O trabalho que Palmas merece

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Prefeitura de Paraíso do Tocantins convida população para a tradicional Folia de Reis no Teatro Cora Coralina

A Prefeitura de Paraíso do Tocantins realiza, na próxima terça-feira, dia 13 de janeiro, a tradicional Folia de Reis, evento que marca oficialmente a abertura do calendário turístico e cultural do município.

A programação acontece a partir das 19h30, no Palácio da Cultura Cora Coralina, com entrada gratuita e aberta à população de Paraíso e da região.

Organizada pela Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Cultura, a celebração reúne fé, música e manifestações artísticas que integram o patrimônio imaterial do município. A recepção dos foliões no espaço cultural simboliza o encerramento do giro tradicional realizado entre os dias 2 e 6 de janeiro, período em que os grupos percorrem fazendas e comunidades levando cantorias, orações e mensagens religiosas.

O público poderá acompanhar apresentações do grupo de foliões Seguidores de Cristo, considerado o mais antigo do município, com mais de 50 anos de existência. O grupo é liderado pelos senhores Natalino, Osvaldo, Iray, Jonas, Valdez e Lindolfo, personagens reconhecidos pela dedicação à preservação da tradição.

A programação da noite também inclui a encenação do Presépio Vivo, apresentada pelo grupo Junina Tradição da Serra, que por meio da dança e da atuação teatral retrata o nascimento de Jesus e a visita dos Reis Magos. Ministérios e grupos religiosos locais também participarão com momentos de louvor e músicas de caráter religioso. Ao final das apresentações, será servido um delicioso jantar.

A Folia de Reis é uma das expressões culturais mais antigas de Paraíso do Tocantins, mantida há mais de cinco décadas. A manifestação relembra a visita dos três Reis Magos, Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, ao menino Jesus, celebrando a Epifania do Senhor por meio de rituais que envolvem música, rezas, bandeiras, instrumentos típicos e vestimentas tradicionais.

A secretária municipal de Turismo, Lazer e Cultura, Patrícia Nascimento, destaca que a recepção dos foliões é um dos momentos mais simbólicos do calendário cultural. Em convite à população, ela ressaltou que a Folia de Reis representa um dos principais símbolos da tradição cultural brasileira, unindo fé, música e identidade popular, além de transformar o Palácio da Cultura em um espaço de celebração e acolhimento. “É um momento que transforma a comunidade e transforma o nosso Palácio da Cultura em um espaço de celebração e acolhimento”, afirmou a chefe da pasta.

A tradição

A origem da Folia de Reis em Paraíso remonta a 1975, a partir de uma promessa feita por Antônio do Belchior, que deu início à devoção a Santos Reis na região. Desde então, a tradição passou a integrar o calendário cultural do município, mantendo rituais históricos como a saída, os pousos, o café da manhã e a entrega, sempre acompanhados de cantorias e rezas.

Mantida ao longo das gerações com o apoio da comunidade, das paróquias locais e do poder público, a Folia de Reis segue como uma das principais expressões culturais de Paraíso do Tocantins. A ação consolida o papel do evento no resgate e na manutenção da cultura popular tradicional, além de contribuir para a valorização do patrimônio imaterial e para o fortalecimento da economia local. 

Vitória Luna/Ascom Paraíso do Tocantis

domingo, 11 de janeiro de 2026

Praias permanentes são alternativa de lazer nas férias de janeiro no Tocantins

Com estrutura fixa e condições naturais de uso contínuo, as praias permanentes fortalecem o turismo e o lazer ao longo de todo o ano no estado 

Praia do Segredo. Foto – Prefeitura de Lajeado/TO

O período de férias escolares e de recesso para muitas famílias favorece a busca por opções de lazer, descanso e contato com a natureza, especialmente nas praias de rio, que se consolidam como importantes atrativos turísticos do Tocantins.

A secretária de Turismo, Ana Maria Monteiro de Castro, destaca que as praias representam um dos principais produtos turísticos do estado e têm papel estratégico também fora da temporada. “As praias do Tocantins são espaços de lazer, convivência e valorização dos nossos recursos naturais. Mesmo fora da temporada, as praias permanentes oferecem estrutura, segurança e serviços que permitem seu aproveitamento ao longo de todo o ano, especialmente no período de férias de janeiro”, salienta a secretária.

