Minas Turismo Gerais jornalista Sérgio
Moreira
Em abril de 2025, Minas Gerais reafirmou
sua vocação como grande território da fé ao registrar resultados expressivos
com o Minas Santa.
Durante
a Semana Santa, 550 mil turistas e fiéis participaram das celebrações em todo o
estado, que somaram 667 eventos realizados em 460 municípios.
O
Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de
Minas Gerais (Secult-MG), lança a quarta edição do Minas Santa, nesta quinta-feira
no Museu Mineiro.
A
iniciativa, promovida em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Fundação de Arte de Ouro
Preto (Faop) e Fundação Clóvis Salgado (FCS), consolida o estado como um dos
principais destinos do país durante o período da Semana Santa.
O
projeto integra fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo, promovendo
experiências únicas em todas as regiões do território.
Fotos:
César Trópia
"Para o Governo de Minas a Semana Santa
é tratada com a dimensão e o respeito que merece, como cultura, como tradição e
também como oportunidade de desenvolvimento para nosso estado. A Semana Santa
além de ser uma celebração religiosa também é momento de alta no turismo,
economia criativa e geração de renda a milhares para os mineiros", enumera
a Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.
O
programa superou expectativas e gerou mais de R$ 1,9 bilhão em impacto
econômico direto apenas no período, valor que corresponde a quase 40% da
estimativa anual de R$ 5 bilhões movimentados pelo turismo religioso em Minas.
Os números consolidam o segmento como motor estratégico de desenvolvimento,
unindo cultura, espiritualidade e acolhimento como marcas da identidade
mineira.
Para
2026, o Minas Santa contará com uma estratégia ampla de comunicação e promoção,
estruturada em campanhas publicitárias, ações digitais e mobilização regional.
A campanha prevê veiculação em veículos de mídia e plataformas digitais, com
foco na valorização das celebrações religiosas, das manifestações culturais e
da culinária típica do período, como símbolo da identidade mineira.
"Muitas
tradições já começaram com o período da Quaresma e com o lançamento oficial
faremos também uma divulgação muito grande para transportar essa experiência
para o Brasil", apresenta a secretária.
Em
conjunto com a promoção turística, serão realizadas, por meio do IEPHA-MG,
ações de salvaguarda e proteção das celebrações e ritos da Quaresma e da Semana
Santa no estado. Um cadastro das festividades (Turismo de Fé) relacionadas ao
período também é realizado pelo instituto. Acesse o site aqui.
O
cadastro mapeia os congressos, retiros, shows e espetáculos de toda comunidade
religiosa e manifestações de fé, assim como abre espaço para as expressões
religiosas de matriz africana, como a Feitura do Cordão de São Francisco, no
terreiro do Quilombo Pena Branca, no município de São Francisco, no Norte de
Minas.
O
projeto contempla ainda articulação com municípios e Instâncias de Governança
Regionais para fortalecimento das programações locais, além de apoio à
divulgação de eventos tradicionais, encenações da Paixão de Cristo, concertos
sacros, procissões e festivais gastronômicos.
A
proposta é integrar promoção turística e valorização do patrimônio cultural,
gerando fluxo de visitantes, movimentação econômica e visibilidade para os destinos
mineiros.
“Todas
as nossas cidades, as nossas comunidades se envolvem nesse trabalho, são as
costureiras, os artistas, o pessoal que trabalha com a música, o coral. Então é
todo um trabalho que envolve a comunidade, e esse trabalho na atividade da Semana
Santa tem uma capilaridade em todos os nossos municípios, não só nas sedes, mas
também nos distritos menores."
Todas
as informações sobre as celebrações e eventos previstos poderão ser acessadas
no portal Turismo em Minas Gerais.
Nesse mesmo espaço, os municípios poderão cadastrar suas programações, que
estarão disponíveis ao público em um portfólio completo com a programação das
cidades.
