairros Cruzeiro, Buritis, Barro Preto, Pompéia, Santa Tereza,
Floresta, São Luiz, Santa Amélia, Centro e Savassi.
Somando
as estruturas fixas, que funcionam exclusivamente durante o feriado, e as
cabines volantes, que acompanham a programação de todos os blocos de rua da
cidade, serão disponibilizadas 15.438 diárias de banheiros químicos para os
foliões.
Considerado
o carnaval mais seguro do Brasil, os diversos órgãos da OBH vão atuar de
forma integrada. O acompanhamento dos eventos do Carnaval será feito pelo
Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH) de forma
ininterrupta durante os 23 dias de folia. Equipes em plantão presencial e
virtual vão garantir o monitoramento da cidade por meio das mais de 5 mil
câmeras espalhadas pela cidade. Serão mais de 500 profissionais atuando 24
horas por dia, além de 280 equipes distribuídas em 203 vans volantes, compostas
por guardas civis municipais, fiscais e auxiliares de fiscalização.
Os
foliões preparam as fantasias criativas, os blocos de ruas, escolas de samba e
blocos caricatos já nos ajuste s finais para os 23 dias de folia.
Oficinas gratuitas no Palácio das Artes
O Palácio das Artes se tornará um território livre para a criatividade de crianças, jovens e adultos nos dias 3 a 6 de fevereiro (terça a sexta-feira), sempre às 14h.
A Fundação Clóvis Salgado vai promover 4 oficinas gratuitas, que combinam visitas e passeios pelos espaços e práticas artísticas manuais, inspiradas nas exposições “Bonecos Giramundo” e “Ecosofias”, atualmente em cartaz na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard – no Palácio das Artes – e na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, respectivamente.
As oficinas acontecem na PQNA Galeria Pedro Moraleida e nos
espaços expositivos da CâmeraSete. Para se inscrever, é necessário preencher um
formulário. Cada atividade tem 15 vagas disponíveis.
A
coordenadora do Programa Educativo e de Mediação Cultural da Fundação Clóvis
Salgado, Dulcilene Fonseca, destaca que, para fevereiro, a ideia foi concentrar
as atividades na primeira semana do mês em função do pré-Carnaval, e que, por
isso, o público terá um período intensivo de ações. “As atividades são
conduzidas por educadores e artistas-mediadores e foram pensadas para
diferentes idades e interesses, valorizando o diálogo, a experimentação e o
contato direto com os processos criativos".
A
programação convida o público a vivenciar a arte de forma sensível, criativa e
participativa. Por meio de oficinas e experiências educativas gratuitas, os
participantes são chamados a explorar exposições, técnicas artísticas,
histórias, sons e imagens, em encontros que estimulam a imaginação, a escuta, a
troca e a criação coletiva. Não é necessário ter experiência prévia, basta
curiosidade e vontade de participar!”, ressalta Dulcilene.
A
“Programação Educativa de fevereiro” é realizada pelo Ministério da Cultura,
Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas
Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm
a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo
Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal,
Patrocínio da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio.
O
Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60
equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em
transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de
Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo
brasileiro.
Aprendizado
e diversão para toda a família – A programação começa no dia 3 de fevereiro,
com a oficina “Cabeça de Dragão: entre dobras, escamas e histórias”, conduzida
pelas mediadoras Lorena Marinho e Cecília Ferreira. A atividade acontece na
PQNA Galeria Pedro Moraleida, e propõe um mergulho no universo fantástico dos
dragões presentes na exposição “Bonecos Giramundo”. A partir da observação das
obras em cartaz, as crianças são estimuladas a exercitar a imaginação, criar
personagens e desenvolver narrativas próprias. O percurso começa com uma visita
investigativa à galeria, seguida por um ateliê de criação no qual cada
participante constrói e personaliza a cabeça de seu próprio dragão de papel,
dando forma, nome e história à criatura inventada.
Já
na quarta-feira, dia 4 de fevereiro, a arte-educadora Brenda Marques ministra a
oficina “Ecos de Luz: Oficina de Experimentação em Cianotipia”, na CâmeraSete.
A atividade convida o público a experimentar a técnica da cianotipia como
prática artística e sensível, em diálogo com a exposição “Ecosofias”. A oficina
propõe reflexões sobre arte, natureza e ecologia a partir da observação do
território, do caminhar pelo Parque Municipal Américo Renné Giannetti e da
criação de fotogramas com elementos naturais. Destinada a adultos, jovens e
crianças a partir de 6 anos, a atividade integra processos manuais, percepção
ambiental e partilha coletiva, conectando luz, matéria e pensamento ecológico.
No
dia 5, quinta-feira, acontece a atividade “Traços que Criam Mundos – Oficina de
criação de figurinos”, com a mediação de Alexia Nacif, na PQNA Galeria Pedro
Moraleida. Os participantes serão introduzidos aos fundamentos da criação de
figurinos para as artes cênicas, a partir do universo visual e narrativo do
Grupo Giramundo. Inspirado pelos bonecos, personagens e estéticas do acervo, o público
desenvolverá croquis autorais, explorando formas, volumes, cores e movimentos.
A
atividade inclui ainda visita à exposição, demonstração técnica e prática
orientada, culminando em uma troca coletiva com base nos processos criativos do
Giramundo.