Praias impulsionam turismo durante as férias

A temporada de praias do Tocantins, tradicionalmente realizada no mês de julho, é um produto turístico consolidado, com forte adesão popular e investimentos do Governo do Tocantins na estruturação das praias temporárias, na promoção dos destinos e na articulação com os municípios para garantir organização, segurança e programação cultural e esportiva.

Durante o mês de janeiro, no entanto, o destaque fica para as praias permanentes, que possuem estrutura fixa e condições naturais para uso contínuo ao longo do ano, tornando-se uma alternativa relevante para moradores e visitantes durante o período de férias.

Entre as praias permanentes que se destacam estão a Praia de Porto Real, em Porto Nacional; em Palmas, a Praia da Graciosa, a Praia do Caju, a Praia das Arnos e a Praia do Prata; e a Praia do Segredo, em Lajeado. Esses espaços contam com acesso facilitado, áreas de lazer, serviços e uma dinâmica turística consolidada, atendendo tanto a população local quanto os visitantes.

O gerente de Produtos Turísticos da Setur, Eduardo do Vale, ressalta que a atuação da pasta ocorre de forma estratégica para fortalecer as praias. “A Setur trabalha para valorizar as praias permanentes como atrativos turísticos estruturantes, que ampliam as possibilidades de uso turístico ao longo do ano, inclusive no período de férias de janeiro. Esse trabalho envolve orientação técnica, fortalecimento da governança local, incentivo à qualificação dos serviços e integração das praias às estratégias de promoção dos destinos turísticos do Estado”, ressalta.

Praias fortalecem a economia local

Além de espaços de lazer, as praias exercem papel fundamental na dinamização da economia local. Tanto durante a temporada oficial de julho quanto ao longo do ano, as praias permanentes estimulam diretamente o comércio, os serviços e o turismo.

“Elas estimulam diretamente o comércio, os serviços e o turismo, gerando oportunidades para bares, restaurantes, quiosques, ambulantes, artesãos, meios de hospedagem e prestadores de serviços. Em cidades como Palmas, por exemplo, as praias permanentes se consolidaram como atrativos urbanos estratégicos, que fomentam o comércio formal e também o informal, ampliando a circulação de pessoas, fortalecendo pequenos empreendedores e gerando renda para muitas famílias”, explica o gerente de Produtos Turísticos da Setur, Eduardo do Vale.

Além do impacto econômico, as praias contribuem para a valorização dos destinos turísticos, para a melhoria da qualidade de vida da população e para o posicionamento do Tocantins como um estado que utiliza seus recursos naturais de forma planejada, sustentável e integrada ao desenvolvimento do turismo.

55 anos do Palácio das Artes e 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Coluna Minas Turismo Gerais jornalista Sérgio Moreira

O ano de 2026 será marcado por uma grande festa no Palácio das Artes, inaugurado em 14 de março de 1971, e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, criada em 1976

A orquestra, mantida e administrada pela Fundação Clóvis Salgado, resulta de antiga aspiração dos meios culturais mineiros. Em 2013 tornou-se Patrimônio Cultural de Minas Gerais.

Considerado o maior complexo cultural da América Latina, o Palácio das Artes celebra seus 55 anos de história ao lado dos 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), um de seus mais importantes corpos artísticos. Para comemorar essas datas emblemáticas, o Palácio das Artes prepara uma temporada especial, repleta de música de excelência, encontros históricos e grandes nomes da regência nacional e internacional.

Ao longo de todo o ano, a OSMG será conduzida por maestros que ajudaram a construir sua trajetória, em concertos que celebram o passado, o presente e o futuro da instituição. Entre os convidados estão Roberto Tibiriçá, Sílvio Viegas, Marcelo Ramos, Priscila Bomfim, Gabriel Rhein-Schirato, André Brant e Ligia Amadio.

Foto: Amaury Simões

Ligia Amadio

Foto:Paulo Lacerda

Marcelo Ramos

Foto:Ana Clara Miranda 


Priscila Bomfim

As comemorações têm início com o já consagrado Carnaval da Liberdade, sob a regência do maestro Marcelo Ramos, titular da OSMG em dois períodos (2001–2007 e 2013–2015). Ainda no final de fevereiro, Ramos rege a Orquestra e o Coral Lírico de Minas Gerais em uma noite dedicada a Ludwig von Beethoven, com a execução do Concerto nº 5 – “Imperador” e da Fantasia Coral.