O
Minas Santa também convida visitantes a percorrerem rotas que integram
espiritualidade, arte, gastronomia e natureza. Entre os destinos emblemáticos
estão Caeté, Congonhas, Mariana, Tiradentes e São João del-Rei, dentre outros
destinos que compõe a Cordilheira do Espinhaço, além Geoparque Uberaba - Terra
de Gigantes, no Triângulo Mineiro, e o Vale do Peruaçu, no Norte de Minas. Na
Rota das Artes, que conecta Belo Horizonte, Brumadinho (com o Inhotim) e Ouro
Preto, o visitante encontra a expressão contemporânea da criatividade mineira.
Minas
Santa no Palácio das Artes
Abrindo
as comemorações do Minas Santa, Coral Lirico e Orquestra Sinfônica de Minas
Gerais apresentarão o Requiem de Mozart, com regência de André Brant e com os
solistas Andréia de Paula, Júlia Solomon, Lucas Viana e Sávio Sperandio. A
apresentação será no dia 25 de março, 20h, Grande Teatro CEMIG Palácio das
Artes.
O
cine Humberto Mauro também apresenta programação temática com a mostra de
filmes: ESPECIAL DE PÁSCOA: Série Padre O’Malley – O Humanista. Na Sexta-feira
da Paixão será exibido O Bom Pastor (Going My Way, Leo McCarey, EUA, 1944), as
16h. No sábado da Aleluia, Os Sinos de Santa Maria (The Bells of St. Mary's,
Leo McCarey, EUA, 1945), as 16h.
Espaço Cultural Chico Xavier reabre para
visitação em Pedro Leopoldo
Foi
aberto dia 11 de março o local onde Chico Xavier trabalhou entre os anos de
1933 a 1958. No local há o “Espaço Cultural Chico Xavier”, onde Chico
psicografou a famosa obra “Paulo e Estêvão” e onde se encontra algumas fotos
com apresentação das histórias vivenciadas por Chico no local.
O
local possui ainda uma sala onde funciona a sede da Fundação Cultural Chico
Xavier, um auditório para 120 pessoas, lanchonete e área arborizada, com
paisagismo e espaços apropriados para meditação e elevação dos pensamentos.
O
espaço na Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo, tem a parceria entre UFMG e União
Espírita Mineira
O
Espaço Cultural Chico Xavier, na Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo, terá o
funcionamento de quarta-feira a domingo, das 10h às 14h. É preciso fazer
agendamento online.
O
memorial passa a funcionar novamente após revitalização realizada por meio de
parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a União Espírita
Mineira (UEM).
O
espaço funciona como memorial dedicado ao médium e filantropo Chico Xavier, que
trabalhou por cerca de 25 anos na Fazenda Modelo, como escrevente-datilógrafo,
quando era servidor do Ministério da Agricultura.
Além
do prédio que abriga o Espaço Cultural, o “Casarão” - antiga residência do
coordenador da fazenda - também foi revitalizado. As melhorias incluíram
pintura, reparos estruturais, intervenções no telhado, adequações de
acessibilidade e revitalização das áreas externas.
Segundo
o presidente da União Espírita Mineira, Alisson Pontes de Souza, o espaço
abriga exposição sobre a obra do médium e sua passagem pela Fazenda Modelo,
além de duas salas com livros publicados até sua morte, biografias e obras em
outros idiomas.
“Essa
reinauguração é um momento de profunda importância, não só para quem admira a
obra e a vida de Chico Xavier, mas para toda a comunidade de Pedro Leopoldo.
Ele é, antes de tudo, um exemplo de cidadão que projeta o nome da nossa
cidade”, afirmou.
Preservação
histórica e caminho aberto para estudos - A diretora de Cooperação
Institucional da UFMG, Zélia Lobato, destacou que a parceria também fortalece a
preservação histórica e abre possibilidades de estudos e projetos acadêmicos
ligados à memória do médium.
As
visitações, suspensas desde a pandemia pela internet. O link será divulgado em
breve. Todas as visitas serão conduzidas por guia da UEM. Criada na década de
1920 pelo governo federal, a Fazenda Modelo tem 419 hectares e está sob
responsabilidade da UFMG desde 1993.