E
por fim, fechando a programação no dia 6 de fevereiro, a oficina “Desenho Vivo:
criação de imagens a partir de experimentações sonoras”, com o arte-educador
Erik Batista, traz ao Palácio das Artes uma experiência artística que integra
artes visuais e paisagem sonora, convidando os participantes a transformar o
som em imagem. Por meio de escuta ativa, improvisação sonora ao vivo e criação
visual, a atividade incentiva a produção de desenhos e colagens a partir de
estímulos sonoros. Adaptável a ambientes abertos ou fechados, a oficina promove
uma vivência sensorial que explora a relação entre som, gesto e abstração
visual.
Horário:
Sempre às 14h
Palácio
das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte) e CâmeraSete –
Casa da Fotografia de Minas Gerais (Avenida Afonso Pena, 737- Belo Horizonte)
Classificação
indicativa: Livre
Fotos: Paulo Lacerda e Acervo
Fundação Clóvis Salgado
A
Fundação Clóvis Salgado é uma missão de fomentar a criação, a formação, a
produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis
Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas
Gerais (Secult).
Artes
visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação
desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete
– Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação
também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de
Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes —
além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao
celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as
artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização
cultural.
Parque das Mangabeiras poderá receber
Título da Unesco
Localizado
ao pé da Serra do Curral, patrimônio cultural de Belo Horizonte, o Parque
das Mangabeiras, projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx, conserva em sua
área de 2,4 milhões de m2, 59 nascentes do Córrego da Serra, que integra a
Bacia do Rio São Francisco. A uma altitude de 1.000 a 1.300 metros, o
clima é ameno. Lugar para descanso, lazer e esportes, o Parque das Mangabeiras
recebe cerca de 50 mil pessoas por mês.
Os visitantes
podem usufruir de recantos naturais, quadras de peteca, tênis e poliesportivas,
pista de skate, brinquedos e atividades culturais. No Parque das Mangabeiras, o
contato com a vegetação nativa é um dos principais atrativos, sendo
representada por áreas de Cerrado e de Mata Atlântica.
O
Cerrado ocupa as áreas de maior altitude do parque, onde os solos são mais
rasos e com baixa disponibilidade de nutrientes. Árvores como o barbatimão, a
candeia, a caviúna, a guabiroba, o murici e o pau-santo são comuns nas áreas de
Cerrado. A Mata Atlântica está presente nos fundos de vale e encostas
adjacentes, onde os solos são mais profundos e ricos em nutrientes.
Dentre
as árvores típicas deste ambiente podem ser citadas a copaíba, o guanandi o
jacarandá, ojequitibá, o pau-jacaré e a quaresmeira. A fauna do Parque das
Mangabeiras é bastante diversificada. Merece destaque o grupo das aves, com
mais de 160 espécies registradas, dentre elas o jacu e a saracura, facilmente
observados no parque. Com relação aos mamíferos, cerca de 30 espécies já foram
registradas, dentre estas o quati, o mico-estrela, o caxinguelê (esquilo), o
ouriço-cacheiro e o tatu-galinha.
O
Parque das Mangabeiras pode ser reconhecido como o 1º geoparque em uma capital
brasileira pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura (Unesco). Conforme a própria entidade, um geoparque é um território “de
limites bem definidos com uma área suficientemente grande para servir de apoio
ao desenvolvimento socioeconômico local.
Apresentada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e pelo Instituto Espinhaço na primeira quinzena desse mês , na sede da ONU em Paris, na França, a candidatura é vista por especialistas como mais uma camada de proteção à serra da Curral, que há anos é cobiçada tanto por mineradoras como pelo mercado imobiliário. O monumento natural é considerado o “início” da Cordilheira do Espinhaço, que se estende de Minas e até o Norte da Bahia, tendo 1,2 mil quilômetros de extensão e atravessando 172 municípios mineiros. A cadeia de montanhas é reconhecida há 20 anos pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Agora,
o município e o instituto trabalham na apresentação da proposta formal, que
deve ser finalizada ainda no primeiro semestre. Já a resposta definitiva da
Unesco é aguardada ainda em 2026.
Além
da candidatura do Parque das Mangabeiras, no encontro em Paris, também foram
apresentados projetos estratégicos voltados ao desenvolvimento sustentável de
Belo Horizonte.
A
preservação e valorização da lagoa da Pampulha e a criação de um cinturão verde
para a capital e a Região Metropolitana.
Quem
esteve em Paris apresentando as propostas foi o secretário municipal de Meio
Ambiente, João Paulo Menna Barreto, designado pelo prefeito Álvaro Damião para
apresentar iniciativas e projetos voltados à recuperação ambiental e climática,
além de promover troca de experiências e conhecer soluções aplicadas em outros
contextos internacionais”.
O
secretário realizou reuniões na sede da Unesco e na Embaixada do Brasil em
Paris, com encaminhamentos voltados à integração das iniciativas às agendas
internacionais, fortalecimento institucional dos projetos e ampliação de
possibilidades de cooperação técnica, parcerias estratégicas e captação de
investimentos.
Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira informações para a coluna enviar para sergio51moreira@bol.com.br
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