Em abril, o regente residente André Brant, prata da casa, assume os concertos didáticos voltados para escolas convidadas e a preparação da ópera As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart, com direção cênica do italiano Mario Corradi. A estreia está prevista para 17 de abril, com récitas nos dias 19, 21 e 23.

“A temporada 2026 marca um capítulo histórico e profundamente simbólico na trajetória da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Fundação Clóvis Salgado. Celebramos 50 anos da Orquestra e 55 anos da instituição cultural mais importante do Estado: mais de meio século de música, excelência artística e compromisso com a cultura mineira”, destaca André Brant.

Na primeira quinzena de junho, a prestigiada série Música de Cinema apresenta o Especial Studio Ghibli, homenagem ao renomado estúdio japonês de animação, novamente sob a regência de André Brant.

Na segunda quinzena do mês, a OSMG acompanha a Cia de Dança Palácio das Artes no balé Carmen, de Rodion Shchedrin, versão da obra de Georges Bizet, com direção geral e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni.

Julho será marcado por um encontro internacional com dois grandes artistas portugueses. O jovem maestro Rui Miguel Marques, assistente da Stavanger Symphony Orchestra desde 2025 e integrante do programa Dirigentforum Junior, tem se destacado em palcos de todo o mundo. Ao seu lado, o pianista Bernardo Santos, um dos mais ativos de sua geração, com apresentações em mais de 25 países e vasta discografia, além de importante trabalho de pesquisa sobre a música portuguesa do século XX.

Entre 30 e 31 de julho, 1º e 2 de agosto, acontece mais uma edição inédita do projeto Viva a Ópera, desta vez dedicada a árias, duetos e coros de óperas francesas. Com direção cênica de Pablo Maritano e regência de Gabriel Rhein-Schirato, ex-integrante da OSMG, as apresentações ocorrerão nos galpões do Centro Técnico de Produção e Formação da FCS, em Marzagão, Sabará.

Fotos:Paulo Lacerda


Silvio Viegas


Em 12 de setembro, estreia em Diamantina a nova ópera encomendada pela Fundação Clóvis Salgado: Chica da Silva, com música de Guilherme Bernstein e libreto de Marcus Bernstein e Flávia Bessone. A obra narra a trajetória da escravizada parda que conquistou o contratador de diamantes João Fernandes. A produção conta com direção de Jorge Takla, coreografia de Regina Advento, figurinos de Willian Rausch, cenários de Jonas Soares e iluminação de Gabriel Pederneiras. A soprano Monique Galvão interpreta Chica da Silva, sob regência do maestro Sílvio Viegas.

Em outubro, o Palácio das Artes celebra a 100ª ópera apresentada em seus 55 anos, com Il Maestro di Cappella, de Domenico Cimarosa, no Centro Cultural do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, com regência de André Brant.

Foto: Paulo Lacerda


Roberto Tibiriçá

No dia 2 de dezembro, a temporada recebe novamente o maestro Roberto Tibiriçá, ex-titular da OSMG, que rege a obra Floresta do Amazonas, de Heitor Villa-Lobos, com a soprano Camila Provenzale.

“O Palácio das Artes foi e continua sendo muito importante para mim. É um espaço único, que reúne natureza, excelência artística e acolhimento. Estar no Palácio das Artes é estar em casa”, afirma Tibiriçá.

Encerrando o ano, em clima de emoção e tradição, acontece o Concerto Especial de Natal, com a OSMG, o maestro André Brant e o Coro Infantojuvenil do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart).


Teatro do Palácio das Artes

Fundação Clóvis Salgado - Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. 

A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.

Inhotim é o único destino do Brasil na lista do New York Times dos lugares no mundo para conhecer em 2026


O Inhotim é o único destino brasileiro na lista de 52 lugares para conhecer em 2026 divulgada no dia 6 de janeiro, pelo jornal  The New York Times (NYT) . Inhotim está em Brumadinho, cidade localizada a 60 Km de Belo Horizonte, é considerado o maior museu a céu aberto do mundo.   Inhotim ficou na 24ª posição entre as atrações mundiais.


“Uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”, diz o New York Times, destacando as “500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura única, em meio a um enorme jardim botânico”. 

“Em 2026, Inhotim celebra 20 anos de abertura ao público (o espaço começou como uma coleção privada) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil”, acrescenta o jornal dos Estados Unidos.

informações https://www.inhotim.org.br/

 

Na menção a Inhotim, o New York Times cita Belo Horizonte, como “a capital dos bares” do Brasil e elenca a capital mineira, o Parque Nacional da Serra do Cipó e “igrejas de exuberância barroca” como motivos para estender a viagem após a visita em Brumadinho. 

“Obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e de 22 artistas indígenas sul-americanos se somarão ao acervo permanente, que inclui trabalhos de artistas como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica.”

Brasília (em 2024), Manaus e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (ambos em 2023) foram alguns dos lugares brasileiros que apareceram recentemente no ranking anual do New York Times. No ano passado, nenhum destino do Brasil entrou na lista. 

Além do museu mineiro, o jornal ainda incluiu cidades, praias, parques, cenários naturais e outras atrações como destinos para os viajantes em 2026.

Reencontro dos blocos do Carnabelô abre oficialmente o Carnaval de BH

Depois de tanto tempo, chegou a hora do reencontro. No dia 31 de janeiro, Belo Horizonte revive um dos capítulos mais marcantes de sua história carnavalesca com o Reencontro dos Blocos do Carnabelô, evento que abre oficialmente o Carnaval de BH em 2026 e traz como tema um sentimento que atravessa gerações: “Ê Saudade”.

Popular nos anos 1990, o Carnabelô foi o nome dado ao grande carnaval fora de época que, a partir de 1994, transformou a capital mineira em palco de trios elétricos, blocos de axé e multidões vestidas de abadá. Inspirado no modelo dos carnavais da Bahia, o evento movimentou a Avenida Afonso Pena e recebeu atrações como Asa de Águia, Netinho e Cheiro de Amor, projetando Belo Horizonte no cenário nacional do entretenimento. O Carnabelô foi encerrado no início dos anos 2000, mas deixou um legado decisivo para o crescimento do atual carnaval de rua da cidade.

Fotos: Divulgação


Força cultural - “O reencontro dos blocos do Carnabelô é, antes de tudo, uma celebração da memória afetiva de Belo Horizonte. O Carnabelô marcou uma geração, ajudou a formar público e abriu caminhos para o carnaval de rua que a cidade vive hoje. Trazer essa história de volta às ruas é reconhecer a força cultural do carnaval e reafirmar BH como um dos grandes polos da folia no país”, destaca Eberty Salles, da Pulsar Brasil, produtora dos blocos deste ano.

De acordo com ele, o evento relembra um tempo em que Belo Horizonte se transformava em um grande carnaval fora de época. “Para os foliões rever essa energia agora, tantos anos depois, será emocionante. É como se a cidade se olhasse no espelho e reencontrasse uma parte importante da sua identidade carnavalesca”, acentua Eberty.

Agora, essa memória coletiva ganha novo fôlego ao ocupar novamente as ruas da capital. O reencontro acontece a partir das 13h, no entorno do Estádio do Mineirão, com concentração na Avenida Abraão Caran, em frente ao posto de gasolina. A entrada é gratuita, reforçando o caráter democrático e popular que se tornou marca registrada do Carnaval de Belo Horizonte.

A programação reúne blocos e artistas que fizeram história na folia mineira. O Bloco Come Queto abre o evento às 14h, ao lado de Reinaldinho, ex-vocalista do Terra Samba. Às 16h, é a vez do Bloco Belo Pirô, embalado pelos sucessos da banda Cheiro de Amor. Encerrando o reencontro em clima de celebração, o Bloco Uai assume a festa às 18h com a energia de Tuca Fernandes. 

Mais do que um evento, o Reencontro dos Blocos do Carnabelô é memória viva.

É a rua cheia, a música compartilhada e a saudade transformada em festa. Em um momento em que o Carnaval de Belo Horizonte se reafirma como um dos maiores carnavais de rua do Brasil, plural, inclusivo e participativo, os blocos do Carnabelô retornam como símbolo de uma história que ajudou a pavimentar esse caminho.

Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira   @sergiomoreira63    informações para

sergio51moreira@bol.com.br  


 












sábado, 10 de janeiro de 2026

Audiovisual tocantinense ganha o mundo e a televisão pública brasileira

Produções do Tocantins exibidas nacional e internacionalmente reafirmam a força criativa do Norte

Fotos: Érika Mariano/ Divulgação

A Associação Tocantinense de Cinema, Vídeo e Televisão (ATCV) celebra um momento histórico para o audiovisual do Tocantins. Quatro produções realizadas por profissionais do estado — Criança de Raiz, Massinhas, Visto para Amar e Bernardo Sayão e a Estrada Para Belém — alcançaram projeção nacional e internacional, com exibições na televisão pública brasileira e circulação ampliada graças ao patrocínio da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e ao fomento da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

A presença dessas obras na grade da TV Brasil e em janelas de difusão estratégica evidencia não apenas a diversidade de temas e linguagens produzidas no Tocantins, mas também a maturidade técnica, estética e narrativa de seus realizadores. São histórias enraizadas no território, com olhar contemporâneo e alcance universal — do público infantil à reflexão histórica e aos direitos humanos.

Ao celebrar essas conquistas, a Associação Tocantinense de Cinema, Vídeo e Televisão reforça a importância das políticas públicas de fomento e da televisão pública como instrumentos de democratização do acesso, descentralização da produção e valorização das narrativas regionais. “O sucesso dessas obras é fruto de uma cadeia criativa sólida, formada por produtores, diretores, roteiristas, técnicos e artistas do Tocantins. É uma vitória coletiva que projeta o estado no mapa do audiovisual contemporâneo”, conclui Luiz Pires.

Para Luiz Pires, com identidade, diversidade e excelência técnica, o audiovisual tocantinense segue ampliando fronteiras — da Amazônia Legal às telas do Brasil e do mundo. “Esses resultados confirmam que o Tocantins deixou de ser apenas um polo emergente para se tornar um protagonista no audiovisual brasileiro. São obras feitas por profissionais do estado, com identidade própria, que dialogam com o Brasil e com o mundo”, afirma Luiz Pires, presidente da ATCV.

 A seguir, a ATCV apresenta um panorama das quatro produções e onde assisti-las:

Criança de Raiz, Juliane de Almeida, uma produção Jubalina 

Gênero: Documentário

Resumo: A série acompanha infâncias marcadas pela relação com a terra, a cultura popular e os saberes tradicionais. Ao valorizar brincadeiras, afetos e o cotidiano fora dos grandes centros urbanos, Criança de Raiz constrói um retrato sensível da formação identitária de crianças que falam o Português, de ancestralidades indígenas, quilombolas e africanas, dialogando com temas como pertencimento, memória e diversidade cultural.
Onde assistir: Exibições especiais e programação da TV pública (EBC/TV Brasil).

- Massinhas, Kecia Ferreira, uma produção Super Oito

Gênero: Série de animação | Primeira infância
Resumo: Primeira série de animação produzida no Tocantins a estrear em rede nacional, Massinhas aposta em uma narrativa delicada e contemplativa, voltada para crianças pequenas. Com estética artesanal e ritmo calmo, a série aborda amizade, descobertas e resolução de conflitos de forma lúdica, consolidando a animação tocantinense no cenário brasileiro. Onde assistir: TV Brasil, desde 5 de janeiro.

- Visto para Amar, Kecia Ferreira e Werthen Nunes, uma produção Tocantins Filmes

Gênero: Série documental

Resumo: Com dez episódios, a série aborda histórias reais de pessoas LGBTQIA+ obrigadas a deixar seus países de origem devido à perseguição e à violação de direitos humanos. Ao acompanhar trajetórias de refúgio, acolhimento e reconstrução de vida no Brasil, Visto para Amar se destaca pela abordagem humanizada e pelo impacto social, ampliando o alcance do audiovisual tocantinense em debates globais sobre diversidade e direitos.
Onde assistir: TV Brasil (EBC) e plataformas vinculadas à emissora.