Reserva
para as visitas pelo link
Robôs no Aeroporto Internacional de Belo
Horizonte
O BH
Airport segue decolando com destino ao pioneirismo da automação, eficiência e
inovação na operação aeroportuária do Brasil.
A
prova de conceito com robôs autônomos 100% elétricos já está em andamento e
avalia o desempenho dos equipamentos em ambiente real de operação.
Nesta
fase, os testes já contemplaram duas frentes: transporte interno de cargas e
limpeza de FOD (Foreign Object Debris – Objetos Estranhos) nas áreas de
movimentação de aeronaves. Nesta atividade, os veículos autônomos são avaliados
quanto à eficiência na identificação e recolhimento de resíduos que possam
representar risco às aeronaves, uma atividade crítica para a segurança de
pousos e decolagens.
“Esse
veículo autônomo, chamado de burro grande pela capacidade de
carga, pela autonomia e pela alta tecnologia embarcada, representa uma inovação
para a operação no setor da aviação nacional e reforça nosso compromisso com as
melhores práticas que buscam garantir a evolução contínua na experiência do
cliente e a eficiência operacional, além de estar integralmente alinhada à
nossa responsabilidade com o desenvolvimento sustentável”, ressalta o gestor de
Operações, Segurança e Experiência do Passageiro do BH Airport, Fabiano
Reis.
Os
chamados “robôs burro” são plataformas móveis elétricas que utilizam
inteligência artificial para navegação, reconhecimento de rotas e tomada de
decisão em tempo real. Projetados para operar de forma colaborativa com equipes
humanas, os veículos podem seguir operadores, executar trajetos programados e
transportar cargas com alto grau de precisão e segurança. No BH Airport, os
equipamentos já foram testados no deslocamento de até duas toneladas, ao longo
de um percurso aproximado de 1,5 quilômetro, dentro da área operacional.
A
prova de conceito é realizada em parceria com a Tecnoloc, representante no país
da empresa norte-americana Burro, especializada no desenvolvimento de veículos
autônomos colaborativos para ambientes logísticos e industriais complexos.
A
adoção do modelo de prova de conceito permite mensurar ganhos operacionais,
além de avaliar variáveis como segurança, viabilidade técnica e aplicabilidade
no sítio aeroportuário.
A
iniciativa também dialoga com a agenda ESG do BH Airport, especialmente pelo
uso de veículos 100% elétricos e pela busca por soluções que promovam
eficiência energética e otimização de recursos.
Com
localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende
cerca de 70 destinos nacionais e internacionais.
Desde
2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma
das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por
Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça
e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com
experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.
Inhotim faz 20 anos
O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes
acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior museu a céu
aberto do mundo.Está localizado em Brumadinho , com 38 mil habitantes, a 60
quilômetros de Belo Horizonte.
O Instituto Inhotim localiza-se dentro do domínio da Mata
Atlântica, com enclaves de cerrado nos topos das serras. Situado a uma altitude
que varia entre 700 metros e 1 300 metros acima do nível do mar, sua área total
é de 786,06 hectares, tendo como área de preservação 440,16 hectares, que
compreendem os fragmentos de mata e incluem uma Reserva Particular do
Patrimônio Natural (RPPN), com 145,37 hectares.
A instituição surgiu em 2004 para abrigar a coleção de
Bernardo Paz, empresário da área de mineração e siderurgia, que foi casado com
a artista plástica carioca Adriana Varejão, e há 20 anos começou a se desfazer
de sua valiosa coleção de arte modernista, que incluía trabalhos de Portinari,
Guignard e Di Cavalcanti, para formar o acervo de arte contemporânea que agora
está no Inhotim. Em 2014, o museu a céu aberto foi eleito, pelo site
TripAdvisor, um dos 25 museus do mundo mais bem avaliados pelos usuários.