- Bernardo Sayão e a Estrada Para Belém, Hélio Brito, uma produção HB Filmes 

Gênero: Documentário histórico | Série (5 episódios)
Resumo: A obra resgata a trajetória de Bernardo Sayão, figura central na integração do Centro-Norte do país, responsável pela abertura da estrada que ligou Anápolis a Belém — mais tarde a Belém-Brasília. Com gravações em Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, a série combina história, política e desenvolvimento regional, refletindo também sobre impactos sociais e ambientais.
Onde assistir: Programação da TV pública e janelas institucionais (EBC/Ancine).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Campanha de Popularização Teatro & Dança em BH

Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira 

A 51ª edição da Campanha de Popularização do Teatro & Dança já movimenta Belo Horizonte e começa oficialmente no dia 8 de janeiro, seguindo até 8 de fevereiro.

Considerado um dos maiores eventos de artes cênicas do país, o projeto reúne dezenas de espetáculos de teatro e dança, para públicos de todas as idades, com entradas antecipadas vendidas a R$ 25,00.

A Campanha de Popularização Teatro e Dança chega à 51ª edição com 198 espetáculos,  em 77 espaços culturais de Belo Horizonte e Betim a preço popular (R$ 25), com ingressos à venda no site vaaoteatromg.com.br e nos postos do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), montados nos shoppings Cidade, Pátio Savassi e Monte Carmo.  A venda antecipada permite que o público economize e se organize antes mesmo da abertura oficial da campanha.

Veja todos os espetáculos no 

https://www.vaaoteatromg.com.br/cartaz/belo-horizonte. Compre os ingressos por apenas R$ 25,00. Prestigie a cultura e a arte dos profissionais que fazem a cultura do teatro .

Organizada pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc-MG), a edição de 2026 aposta no fortalecimento da experiência presencial. A proposta, segundo a organização, é reforçar o encontro direto entre artistas e plateia, valorizando o teatro como vivência coletiva e ao vivo, sem abrir mão do uso da tecnologia como aliada na divulgação e na venda de ingressos.

Além da compra online, também será possível adquirir entradas nas bilheterias dos teatros, a partir de duas horas antes de cada apresentação, enquanto houver disponibilidade. Nas bilheterias, no entanto, os valores dos ingressos não são promocionais.

Programação diversa -  A campanha reúne espetáculos de diferentes gêneros, linguagens e formatos, incluindo montagens voltadas ao público adulto e infantil, comédias, dramas e produções de dança contemporânea. O intuito é democratizar o acesso às artes cênicas e ampliar o alcance da produção cultural mineira e nacional.

Exposição do escultor Ricardo Carvão Levy abre  a programação do  Palácio das Artes

Se perguntarmos à Inteligência Artificial qual a relação entre o carvão e o diamante, ela responde: “carvão e diamante são feitos do mesmo elemento, o carbono, mas formando substâncias completamente diferentes, devido à sua estrutura atômica.


“Tenho um carinho especial pelo Palácio das Artes. Foi aqui que, após sete anos de trabalho silencioso, realizei minha primeira exposição individual, em 1979, na então Grande Galeria, hoje Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, apresentando parte do ‘ciclo do couro’. Em 1998 fui convidado para inaugurar o espaço aberto, como extensão das galerias, com a exposição Turismo, esculturas em aço; onde agora, acontece Forma, Espaço e Matéria! Desde então, sigo criando, diversificando materiais, técnicas e linguagens. Não cristalizar é uma norma para mim - inclusive romper regras que eu mesmo estabeleci. A criação é meu oxigênio: sem ela, algo essencial me falta”, revela Ricardo Carvão Levy.

A mostra ocupará a Galeria Aberta Amilcar de Castro, com um estudo (1982) de 3m de altura - reproduzindo sua obra mais famosa, a escultura, Monumento à Paz, com 24m de altura e 92 toneladas, na Praça do Papa, em Belo Horizonte - em aço oxidado in natura; a Série Cubismo, com oito esculturas, em aço oxidado in natura, corte, dobra e solda, na parede externa e, no chão, a instalação O Último Suspiro da Mata, 18 esculturas (1980-1990) em material descartado, aço oxidado in natura e argila expandida. No Café do Palácio, ainda da Série Tubismo, duas esculturas suspensas, em tela de aço e policromia. No Passeio Niemeyer, em frente ao Parque Municipal, a Série Tubismo, sete esculturas, em filtro de poço artesiano, material descartado na técnica de corte, deslocamento e solda. Por fim, nos jardins internos, sempre da Série Cubismo, uma escultura em tela de aço, alumínio, policromia e material descartado.

A exposição “Forma, Espaço e Matéria” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal, Patrocínio da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio.

O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 50 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.


Mineiro de coração — Ricardo Carvão Levy, nascido em Belém do Pará, vive e trabalha, há mais de 60 anos, em Minas Gerais, sob o signo do ferro e da geometria. À primeira vista, o artista seria mais um “filho” do ferro de Minas e do férreo Amilcar de Castro, contudo, em análise tão simples quanto apurada, percebe-se que sua formação sensível e autodidata é marcada por sua natal paisagem amazônica, explorando a escala da floresta e dos rios, concretizando sólido imaginário.

A semente de sua arte também tem raízes nas artes pré-colombianas da região, em especial nas tradições, marajoara e tapajônica, onde a mesma geometria une-se ao simbolismo de maneira integrada. Essa percepção se aprofunda posteriormente, na juventude, durante viagem ao México, quando a visita ao Museu Nacional de Antropologia provoca um novo e decisivo impacto, reafirmando a força dessas culturas como referência estrutural de seu pensamento visual. 


 Segundo o texto curatorial de Cynthia Rabello, “desde os seus primeiros gestos escultóricos, Ricardo Carvão Levy construiu uma obra em permanente metamorfose. Depuração e reinvenção que sustentam uma prática que tenciona materiais, técnicas, estilos e propósitos, articulando o rigor geométrico à abertura, ao imprevisto; que encontra no risco, no espaço e na matéria o seu modo de existir”.

Se perguntarmos à Inteligência Natural - ou Emocional - sobre Forma, Espaço e Matéria!, ela responde: as esculturas de Ricardo Carvão Levy são diamantes puros.

 Horário de visitação: terça a sábado de 9h30 às 21h, e domingo de 17h às 21h

Período expositivo: 9 de janeiro a 1º de fevereiro

 Locais: Galeria Aberta Amilcar de Castro, Café do Palácio, Passeio Niemeyer e jardins internos – Palácio das Artes

(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)

Classificação indicativa: Livre

Entrada gratuita      Informações para o público: https://fcs.mg.gov.br


FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult).

Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS.  

A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart).

A Fundação Clóvis Salgado é responsável, ainda, pela gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem parte o Palácio das Artes e a CâmeraSete, entre outros diversos equipamentos.

Em 2026, quando o Palácio das Artes celebra 55 anos, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos. A intenção é uma só: fortalecer e democratizar a atuação desta que é a maior instituição cultural do gênero na América Latina. Palácio das Artes 55 anos: ontem, hoje, sempre... A arte é o espaço do Encontro!


Cerveja com tradição de 130 anos produzida por padres no porão de igreja

Uma cervejaria artesanal mantida há mais de 130 anos no porão de uma igreja católica em Juiz de Fora conquistou medalha de ouro no Brazilian International Beer Awards (Prêmio Internacional de Cerveja no Brasil, em tradução livre).

A premiada do maior concurso de bebidas independentes da América Latina, “WeissBier” é produzida pela Cervejaria Hofbauer, que funciona no subsolo da Igreja Nossa Senhora da Glória.

A produção é mantida por padres da Congregação Redentorista, que preservam métodos tradicionais inspirados na cultura cervejeira europeia.

Segundo os organizadores do concurso, a cerveja mineira se destacou entre mais de mil rótulos inscritos, recebendo nota 97 de 100 em critérios como aroma, sabor e equilíbrio.

Com o quarto reconhecimento conquistado pela cervejaria em 2025, ano em que passou a disputar competições, o prêmio colocou a Hofbauer como melhor do mundo na categoria disputada.

A história e as características da cerveja centenária - A história começa no fim do século XIX, quando missionários redentoristas trouxeram ao Brasil a tradição monástica de produção de cerveja.

Desde então, a fábrica funciona com as mesmas máquinas importadas da Holanda em 1907, mantendo processos manuais e produções em pequena escala com lotes de apenas 350 litros, apenas quatro vezes por ano.

A bebida apresenta coloração amarelo-claro, teor alcoólico de 5,3% e aspecto naturalmente turvo. No paladar, o fabricante descreve um conjunto equilibrado, de corpo leve, baixo amargor e final suavemente cítrico.