Etimologia - Segundo os moradores de Brumadinho, o local
foi uma fazenda pertencente a uma empresa mineradora que, no século XIX, atuava
na região e cujo responsável era um inglês, de nome Timothy – o "Senhor
Tim", que, na linguagem local, acabou virando "Nhô Tim" ou
"Inhô Tim".
Na década de 1980, o empresário Bernardo de Mello Paz
decidiu transformar sua propriedade de quase mil hectares em um museu a céu
aberto. Em 2002, foi fundado o Instituto Inhotim, instituição sem fins
lucrativos.
Em 2006, o local foi aberto ao público em dias regulares
sem necessidade de agendamento prévio. O acervo abrigava obras da década de
1970 até a atualidade, em dezoito galerias (em 2011).[9][10] São 450 obras de
artistas brasileiros e estrangeiros, com destaque para trabalhos de Cildo
Meireles, Tunga, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug
Aitken, Chris Burden, Yayoi Kusama, Paul McCarthy, Zhang Huan,[2]Valeska
Soares, Marcellvs e Rivane Neuenschwander.
O Instituto assegurou em 2023 um aporte financeiro inédito:
um convênio com a Vale garantirá R$ 400 milhões em investimentos ao longo de
dez anos, reforçando a manutenção do parque e o desenvolvimento socio-cultural
da região.
Uma
festa não seria suficiente para celebrar as duas décadas desde que o museu Inhotim
abriu as portas ao público, em setembro de 2006. A programação comemorativa
começou em fevereiro e se estende ao longo do ano todo.
As
atrações contemplam exposições inéditas de artistas consagrados e novas
gerações, revisitam obras que marcaram a história do museu e incluem também
apresentação.
Veja
abaixo as novidades dos meses de abril, junho, setembro e outubro.
Abril
Está
prevista para abril a inauguração da escultura Contraplano, de Lais Myrrha. A
obra tem dimensões monumentais e reproduz uma "marquise" de montanha,
com vista privilegiada da área verde. Também estão previstas, para o mês que
vem, duas exposições individuais.
O
artista visual brasiliense Dalton Paula apresenta obras inéditas de sua
investigação em torno das histórias e cultura afro-brasileira. Já a instalação
do mineiro Davi de Jesus do Nascimento, que se denomina um "artista
barranqueiro", é inspirada no Rio São Francisco.
Junho
Durante
a Semana Internacional do Meio Ambiente, o museu recebe o 3º Seminário
Internacional Transmutar, que discute transição ecológica e mudanças
climáticas.
O
evento reforça o posicionamento do Inhotim na conservação de espécies e
regeneração ambiental. Além do jardim botânico, o Inhotim conta com área verde
de 1,4 milhão de metros quadrados.
Setembro
O
público também vai poder conhecer a história do Inhotim, numa mostra
comemorativa sobre as duas décadas da instituição. A exposição, de longa
permanência, será inaugurada em setembro e abre o acervo da instituição,
trazendo muitas histórias e bastidores revelados pela primeira vez.
Nesse
mês também está previsto o evento Anoitecer Inhotim, em que o museu recebe o
público à noite, numa festa de arrecadação de fundos para o instituto.
Outubro
Uma
festa de aniversário gratuita está marcada para outubro. A atração musical
ainda não foi divulgada, mas a expectativa é levar para o palco nome de
repercussão nacional.
Um
dos locais mais visitados do Inhotim, a Galeria Cildo Meireles vai passar por
reforma e ganhar uma nova obra: Missão/Missões (Como construir catedrais), de
1987, prevista para ser inaugurada também em outubro.
A
ampliação consolida a galeria como o mais importante conjunto de obras do
artista carioca.
Sucesso
de público, a obra The Murder of Crows (2009), de Janet Cardiff & George
Bures Miller, volta a ser exposta em outubro.
A
instalação sonora ficou em visitação no museu de 2009 a 2015. Composta por 98
alto-falantes montados sobre pedestais e cadeiras, a obra proporciona uma
experiência imersiva.
Informações
para passeios, eventos, exposições
Coluna
Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63
informações
para sergio51moreira@bol.com.br
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