"Ganhar uma premiação aumenta a visibilidade da marca e reforça a credibilidade no meio cervejeiro. Além disso, esses eventos permitem trocar experiências com produtores de todo o mundo. Mesmo quem não é premiado aprende muito com o feedback dos jurados", afirmou Taylor Bertoli, mestre cervejeiro e responsável pela produção.


Como visitar a cervejaria- As visitas à cervejaria ocorrem aos sábados por agendamento, para grupos de até 30 pessoas, ao custo de R$65,00. Segundo a paróquia, os recursos obtidos com a venda da cerveja são destinados a projetos sociais da igreja.

 A Hofbauer oferece sete estilos de cerveja artesanal. O pacote inclui degustação de três cervejas, pão e bolinho de cevada.  https://www.instagram.com/cervejahofbauer/

Instâncias de Governança Regionais fazem convênio com governo mineiro para projetos turísticos

Minas Gerais dá um passo decisivo para consolidar e ampliar sua liderança no turismo brasileiro. A assinatura do convênio entre a Federação das Instâncias de Governança Regional do Turismo de Minas Gerais (Fecitur) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) como interveniente, marca o início de um robusto ciclo de investimentos que vai impactar diretamente todas as regiões turísticas do estado.

O acordo viabiliza o repasse de R$ 100 mil para cada uma das 48 Instâncias de Governança Regionais (IGRs), totalizando R$ 4,8 milhões destinados exclusivamente à estruturação, fortalecimento e promoção do turismo regional. Mais do que um aporte financeiro, o convênio inaugura uma agenda estratégica orientada por diagnóstico técnico, planejamento territorial e execução de ações alinhadas às realidades e vocações de cada região.

“O que estamos colocando em prática é uma política pública estruturante, que chega na ponta e respeita a diversidade dos territórios mineiros. Esse investimento garante mais autonomia às IGRs e fortalece o modelo de regionalização do turismo, que é uma referência nacional”, destaca a secretária da Secult-MG, Bárbara Botega.

Cada região poderá investir de forma estratégica, seja na promoção do destino, na qualificação da gestão, na estruturação de produtos turísticos ou em melhorias de infraestrutura, sempre com foco no desenvolvimento sustentável”, completa a secretária.

Para a presidente da Fecitur, Teresa Lemos, o momento representa uma conquista construída a muitas mãos. “Esse convênio é fruto de um trabalho intenso de escuta, articulação e planejamento junto às IGRs e ao Governo de Minas.

O recurso chega para dar condições reais de atuação às instâncias regionais, fortalecendo o turismo como vetor de desenvolvimento, geração de renda e oportunidades em todas as regiões do estado”, afirma. “É um marco para a regionalização do turismo em Minas Gerais”, celebra.

Ações concretas e impacto direto nos territórios - A partir do repasse dos recursos, a Fecitur executará o 1º Projeto de Estruturação e Fortalecimento das IGRs de Minas Gerais, que prevê ao menos uma ação estruturante em cada instância regional. As iniciativas estão organizadas em quatro grandes eixos: aquisição de bens, promoção dos destinos, estrutura e capacitação, e infraestrutura turística.

São exemplos de ações que serão desenvolvidas a implantação de totens digitais interativos em pontos estratégicos para divulgação de atrativos, roteiros e eventos; produção de mapas turísticos personalizados, bancos regionais de imagens e vídeos e plataformas digitais de promoção; e estruturação de roteiros turísticos integrados e diversificação da oferta de experiências, dentre outros.

Além disso, o convênio prevê a contratação de equipe técnica especializada em gestão de projetos, assessoria jurídica, comunicação e contabilidade, assegurando eficiência, transparência e ampla divulgação dos resultados à sociedade.

Integração e inteligência coletiva - Como contrapartida não financeira, a Fecitur realizará, em junho de 2026, em Belo Horizonte, o Encontro Estratégico das Instâncias de Governança Regional de Minas Gerais. 

O evento reunirá representantes das 48 IGRs, gestores públicos, parceiros institucionais e especialistas, com foco na troca de experiências, avaliação de resultados, alinhamento de estratégias e construção de uma agenda integrada para o futuro do turismo mineiro.

Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira   @sergiomoreira63    informações para sergio51moreira@bol.com.br